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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

20.Fev.19

...

Francisco
Na sua mente um limbo surgiu Onde os oceanos estagnaram, As rochas quebraram, E o mundo sucumbiu.   As árvores incendiaram As aves emigraram Os edifícios colapsaram, A vida sumiu.   Nos seus olhos, tudo isso, O retrato do fim do mundo, Emoldurado nas lágrimas Daquele que tudo perdeu... 
17.Fev.19

Sinto-me caminhar ao lado do mundo, e não nele

Francisco
Sinto-me caminhar ao lado do mundo, e não nele.Os rios que correm, vejo-lhes eu o fundo, a sua eterna queda num abismo de nada:Cascatas infindas de desgostos e vidas.Ah, fosse eu sentir as águas!   Os ventos e as árvores desprezam-meNas suas danças celestes.Toda a vida acolhem e abraçamE eu nos seus tornados ou espinhos me embaraço.Não me quer a terra!   Aos céus praguejo, e os corvos oiço.- Levem-me daqui! Grito eu.E um chilrear negro ecoa, como resposta.Amedrontam-se as (...)
17.Fev.19

Faleci nos teus braços

Francisco
Faleci nos teus braços Assim como quem se afoga no mar. Sucumbindo levemente à vida Até ao instante em que esta me decidiu levar.   Não lutei nem desesperei, mas ali fiquei Caído no teu colo, num abraço (para mim) eterno. Pudesse eu, reencarnado, não sei, Repetir esse abraço, desta vez sentindo-o com afago E não com esta frieza agora dos meus braços.   Fui eu mesmo que me matei. E foi no teu colo onde moribundo me esvaí Com o sangue que te manchou o vestido. O amor, esse (...)
11.Fev.19

Ser diferente...

Francisco
Vivo um dia inteiro pensando na vida do próximo dia, Em como abordarei alguém na rua, oferecendo um aceno de cumprimento ou um braço estendido. Que direção tomar para alcançar o mesmo local, aquela rua refundida ou entre a algazarra matinal das pessoas pelos cafés, cheios de sorrisos e vozes altas. Pouco realmente muda o dia, mas penso sempre que mudo eu, de algum jeito... Mas sou sempre eu.   Seguro em livros que não leio, imaginando que leria se não fosse eu. Escrevo palavras (...)
26.Jan.19

...

Francisco
(Só existe um silêncio capaz de perturbar a continuidade de uma onda de som...)   Calem-se os barulhentos, Cessem os circos, os palcos e os espetáculos, Acabem com a raça daqueles que se dizem nascer iluminados Pois esses de nada sabem! E escutem... Oiçam... Mas não a mim; isso! Esse mesmo... Esse silêncio que a leitura provoca, pois a voz que se ouve ao ler é a nossa!   Não há andorinhas no mar Assim como não há peixes nos beirais dos telhados. A Natureza dentro de si (...)
16.Jan.19

Mundo de nadas

Francisco
Corram. Fujam das palavras como quem evade-se do tempo, e sejam mais que tempo nas palavras. Germinem-se gente por dentro e evitem às palavras atribuir sentimentos: Somos mais que isso; o nosso peito assim o sente.   Quantos manuscritos não estão perdidos, quantas cartas não estarão rasgadas, O quê senão puro amor de um canto escuro viu-se libertado?   O constante equívoco entre sentimentos e pensamentos origina a prisão da mente Não reconhecendo mais essa a criação da (...)
12.Jan.19

A ciência da terra, o Deus do homem

Francisco
(...) «A medicina, as comunicações eletrónicas, as viagens espaciais, a manipulação genética... são estes os milagres que hoje contamos aos nossos filhos. São estes os milagres que apresentamos como prova de que a ciência nos trará respostas. As antigas histórias de imaculadas conceições, de sarças ardentes e de mares a abrirem-se deixaram de ser relevantes. Deus tornou-se obsoleto. A ciência venceu a batalha. (...)  «Mas a vitória da ciência costou-nos a todos. E (...)
11.Jan.19

O futuro pertence ao passado

Francisco
«Estamos todos controlados pelo passado, embora ninguém o consiga compreender. Ninguém reconhece o poder do passado» (...) «Mas se pensarmos bem nisso, chegamos à conclusão de que o passado sempre foi mais importante do que o presente. O presente é como uma ilha de coral que se mantém à tona da água, mas é composta por milhões de corais mortos que se encontram abaixo da superfície, que ninguém vê. De modo análogo, o nosso mundo de todos os dias é composto por milhões de (...)
31.Dez.18

Gostava de ver o ano passar...

Francisco
Gostava de conseguir ver toda esta magia acontecer. Juntar-me à euforia, gritar à lua e às estrelas e observar os céus rugindo e em luzes brandindo, Todos próximos de família e amigos.   Gostava de acreditar num segundo santo, Onde problemas e confusões dissipassem-se, pois mudaria-se de ano. Mas quantos já passaram? A mim não me engano...   Fecho os olhos, ouvindo o ribombar à distância do fogo de artifício. Sinto o tempo a passar, mas nada em mim a mudar. ''Terás que ser (...)