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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

28.Fev.18

Sou um eu muito estranho...

Há coisas que nem sempre digo, que ficam só para mim. Muitas delas grito cá de dentro a ver se alguma se ouve de fora. Não sei porque não vivo sendo quem sou, ou porque diabos me escondo por detrás de uma máscara, logo uma que encontrei no chão e que nem me representa pouco ou nada. 

Fecho-me e penso, como se vivesse assim. Com tanta vida em mim e não a liberto com medo de perder algo, de fazê-lo mal e ter que ficar assim. É errado pensar quando queremos ser nós a viver e a tomar as nossas ações. É errado porque não somos nós no momento que o fazemos, a pensar nisto e naquilo e o que realmente desejávamos perde-se, assim entre pensamentos e se's. No meio de tudo não sou eu nada. Nem tão pouco às bordas que não arrisco ser diferente. Que é que eu ando a fazer? Ser diferente de quê se não sou nada...

E começar realmente a caminhar, em direção ao que vejo e sei que não está lá, pois de ilusões é a vida feita, e eu quero viver.

E chegar perto de alguém e dizer o que sinto? Porque de interação é a vida feita, e eu quero viver.

E não recear a rejeição, e dizer ao mundo quem sou e quem quero ser? Porque vida temos só uma, e eu quero-a viver.

E se deixar-me disto, largar os e se, e viver?

 

Sempre ouvi dizer que falar é fácil, mas eu hoje não disse nada.... Pouco mais fiz, que amanhã serei o mesmo a pensar e se? E se.... E se... (...) .

 

26.Fev.18

Educação, sim ou não?

Li algures que, ''Sem educação os homens vão-se matar uns aos outros'', frase proferida por António Damásio, levando-me a refletir.

Sou uma pessoa que, por defeito, gosta de contrariar. Não abertamente (salvo seja) e ignorando o óbvio. Mas fica na minha cabeça se aquilo não fosse assim, como seria? É então com esse princípio que vou apresentar este tema numa visão diferente.

Para realmente contrariar, e aplicando o uso correto da palavra, parto por remediar o título: ''Com educação os homens estão-se a matar uns aos outros.''

Não é a primeira vez que abordo o tema ensino (escolar) aqui no blogue, e, por mais divagada que seja a opinião apresentada, nas muitas entrelinhas podem encontrar a mensagem principal, que remete para o caso de não se estar a educar um ser, com princípios próprios ou crenças voluntárias, mas sim o que está regulamentado no plano. Logo assim estão a educar munição para utilizar nas armas dos princípios daquele país! É um assunto que se irá mostrar traiçoeiro ao ser apresentado, mas vou tentar explica-lo da melhor forma que conseguir.

Apesar de toda uma partilha de ideologias e cultura provenientes da «expansão do mundo» (maior interação com os diferentes povos), todos os países têm os seus princípios, necessidades e religião próprios. O ensino, seja ele religioso, cultural ou escolar, é influenciado pela nação que se provém. Ou seja, tens que ser quem eles querem ou precisam, pois provavelmente o que tu queres não dá muito jeito. E o que mais precisa um país se não de carne para canhão? Quem diz país diz religião, ou cruzadas e jihads seriam mitos? 

O mundo sempre esteve em guerra, mas outrora essa tinha um propósito. Hoje em dia é só mais um outro negócio que quem sai a ganhar ainda são os que morrem, porque esses não estão cá para ver o depois desta miséria toda, que bonito não será certamente o resultado final. Então e porque é que a guerra outrora pode ser considerada bem vista? Porque essa era pelo conhecimento. Não digo a carnificina, mas a guerra do desafio, dos obstáculos que cientistas, filósofos, matemáticos (etc.) mesmo com a carência de recursos lutavam pelo conhecimento contra todas as probabilidades de sucesso. Hoje com esse conhecimento, a sábia utilização dele é em como fabricar a maior e mais letal bomba nuclear. Porque todos sabemos que ao fim de uns anos são precisos de abater uns quantos, só porque sim, e que dá sempre jeito os botões vermelhos estarem do nosso lado. Isso porque os que morrem à fome já o fazem por si só, e não precisam de ajuda... Às vezes ainda penso que o mundo é bom, mas depois acordo.

Nem vou referir os milhões que estão investidos por detrás de todas as organizações militares, só penso que haja necessidades que ninguém se importaria de serem atendidas primeiro. Ou não, porque guerra até é uma cena porreira e fome e doenças são o trunfo utilizado para uma maior aniquilação. 

Não perdendo o foco. A educação está a ser utilizada para estes fins, para os grandes alcançarem a supremacia e os pequenos que pouco podem fazer (pequenos não de tamanho, mas de minoria daqueles que ainda têm um pouco de amor próprio, ou mais ainda que isso, amor pelo próximo) são engolidos no meio desta ganância por poder infindável!

