Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

29.Jun.18

10 Coisas para fazer este Verão

Eu fico sempre perplexo ao receber convites destes, (só recebi dois, incluindo este, até ao momento, mas já são muitos!) e encolho-me sempre com um sorriso infantil ao deparar-me com a minha menção para participar nos «desafios».

Bem, não o vou rejeitar, então agradeço à Terminatora por me ter nomeado e vou tentar escrever algo que se preze, pois esta não é bem a minha área de conforto na escrita.

 

Regras:

  1. Agradecer a quem o nomeou, fazendo uma ligação para o blogue em questão;
  2. Fazer uma lista de dez coisas que gostaria de fazer - e que sejam exequíveis - este Verão;
  3. Nomear cinco bloggers para fazer o mesmo. (vamos com muita calma nesta situação...hehe)

 

Cá vai:

1. Ler muito mais! (até a busca do livro me dá um grande prazer);

2. Andar, muito e por diversos sítios (caminhadas, etc.);

3. (Tem mesmo que ser 10? Eu estou na terceira e já ando vacilar... Hehe) Visitar alguma cidade;

4. Ir a uma feira medieval (este ano não pode escapar, quero muito!);

5. Escrever pequenas histórias (fictícias), até como preparação, quiçá, para algo maior um dia;

6. (Já falta pouco, calma.. uff) Socializar mais... (O tanto que poderia acrescentar aqui);

7. Não ter receio de conhecer gente nova ;

8. Ouvir uma banda ao vivo (mais ainda, deparar-me com os Strella do Dia na feira medieval!);

9. Ser menos rude para as pessoas (É um grande defeito meu, não gosto de futilidades ou conversas de ocasião, com isso tendo sempre para não ser visto como alguém muito agradável para se ter uma conversa...);

10. (Acabou! Certo? Grrrr.) Participar mais no SAPO e nos blogues que cá estão!. (Safei-me, ufa) -  Estou a brincar, mas é verdade. Estou a gostar muito de me deparar com pessoas tão interessantes, trabalhos (escritos ou não) apresentados tão bem realizados, e com toda a rápida interação que se tem aqui! É uma segunda casa para mim :)

 

Podia ir naquela de não nomear alguém, como o fiz uma vez, mas acho que ser mencionado por alguém para escrever é engraçado (como o foi para mim; apesar de aqui o SAPO não me enviar a notificação que o meu nome foi utilizado como link e ter sido por sorte deparar-me com a nomeação, hum).

 

Bem, os meus nomeados vão ser:

Carlota

Ipgines 

Samantha em Chamas

 

E... Hum. Pois. Ainda não conheço muita gente  Espero que me perdoem, mas vou quebrar um pouco a regra :x

 

 

 

23.Jun.18

Estranho

Foi uma semana interessante aqui para os meus lados. Lados diga-se no blogue, a minha vida é uma monotonia de pensamentos sem fim que começo a perder-lhes o interesse com o tempo.

Foi nesta última semana que recebi um imenso apoio da grande comunidade do SAPO. Foi também atribuído a um dos meus textos o destaque na página do mesmo, Ler a vida, e, apesar de ser o segundo destaque a que o meu cantinho foi mencionado, nunca consigo compreender o porquê da equipa por detrás do processo iria logo escolher, primeiro a mim, segundo os textos que o fez. Mas, claro, não estou a culpar nada nem ninguém (que venham eles hahaha), mas é tanta a admiração que questiono se é mesmo verdade.

É também enorme (em relação ao meu «tamanho») a divulgação a que está a chegar o meu blogue. Deparei-me com muita mais interação nestes recentes três dias do que em três meses passados. Não consigo dizer um obrigado que valha por isto (a bem ver ainda nem o disse para nada, e ainda queria fazer deste texto um de agradecimento, isto cá eu ...), mas é grande e profundo o meu agradecimento.

Escrever sempre o iria fazer, nunca o fiz para ser reconhecido portanto podia estar eu aqui sozinho e mesmo assim iria continuar com o que faço. Agora, o que me deixa um brilho nos olhos são as notificações de comentários na aba destinada. Não consigo descrever. A bem ver foi essa a minha intenção de por cá andar, da interação que proviria da publicação dos meus textos numa plataforma online. Estou muito grato de estar a receber todo o apoio, toda a discussão dos assuntos, e, vou aqui até a vos incentivar a fazê-lo mais! Aqui não só para mim, mas para todos os blogues que acompanham e lhes retiram alguma fonte de entretenimento. O meu sentimento não é exclusivo, e acredito para quem esteja a ler isto (talvez a minha mãe hehe) e tenha um blogue (pronto, aqui não há mãe para ninguém), sinta este mesmo prazer de receber um comentário e toda a discussão que poderá se desenrolar com ele!

Nisto tudo queria dizer obrigado, (agora sim! homem valente!). Obrigado por me mostrarem este pequeno mundo, esta pequena comunidade, mas tão brilhante e tão acolhedora como ela o é. Algo que tento também fazer é ir atrás dos projetos (diga-se textos, tags, o blogue em si para resumir) das pessoas que cá passam, porque como disse uma vez; Gosto de conhecer quem a mim o quer fazer. Também disse, lá no primeiro texto do meu blogue, este espaço é meu porque sou eu quem está aqui na «tela grande», mas neste caso são as letras pequeninas lá em baixo onde gosto de perder o meu tempo (diga-se os vossos comentários e até a divulgação dos vossos textos :) )

Muito obrigado, (novamente, pronto, agora comecei já não quero parar haha)!

