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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

16.Jan.21

Ramo de saudades

Francisco
Colhidas tenras do solo Trocam as raízes pela saudade, Vivendo da ternura Que o tempo não apaga de quem amou.   Não nos chegam apenas dos jardins  Delicados e doces perfumes, Ou arco íris de cores onde se fazem as flores Vestido para a Primavera.   Em sorrisos abertos, Envergonhados ou mesmo sem felicidade, A sua entrega guarda no tempo o momento Em que uma flor te encostou nos lábios Onde te viu o peito aberto e lá fez casa.   São elas lágrimas, ápices de (...)
21.Dez.20

O Fim

Francisco
Encosto a cabeça numa almofada de sonhos. O mundo, do lado de fora, um aglomerado de inconstantes certezas  Que surgem e desaparecem para lugar incerto; Certamente o mesmo de onde foram avistadas e perdidas de vista...   Retornar a encontra-las não é a surpresa que se sente, Nem as formas que tais ostentam Sendo estas poucas vezes diferentes. O fantástico é encontrar, também de novo, algo em que pensar Perante o mesmo.   Aproximam-se do nosso ouvido histórias que, Ju (...)
16.Dez.20

Caçando canções - Ep.2

Francisco
Há muito que poderia escrever sobre os pensamentos de um homem, mas nunca tudo e não tão habilidosamente quanto a mente do homem em si a falar. Para refletir...  
18.Nov.20

Calçada

Francisco
Atravesso a estrada como que fugindo do escuro. A calçada molhada, suja e com odores de repugnar a alma Serve-me de refúgio para aquilo que celeremente passa A todo o gás. Talvez sem tempo,  (Quem sabe mesmo sem nada), Procuram encontrar aquilo que lhes falta... Antes de ser tarde de mais.   E eu? Que corro do alcatrão para a pedra cansada, Abrigando-me sob postes luminosos  Que o que fazem é projetar sombras Onde me deveriam iluminar os passos? Estará tecido no meu destino
06.Nov.20

Coreografia da vida

Francisco
Leve como as penas Voam as pétalas das plantas sem rumo ou destino. As águas correm vitalícias, Colorindo as margens e as costas De verde vivo, e também de vida. As robustas raízes das árvores (A)seguram a idade, a filiação e a descendência Servindo o musgo de manta das mencionadas idosas. É o vento a música, os pássaros os vocais  E as flores as dançarinas: A coreografia da vida.   É o lobo selvagem, A raiva, a ira, a aniquilação da lua e da estrela. É o (...)
31.Out.20

Relógio de bolso

Francisco
Iluminada pelo brilho da lua A noite vê-se prolongada por mais umas horas. Em cima de uma mesa de cabeceira, Onde o luar penetrante rompe entre o tecido das cortinas E lhe faz presença, Está um relógio prateado revelando o tempo. Quatro e cinquenta Marcou ao ser levado ao bolso.   Entre a jaqueta operária  E um coração agitado, Deixa-se transportar aconchegada a prata. Nuns sapatos gastos mas de sola reforçada Apressa-se também quem o tempo carrega na algibeira. Ah (...)
14.Out.20

Deixar ir

Francisco
Deixar ir. Nem tudo o que tem corpo se segura, Nem tão pouco se aprisiona ou se vai atrás. É livre a escolha que perseguimos? Ou aquilo que, estando escrito, nos fez seguir Sem rumo, sentido ou jeito; Meio que tropeçando, cambaleando,  Aos soluços e em lágrimas.   Por mais que seja nosso, É livre de nós a escolha de escolher. São momentos que passam, Que nos atravessam a correr Sem travões para parar a tempo De nos dar tempo de pensar.   O que fazer depois vai (...)