Não estou só a abordar a educação escolar, mas sim ela num todo. Pois até a que recebemos em casa, é influenciada pelos pais dos nossos pais e por aí fora. Quem governa é quem decide, e, por mais iludidos de pensarmos que é o povo a fazê-lo, não vejo nas ruas todos de fato e gravata e com grandes carros. Porque isso é que é ser político, de resto não se apresenta grandes resultados de diferença entre eles e o povo.  Ah, podem aparecer mais vezes na televisão que um cidadão comum porque de alguma forma o nada que eles têm para apresentar dá audiências e ilude novamente o povo que se está a evoluir ou «a tratar do assunto». Eu que não ligava a televisão há um ano quando o fiz fiquei a pensar se a tinha deixado em pausa, porque não vi nada de novo! Isto porque até os países independentes estão dependentes de outros. Não se pode, mas não se pode mesmo, ficar atrás nas posições de ranking mundiais ou continentais. Não podem abordar mais um tema que outro porque depois não seria compatível com os requisitos que têm que ser preenchidos.

A arte, por exemplo, é posta de parte porque o que é necessário são profissões que gerem lucro. O estilo de vida livre é um grande desafio porque poucos são os que ainda conseguem viver exclusivamente do que os deixa satisfeitos. A minha pergunta é se não poderíamos todos fazê-lo? E para os mais céticos fiquem a saber que muitas das profissões que existem hoje são derivadas do capitalismo e do grande consumo da população. Se também forem perguntar a muitas dessas pessoas se desejariam estar a trabalhar num ramo diferente, diriam que sim. Ah, mas podem não ser tão competentes como os que lá se encontram - dirão muitos de vós. E é verdade, aliás, eu gostava de ser pintor, músico, escritor, bonito, simpático, engraçado (etc.) e não consigo, e outros que são melhores que eu nessas áreas provavelmente se safem melhor. Mas isso não me retira o gosto ou o objetivo de lá chegar (isso de ser bonito é uma realidade que já tenho presente de não se concretizar, mas as outras poderia ter mais esperança!). É que a arte é uma das formas de nos conhecermos a nós mesmos, e de os outros o fazerem também. Arte é expressão, e como ela é oprimida na sociedade encontramo-nos todos incompreendidos. O valor ser a educação é o mesmo que a morte ser a solução. Não faz sentido, porque a morte sim resolve, mas não da forma que queríamos que o fizesse. Se a educação que está em prática não se demonstra minimamente interessada na opinião do aprendiz, porque o que está regulamentado é a única e definitiva (the one and only – porque em inglês faz mais sentido) e a crítica do discípulo é ignorada.

O mundo está em guerra porque os valores que estão impostos pela sociedade não condizem com uma realidade pacífica. O mundo está em guerra porque a religião depois de tanto estudo e avanço cientifico continua a impor um grau de autoridade enorme que nem deveria ter nenhum! Pois, é inútil nos dias de hoje haver religião, mas isto sou eu, que apenas queria que as pessoas tivessem bom senso com todas as outras e não apenas com um grupo restrito delas.

A segunda maior causa de mortes e guerras, depois da dos lucros que ela arrecada, é pela religião. E quem a segue mais radicalmente (nem todos os religiosos são culpados do ocorrido, obviamente) está a comprometer o bem estar dos outros cidadãos que não a seguem no mesmo extremismo que ele o faz à sua ideologia, ou que não sigam a mesma religião.

Eu, por interesse, um dia gostaria de ler a Tora, a Bíblia e o Corão. Porquê? Porque gostava de observar os princípios daquelas religiões (as três maiores) e observar as discordâncias entre elas. Uma que remete para a paz e o perdão e que faz exatamente o oposto. Outra que se impõe contra os opositores e declara guerra nos infiéis, até que o cumpre. A bem ver, quem é mais religioso ainda são os extremistas, porque esses seguem a palavra do seu Deus, literalmente. Pois porque até foi o seu Deus que escreveu aquilo, e não uns quantos Zés da esquina que decidiram que gostariam de governar o mundo, e para isso moldar uma religião que fizesse os seus crentes lutarem por uma guerra de supremacia global.

Enquanto for apelada a religião, e a sua devoção, estão só a limitar as mentes das pessoas que irão observar os restantes como incorretos porque não seguem as mesmas ideologias que eles. Enquanto for apelada a religião, a guerra ‘’santa’’ irá ser sempre apoiada pelos seus seguidores, cada um no seu lado do ringue com o público a observar quem vai ao tapete primeiro.

E para quando acabar isto tudo? E refiro-me mesmo ao fim do mundo. Podiam organizarem-se todos e terminar isto de uma vez!

Como refiro a religião também abordo a política. Que até ainda há uns quantos cidadãos com bom senso e remetem para o facto de não se realizar um duelo à antiga entre os dois presidentes que se contrariam, ao invés de enviar gente inocente (ninguém o é...) para lutarem a guerra dos outros!

E se ao invés de acabar com o mundo, fizermos dele um melhor?

Retroceder aos estilos de vida do passado (mas sem a escravidão claro) e sermos todos mais simples, com tudo ao nosso dispor devido a todas as novas ciências e tecnologias. Poucos ou nenhuns teriam que trabalhar em algo que não se sentissem valorizados ou concretizados, pois não seria com salários que se viveria mas com senso comum e partilha de bens. Seria um mundo solidário e nada egoísta. Poderia-se viver num estilo de hitchhiking, em que não se teria receio em dormitar em casas de estranhos, ou de vaguear sem destino conhecendo o mundo e a si. Seriam as ruas cheias de música daqueles que dela quereriam viver, e ao invés da solidária moeda para ajudar, seria uma taça de sopa e uma cama para passar a noite, uma vez de um outra vez de outro cidadão. As paredes seriam a tela dos artistas, onde todas as casas seriam personalizadas à escolha do habitante. As escolas seriam para ensinar a escrever e a ler. Apresentar as diferentes artes do mundo, deixando à escolha do petiz seguir a sua. Transporte próprio não seria necessário, pois todos utilizariam unicamente transportes públicos, partilhando experiências com os seus ocupantes. Hospitais em cada vila e cidade para uma maior atenção ao que realmente interessa que é o bem estar das pessoas, e não o lucro com a saúde (ou a falta dela) por parte dessas instituições. Não haver policia, militares e seguranças, pois não faria realmente sentido um mundo em que necessitasse de controlo. Não haveria assaltos, pois ninguém quereria mais que o bem estar de todos, não haveria competições pois essas não têm sentido hoje quanto mais num mundo assim. Sermos todos livres de escolhas, vivermos das necessidades e não do consumismo, reduzindo drasticamente a poluição e mesmo a necessidade de tantas fábricas. A moda não deveria existir nem a produção em massa já que muito remete para o desperdício quando tantos noutros países carecem da falta de recursos. O mundo seria limpo, e auto-suficiente para funcionar pelo menos uns quantos milhares de anos a mais dos que se observam hoje! (...)

É pedir muito que as pessoas pudessem viver livremente? Ou num mundo bom? É que a meu ver, é tudo muito simples, mas a complicação deve estar no nosso ADN, e não conseguirmos parar um segundo que seja, e refletir ‘’Ah, que mundo de merda! E mudar isto?’’ Han? O mundo parar um segundo? Conseguem? Seja em que língua a vossa for, reflitam isso.

 

Acabem lá com isto... Por favor.

22.Fev.18

Frases Feitas

Algo que me incomoda, digamos pouco já que não sou um aficionado pelas redes sociais, são as famosas (palavra não escolhida ao acaso) frases feitas, ou os provérbios dos velhinhos indígenas ou monges que aparecem junto delas (podia ser alguém com um maior sex appeal, mas isto sou eu, que não percebo nada disso), nos posts alheios.

Eu não tenho nada contra o que o outro faz se isso não me afeta. Mas isto afeta! Tenho que andar no meu feed (admira-me isto ainda não ter teias de aranha) para encontrar frases que, para além dos famosos clichés e falta de originalidade/pensamento, são utilizadas por toda a gente!

Agora sei quem me anda a limpar o teto e as paredes àquilo!

Eu agradeço o esforço, a sério, mas não precisavam. (A SÉRIO!)

 

O que é engraçado é nem depositarem o seu toque àquele sentimento expressado, que sim, pode ser recíproco com muita gente (aliás, se não fosse não tinha tantas partilhas e likes), e descambarem-se na falta de originalidade de quem as fez, sendo ainda menos originais, copiando!

Pois sim, se copiarem muitas das frases todas filosóficas e sentimentais que se encontram em descrições de fotografias de pessoas, e as colarem no buscador do Google, surpresa, encontram estampada exatamente as mesmas palavras (já nem digo erros) em várias páginas de resultados. Esta aprendi eu com os meus professores. E ainda dizem que a escola não nos ensina nada! Claro que os professores usavam para encontrar os textos vindos do wikipédia, ou outro site, onde provinham os nossos excelentes termos brasileiros e digníssimas apresentações, mas isso são outras necessidades para além de parecer todo inteligente e filosófico nas redes sociais (é só parecer todo inteligente e filosófico na escola).

Eu compreendo que seja bonito, aliás, eu faço isso. O quê? Copiar? Não, calma. Frases. Sim, eu gosto de depositar um tempinho reduzindo o meu estado de espírito do momento numas simples palavras. Assim no futuro, quando estiver mais lamechas, posso sempre ir revisitar momentos, não só acompanhados de uma fotografia, mas de uma frase criada por mim a descrever a minha disposição.

Nem que seja para me rir da minha ingenuidade da altura, mas é a minha.

Dizem que querem ser todos diferentes, isto e aquilo. Não digo para serem ninguém que não são, mas que sejam mais vocês nestas coisas. Se gostam de uma frase sentimental, tenham-na com o vosso próprio sentimento. Aliás, irá vos saber melhor ler algo sobre vocês de alguém que vos conhece muito e que nem sabiam, vocês mesmos.

21.Fev.18

...

Oiçam-me palavras!

Façam-se assim,

Livres de vós mesmas,

Soltas de mim!

 

Oiçam-me amores!

Revelem-se aqui,

As vossas purezas belas,

Entreguem-nas a mim!

 

Ouve-me ó vento!

Que apareces assim,

Livre de tu mesmo

Passando sem destino nem fim.

 

Ouve-me ó vida!

Que te fases dura,

Sê como o vento,

Deixa-me viver assim!

 

Ó morte, que não falei para ti,

Dá tempo ao tempo,

Põe vida em mim!

19.Fev.18

O nosso ensino...

Ah, escola, escola... Saudades? Muitas. Gostava imenso daqueles dias em que não se tinha uma aula, por exemplo. Das disciplinas que, uma ou outra vez, nos ofereciam liberdade para abordar os temas e criava-se uma discussão em que o assunto não remetesse para o futebol, (mas que lá de vês em quando esse também surgia). Das notas. Adorava notas. Era como os traficantes, só de 5 e de 10 trocadas, que os meus pais me davam por semana. Não era por gostar de andar com notas facilmente falsificadas, como os dealers, era só mesmo porque não dava para mais. Ah, pensavam que era notas dos testes? As classificações das disciplinas? Não, isso não dava para um lanche no bar. Também gostava muito das férias, imenso. Sentia-me livre, nem que fosse por um dia que realmente o fizesse, mas assim me encontrava.

Quando se começa a observar a escola como uma prisão, alguma coisa certa deu errado.

Sentia-me oprimido entre as quatro paredes da sala de aula, como a que uma cela se assemelhasse. Duas horas fechados, e lá se tinha uns valiosos minutos em que se podia ir para o pátio, onde se trocava informações com os outros reclusos sobre as novas. ''Olha, este professor não veio, mas vão ter aula na mesma pois têm substituto'' ''Estou a ver...''. E assim lá se planeava as melhores formas de depois daqueles míseros minutos, passar duas horas novamente trancado. Quando à saída, e agora almoço, lá se fazia uma fila, (para aqueles que a respeitavam), e esperava-se naquela fugaz hora pela nossa refeição. Havia sempre os famosos gangues no interior. Ao entrar com o tabuleiro lá me conformava a sentar perto do meu grupo, não que fossem os únicos para uma pessoa socializar, mas na escola, não sei se só eu era assim, mas não tinha muita vontade de conhecer nova gente quando tudo me simbolizava negatividade. ''Então, e como é que vieste dentro?'' Não seria propriamente a melhor forma de abordar alguém num estabelecimento educativo, ainda levava alguma xinada. Estou a gozar, não seria tão dramático assim, simplesmente me chamariam uns quantos nomes, e, por não me conhecerem, não acertarem com nenhum, e com isso destruírem um bocadinho mais da minha auto-estima. Nem tudo é mau, podia estar agora com dois umbigos.

 

Depois de entrarmos na escola, aí só depois de cumprida a pena podemos sair. Qual tribunal que nos reduz a pena; O tanas! E, se pensarem fugir, são perseguidos pela policia e vão mesmo ter a vossa casa. Podia ser para beber um copo ou jogar uma cartada, mas não. Lá seriamos capturados e agora postos em solitária, com maior supervisão e uma maior restrição de liberdade.

Depois de começarem a trabalhar é que vão saber como era boa a escola!

Quando finalmente termina a pena, e refletimos acerca do ocorrido (que a bem ver, é com essa a intenção que se aprisiona um recluso), vem-me isto à superfície:

O sistema de ensino, não digo que esteja desatualizado (porque isso têm eles em muita conta, mudando de livros quase todos os anos, lá nos fazendo gastar mais...), mas que não é coerente com a sociedade em que vivemos, não é.

Não culpo os professores, que, a bem ver, não têm algemas mas também não têm a chave para nos libertar das nossas. É o sistema que está incorreto. E não digo nada de novo, mas por ser mais um a fazê-lo pode ser que mais pessoas reparem no que está a ocorrer e que simplesmente se varre para debaixo do tapete!

Nem que seja a minha avó que está ler a consciencializar-se disto, mas é mais uma! (Mentira, só escrevo para mim, mesmo...)

A escola cansou-me, de tal maneira que ZzzzZZZzzzZZ! Oi!? A dormir senhor/a leitor/a? Não está a gostar do que está a ler? Pois bem, aguente-se! Ah, forçar-nos à bruta a aprendizagem, bons temos esses!

Pois é, nem tudo o que nos é apresentado na escola é o mais interessante, não digo matérias que realmente são necessárias, como... Hum. Mas ao estar para ali a ouvir aquilo muitas das vezes penso, nem é que podia estar a aprender algo mais útil (que podia), mas que aquele assunto teria tantas e mais formas de ser apresentado que pelo menos me manteriam cativado de certeza! Aí não sei se culpe os professores, que apesar de terem que apresentar o que está no «¿plano?» podiam certamente aborda-lo de uma forma que se revela-se em conformidade com quem está a aprender.

Isso e não nos tratarem como adultos que não somos!

É que eu sou uma pessoa que gosta pouco de futilidades, e, apesar de prezar muito o respeito pelo próximo, não compreendo esta forma de nos tratarem no ensino. - Falo de secundário, não fiz universidade, que aí, (espero não estar enganado), é diferente.

Sim que só somos tratados como o fazemos aos outros, mas nunca vi nenhum educador meu me chamar de professor ou doutor! Porque é que somos tratados como crianças? ''Ah, mas o vosso comportamento é como se fossem'', claro! De tanto termos a fama já agora que tenhamos também o proveito! Se mimar-se muito um animal, mesmo sendo já velho, será sempre um bebézinho lá no fundo, que gosta muito de miminhos e festas; Especialmente aquela dos dezoito anos em que se bebe muito porque agora é legal, e no caso dos cães por exemplo, só têm mesmo que ter 3 anos humanos para poderem beber! Estou a gozar, é festas de caricias mesmo...

Se, por alguma razão, cometermos alguma situação que não é bem vista (digamos grave) porque é que os nossos pais recebem um recadinho na caderneta? Digam-nos para mudar mas é a nós! Estamos ali à vossa frente, e por muito que queiramos não conseguimos deixar de ouvir. ''Ah, mas não adianta de nada porque nem é preciso passar uma hora e já cometeram novamente o mesmo erro ou um mais grave'', hum... É? E qual foi a circunstância? É que acontecer o mesmo, e logo uma hora mais tarde, não deve ter sido grande coincidência. E que tal ouvir o visado? Depois admiram-se de tantos jovens com problemas de comportamento, ou mesmo psicológicos. Onde está o aluno neste processo todo de ensino? Onde está a sua opinião? Os seus gostos? (...)

Tiveste notas suficientes para passar? Parabéns, agora dá espaço para o próximo...

 

 

 

 

 

 

16.Fev.18

Título do post

Sim, não sei sobre o que escrever. Quando começo, a página intervém logo por perguntar como se chama, ou que nome apelidarei à composição. Eu não sei! Muito difícil já se revela quando a tenho realizada quanto mais apresentar essa questão no inicio. É que se eu até soubesse escrever, assim lá abordava algo que tinha em mente para iniciar o texto. Pois, mas não consigo.

Nunca escrevi realmente a pensar, pelo menos muito; é que eu sou burro. Não, é que os burros até são animais inteligentes, ou assim se diz, nunca vi nenhum a realizar equações matemáticas ou a abordar física quântica.

Devo ser algum animal mais exótico, qual preguiça que não esconde o que é pela capa (neste caso nome). Mas também não é bem isso. Gosto da espontaneidade. Apelo à escrita livre e dessa forma fico sempre curioso de que tema começará as palavras por revelarem. A minha influência é muito pouca, cá primo uma tecla ou outra. Raramente o começo em papel, mas a transcrita também tem que ser realizada se o fizer. Também não é por não gostar de escrever numa folha, com a minha grafia e sentindo um peso diferente nas palavras, isso e dores no pulso (poor me). Mas quando o faço, o sentimento é outro. Quando escrevo no papel é me difícil tira-lo de lá. Quando escrevo algo genuíno e que lhe consiga tocar, ganho grande afeto, tão grande que o quero só para mim. Não é por ser egoísta, mas também não seria por mostrar-vos a minha caligrafia que ficaria aborrecido. Talvez vocês, leitores, por não a compreenderem, mas isso é outro assunto.

Quando forço o aparecimento das letras, cá palavras se revelam, lá sinais aparecem, assim textos se formam! Eu sou mero mensageiro dos meus pensamentos, sigo o caminho delimitado no GPS (as modernices a inovar o mundo!) e apenas tento ficar atento àquela voz feminina abrasileirada para ver se não me perco no sentido que quero seguir.

Mas como não sou lá grande adepto de tomar atenção faço grandes viagens, planeadas claro, e acabo por não saber bem onde virar, se na próxima saída da rotunda à direita, se seguir em direção norte!

O que acaba por acontecer é gastar sempre um pouco mais de gasolina, isso e abordar sempre assuntos que decidem aparecer ao acaso. É difícil eu escrever sobre algo quando penso em tudo menos o que quero realmente falar. Por isso é que nestas alturas ofereço descanso à consciência, e cá deixo o inconsciente deambular entre as palavras. 

Também sinto uma grande necessidade de discutir assuntos, mas quando o faço comigo, por mais esforço que faça para observar o tema com diferentes personalidades e ideologias, termina sempre tudo no mesmo... Alguém a chamar-me de maluquinho. Isso não é mais outra «pessoa» da minha mente nem nada! Shhh! 

Acredito que terei que levar mais além esta minha procura. Oferecer um sentido ao título que escrevo, abordar realmente um tópico. 

Também sei como o fazer, mas isso não consigo sozinho. Criei este blog como um espaço de discussão, de reflexão e, para além de tudo, como um dito processo de auto-conhecimento. Aqui em cima (dos comentários) sou eu. Apresento o que aqui vai (seja lá isto hoje o que for) e espero, mesmo muito, conhecer um pouco de aí de baixo (no pun intended). 

Comecei a ser mais ativo neste mundo (Sapo Blog), e, por mais ou menos relevante que a minha opinião se revele, sinto um grande gosto pela troca de discussões que dela provém. Claro que não vos quero obrigar a escrever nada, nem muito menos a ler o que escrevo. E se não o fizeram ainda, é sinal que o meu trabalho ainda está em fase de adaptação para ser destacado e adequado aos perfis dos leitores. Mas isso, isso é só um grande desafio que estou desejoso por encarar!

 

 

 

 

 

15.Fev.18

Isso é verdade, mas...

Vejo e revejo-me no que quer que faça. Mas antes disso, há quem me faz reparar onde o fazer.

Sou muito ingénuo no que toca a encarar a palavra do próximo como verdadeira e honesta. Penso que enquanto estou a ser abordado sobre algum tema, encaro o locutor como alguém sábio no assunto e que, a princípio, tendo a concordar com o apresentado.

Não sou ninguém que cai por tudo o que lhe apresentam, estou a referir sobre mentalidades semelhantes à minha que, enquanto as oiço falar, ou leio acerca, tendo a observar o seu ponto como algo genuíno e digno de ser ouvido e seguido.

Onde começo a pecar é que muitas vezes leio a opinião dos outros leitores, que, com toda a liberdade, discordam sobre algumas matérias apresentadas. Peco não por ler as críticas, mas porque enquanto estava abstraído na leitura, levava tão piamente a palavra apresentada que ignorava assuntos ou discordâncias básicas que os outros assim demonstraram.

Há casos em que simplesmente são críticas sem fundamento ou senso nenhum, como também pode acontecer com os artigos apresentados. Mas se chegarmos à conclusão que ambos são fidedignos e bem estruturados, em que ficamos?

E é mesmo acerca deste assunto que resolvi escrever este texto. Sobre a opinião.

Todos vivemos uma vida diferente pois ninguém tem a mesma. Isso reflete-se na mentalidade de cada um. Ou seja, a realidade de uma pessoa pode até se incluir na realidade de outra, mas no final nunca partilham a mesma, apenas alguns aspetos dela que tem a ver com a sociedade e/ou senso comum.

Com as desigualdades vêm as discordâncias, ou, no caso de não haver discórdias, encontram-se «prioridades» sobre o assunto quando o tema é aberto a ser refletido em mais de uma forma de observa-lo.

A moeda tem dois lados, mas nem sempre apresentamos aquele que deveria ser mostrado ou priorizado!

E não estou a referir o caso da sorte, como o jogo de cara ou coroa, para favorecer o lado mais carente ou necessitado. Mas como há quem favoreça e beneficie de um deles, há quem o faça do outro também, apenas tem que se escolher aquele que, na altura, necessite mais de atenção ou valorização.

Isto para dizer que, se formos por exemplo incluir dois acontecimentos trágicos, deve-se por optar (naturalmente) ajudar MAIS o com mais impacto. Reparem que escrevi em maiúscula a palavra «mais» porque não se ignora (ou não se devia) o que de auxilio também precisa. Por se revelar mais insignificante ou omitido, não é apresentado com a devida seriedade ou atenção que se devia em alguns casos.

Outra coisa que normalmente é motivo de discórdia é o senso comum!

O simples facto de priorizar-se a vida de alguém mais do que outrem, por si só, por mais justificável que seja, é ignorarmos que todas as vidas têm o mesmo valor. Isso e etnias. Como agora pelo simples facto de se nascer, onde quer que o tenhamos feito, já somos julgados por isso.

Algo que inconscientemente (ou com consciência) se realiza é generalizar. Isso é utilizado em tudo, por exemplo em gostos. Se A gosta de tal coisa, A é «geralmente» isto ou aquilo. Por ser geral não quer dizer que seja a verdade absoluta, mas como os estereótipos estão tão definidos, limitamo-nos a incluí-los nesse grupo a que, supostamente, pertencem.

Podem reparar que não estou a apresentar nenhum caso em concreto, porque aqui não estou a referir os temas em si, só a discutir acerca deles. Muito há para dizer sobre o que já se fala, mas não é por ser-se mais um que não fará a diferença.

É aqui mesmo que queria chegar!

Lembram-se de dizer que opiniões podem ser a favor do tópico apresentado, mas que, na sua situação (ou realidade) devia-se priorizar X primeiro que Y no ponto de vista daquele crítico?

É isto que a sociedade devia utilizar para crescer! Ouvir quem nela anda. (Sociedade somos nós - com ou sem influência, a mudança é uma escolha, ou pelo menos deveria ser, que ou é necessária e tem que se realizar, ou é escusada e devia ser adiada devido às prioridades que se reveem mais graves).

Se priorizarmos apenas o que B reflete da sua realidade e se a mudança desejada foi acudida, em que situação fica o C se a sua (realidade) não se deparava com tal necessidade e que algo mais grave teria que ser atendido?

E que tal não se generalizar as necessidades da sociedade?

Não estou a dizer para se atender a cada individuo, porque isso não era propriamente uma sociedade, mas sim um cidadão.

Queria então apresentar que, cada sociedade (digamos cidade, vila, partido... Tudo em que funciona com «as leis» impostas por ela), devia ser atendida com as necessidades que esta apresenta, singularmente!

Se alguém está a passar sede e lhe ofereceres pão, não é propriamente algo negativo, mas...

Eu sei que estou a generalizar muito, olhem lá, palavra interessante. Mas a minha generalização é apresentada em forma de problema. Quero dizer que sim, há muitos por aí, mas que, «geralmente», problemas deviam se resolver conforme as suas necessidades.

11.Fev.18

Minhas queridas ideias...

Sempre tive em mente uma filosofia que retrata a criatividade como um processo de adaptação, mais do que criativo em si. Porque digo isto? Se formos pensar nos criadores de conteúdo (não excluindo nenhum: sim, mesmo aqueles «criadores de conteúdo» que se apelam de youtubers – claro que não são todos, vá lá que ainda há uns decentes!) todos apresentam um padrão para o estilo de trabalho que apresentam. Acham que foi uma grande coincidência? Não. É porque cada matéria tem a sua forma base de ser apresentada. Seja com vídeos, livros, música, e, no caso em que participo, posts/blogs. (A mostrar-me importante, olhem esta...).

A frase para essa ideologia apresenta-se assim: Ler é escrever o que já está escrito.

Passo à reflexão; Ao se observar a criação de alguém, aquela ideia irá ser absorvida para o nosso centro criativo. Ao se ler revela-se em nós uma reflexão sobre o tema, e, posteriormente, a nossa ação com ela. Ou seja, não repetimos o que está feito, mas utilizamos a nosso favor a criatividade dos outros para «revelar» a nossa. Pois poderia nem nos vir à cabeça algo do género que nos foi apresentado, e depois de o possuirmos lá criamos o nosso meio de expressar aquele tema, ou uma nova forma, seja ela mais crítica, humorista ou negra.

Somos todos consumidores de criatividade.

E afirmo-o piamente. Ninguém tem ideias sozinhos, quero dizer, as ideias podem até partir de nós, mas foi o nosso meio que nos influenciou para a idealizar. Todos os artistas, músicos, pintores, escritores, têm os seus ídolos em que se basearam para retirar deles a motivação, o estilo, a moda, e aplica-lá na sua obra. Faz-se isto como homenagem, como tributo. Aliás, desta forma, a arte do artista posterior irá ser transmitida para novas gerações por pessoas que delas retiraram o seu gosto e paixão.

É quase imortalizar o seu feito, não pelo feito em si, ou pelos seus descendentes (do criador), mas pelos seus seguidores! (Claro que o feito em si é obrigatório, mas penso que compreenderam o que quis apresentar).

E isso remete finalmente para o meu caso.

Eu gosto muito de ler! E, apesar de não ler tantos livros como gostaria (não por preguiça, é que não os tenho mesmo...) vagueio na Internet por conteúdos de outros criadores.

Observo grandes temas a serem abordados de formas excelentes pelos seus grandes criadores, e eu sinto-me tão pequeno a olhar para tanta cultura e eloquência apresentada, seja em forma de humor (a minha preferência) seja ela mais séria.

Muitos temas vejo descritos tão bem que apesar de até ter fundamentos para os apresentar, nunca seriam tão completos como os que já vi expostos.

E não, não sinto inveja, até por que me divirto muito com tanto conteúdo com qualidade que anda por aí. Só sinto vontade de aprender mais e focar-me onde realmente sinto que consigo «revelar» melhor a criatividade que apresento e em que tema.

E com isto só quero transmitir que, sim, sou muito pequeno. Mas assim fomos todos quando cá viemos. Músicos que trabalharam muito para transmitir a sua arte aos seus ouvintes, e surgir bandas maravilhosas como Iron Maiden, Disneyland after Dark (D-A-D), Scorpions, Bon Jovi (...) Mas o que é isto agora? Enfim. (Só queria mesmo vos dizer o que eu quero referir quando digo a palavra música). Escritores que, com as suas qualidades ao utilizar estas coisas maravilhosas que são as letras e criar obras relevantes para o mundo inteiro. Pintores que, com as formas extravagantes de observar o mundo criam obras magnificas... Todos fomos pequenos. É por isso que os bebés não são muito grandes quando nascem, vão crescendo e desenvolvendo-se nesta vida mostrando e absorvendo as qualidades do mundo que ele decidiu adquirir para si (sim eu sei, é por outra razão que nascem pequenos, mas não me estraguem a fantasia).

Isto para mostrar que, pequeno ou não, sou eu que aqui estou. Também aproveito este espaço seja como os grandes ou como os pequenos. Se quem alcançou o topo lá se encontra, é que o seu conteúdo e as suas qualidades o mantiveram lá. E isso é de prezar, porque, quem sabe um dia, conseguiremos nós limpar as botas a essa gente!

Epá... Não é nesse conceito, não sou adepto de violência. Queria dizer que um dia poderemos chegar lá perto (ultrapassar quem sabe), ah esqueçam, (ou esqueço eu) escrever piadas não é para mim. Veem? Siga procurar outro caminho!

Se cobiçasse os outros pelas suas qualidades então que andaria cá eu a fazer com tanta gente com melhores vidas que a minha, deixar de viver porque não vale a pena e outros já o fazem melhor?

09.Fev.18

Aki escreve-se assim

Não, não me estou a referir à loja AKI. É aki de «aqui» mesmo.

Ninguém irá ser apresentado a nenhuma novidade, mas já viram como hoje se escreve em mensagens por aí fora? É que eu até aceito as abreviações que se utilizam na escrita; aliás, foram mesmo desenvolvidas para esse feito, abreviar. Quando estamos com pressa ou por exemplo a caixa de texto apresenta limite de caracteres, lá aceito um ñ a expressar um não e palavras que lá dobramos muito atenciosamente como aquela nossa nova camisa.

Mas uma coisa é abreviar , outra é amarrotar a roupa toda e no final ter que se decifrar se aquilo é a dita camisa que iremos vestir no jantar importante de hoje à noite ou a camisola de dormir!

Bem, o que quero dizer não é das, por si só já irritantes, abreviações de todas as palavras. Como «mt» para muito, «ctg» para contigo (...) Para ser sincero não me vêm mais à cabeça. Enfim, vocês conhecem-nas.

O que me faz confusão é a não utilização de acentos e pontuação! É pá! Eu sei que não sou ninguém para falar sobre isso, já que erros de português e pontuação mal atribuída deve ser o meu maior defeito na escrita (ou seja, escrever em geral...), mas não o faço propositadamente nem regularmente! Tenho um pequeno gosto em apresentar uma coisa decente, as palavras com um português correto. Tento ser explicativo no meu ponto para não deixar quem está do outro lado perdido a tentar decifrar o que está escrito. (Que pensando bem no caso, se fosse como antigamente e o uso de cartas não estivesse ultrapassado pelas redes sociais, aí sim teriam que chamar algum especialista para decifrar a minha caligrafia! Oh, coisa horrorosa!)

Como as palavras já se revelam legíveis a todos, ‘’desenhadas’’ maquinalmente, não temos esse problema. Porque vieram com essa ideia de começar a escrever em códigos? Estão com receio de as vossas mensagens serem redirecionadas para alguma empresa secreta que vos está a espiar? «E que isto n tem jeito nenhum» Veem? É chato ou não é? É que isto não tem mesmo jeito nenhum!

Não sei porque se revela tão irritante para mim, mas já me deparei com mensagens (ou os famosos posts no facebook para o meu exemplo, já que é a única rede social que ‘’utilizo’’) em que ao encontrar, ou aperceber-me que a escrita está repleta de erros e/ou abreviações, simplesmente desistia. Quando são mensagens pessoais lá faço um esforço (nos dois sentidos - de compreensão e de ler daquela forma) porque, sendo muito sincero, não tenho muitos amigos e quando alguém me envia uma mensagem é de dar atenção...

E por falar deles, e não sei se algum estará a ler este texto (provavelmente se sim, já não me enviarão muitas mais...) mas não vos custa muito. Se estão com pressa, ou atrapalhados com alguma coisa, eu espero. Enviem lá uma coisinha decente. É que muitas vezes tenho que eu ir ver como se escreve tal palavra para não a apresentar com erros (ao nosso querido Google), para mostrar-vos um textinho todo «cutchi cuthci» e deparo-me na resposta com essa blasfémia à língua portuguesa!

 

Mas vá, lá no fundo no fundo, eu perdoo-vos. (É que sim, eu ainda quero ter amigos).

08.Fev.18

Fuga

Oiço correntes se arrastarem quando palavras se revelam.

Gritos de dor quando delas forço a verba.

O chão negro, as paredes idem, e já meus olhos acredito serem, pois luz não é bem vinda.

Uma cadeira desconfortável, vozes atormentadas; Uma zona de vida outrora fora.

Ideias aprisionadas, outras torturadas, e a minha cá se encontra.

Quanto mais puxo mais dor sinto, mais gritos se revelam, mais cansado fico.

Se cedo lá se acalmam, limpam as lágrimas, esfregam o pulso dorido.

Mais vontade ganho, mais sofrimento acredito. Já qual dor qual quê, que coisa é esta que sinto?

Lá força faço, cá gritos escuto. Serei eu simplesmente doido, ou correntes agora não oiço?

Lágrimas não verto, mas húmido sinto. É ele, o mar todo mais o vento livre!

Portas batem, janelas partem, e eu deslumbro a luz vindo.

Já vejo o verde das árvores, sinto a chuva no corpo, e agora faz parte de mim.

Quero lá lágrimas e correntes, eu quero-te é a ti!

A última parede cai, pontapés dou eu em força, já transbordou tanto que ponte fez ela, piedosa!

Atravesso e conheço a vida. A minha mente chora, mas agora de alegria.

Fogem as vozes, agora não ouvidas. Estou eu agora aqui, só, cheio de companhia!

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