 

Bem, porquê o título assim, então? (Devem-se questionar). Bem, porque eu sou estranho mesmo... Mas apesar de ser um estranho, tenho gente a passar por aqui, a querer conhecer mais do que faço, e por isso agradeço!

20.Jun.18

Um abraço diferente

Levanto-me com uma enorme dor de cabeça; outra vez, lamento eu. Arrasto-me vagarosamente pela casa, com uma das mãos cobrindo a minha cara parcialmente, premindo suavemente na origem da dor com esperança que pare. 

Estanco na frente de um espelho, sentindo um fogo abrasador na têmpora direita o que me obriga a lá encostar a mão novamente. É essa a imagem que vejo refletida diante de mim. Alcanço água à face, retirando aquela visão de fraqueza do meu subconsciente, lavando todo o pensamento que se formaria com ela. Fecho os olhos. Sinto as gotículas de água percorrerem-me a cara, viajando apressadas pelo meu rosto cansado, refrescando a minha rala barba. Abro os olhos.

Acalmo a dor com uma massagem, com um mínimo de sucesso; a dor prevalece. Olho agora para a minha imagem, julgando-a no consciente mas sem forças para me opor a ela. Vou me afastando, encolhendo-me da pessoa que me fixa o seu doloroso olhar no meu, que me suplica por ajuda e eu fujo, corro dali! Fecho os olhos. Não sinto agora as pequenas gotas de água percorrendo a minha cara, não sinto o fresco combatendo com o calor da minha dor, sinto apenas aquele olhar ainda me fixando e sei que se abrir os olhos ele estará lá. Grito, tão alto que julguei que o tinha mesmo feito. Abro os olhos, agora fixando-os no meu observador. A tua dor eu compreendo, disse - sinto-a e vivo com ela. O teu olhar eu entendo, continuei - Vejo e julgo o mundo com o mesmo que o teu. Não chores, aconselhei à figura que agora se mostrava passiva. Um pequeno peso saiu da pesada façanha que aquela enxaqueca decidiu me oferecer. Senti-me diferente, tinha falado, e, de alguma forma, acredito que fui ouvido. Senti aquele sofrimento alheio, a minha garganta igualmente apertou, e, mesmo sendo o oposto do que lhe tinha dito para fazer, juntei-me a ele. Estávamos agora os dois a chorar, e nenhum fazia esforço para interromper aquele ato mútuo. Não chores, que me estás a fazer chorar também, disse em tom amigável. Não és diferente, não és insignificante, és tu, incentivei-o limpando as lágrimas que me escorriam na cara, ao mesmo tempo que ele o fazia também ao ouvir as minhas palavras.

Lavei novamente a cara, tirando toda aquela pressão a que fui sujeitado, refrescando a minha agora ignorada dor de cabeça. Limpo a cara com uma toalha, percorrendo suavemente os traços que as gotículas de água desenharam na minha face, e fixo o meu olhar novamente no dele. Tenho tantas ou mais dúvidas que tu, fui dizendo calmamente - tantos ou mais medos que os teus, definitivamente mais vergonha que tu, pois pediste-me ajuda e não eu a ti, sorrimos os dois - Mas porra! Não percas tempo a excluir-te a ti mesmo da tua vida, corre atrás dela, corre mesmo que não saibas para onde! Voltaram-nos a ambos lágrimas aos olhos, mas desta vez não tínhamos perdido o sorriso, este agora percorrido pelas muitas gotículas salgadas. Abracei-o, mesmo que figurativamente, e voltei uma última vez a lavar o rosto. Lembro-me de algo muito importante que queria acrescentar. Não fui a tempo, ele já não estava lá. Sorrio, e fecho os olhos.

 

 

 

19.Jun.18

Viajando com a música

Bem, já escrevi um texto sobre as músicas que foram me acompanhando na minha infância e como me moldaram a personalidade para os dias de hoje.

O que ainda não fiz foi mostrar o meu outro lado musical, um pouco mais ''pessoal''? (sendo que as outras também o são...) Bem, definitivamente são músicas que me fazem pensar em assuntos totalmente diferentes dos da atualidade, ou então que me inspiram a querer conhecer melhor diferentes estilos de vida e de devoção, estilos esses que consigo me identificar mais, mesmo sendo de há uns muitos quantos anos atrás.

Posso também dizer que foi ao me identificar com este estilo musical que comecei a ser mais livre de pensamento, mais compreensivo com as coisas, e que, de alguma forma, curaram-me um pouco a alma dos pesadelos que nela vagueavam.

Como no texto anterior em relação ao meu estilo musical, aqui apresento então, igualmente, uma música de um grupo e se possível abordarei um pouco da minha relação com ela.

 

Wardruna

Novamente, apresento esta banda primeiro não por acaso. Wardruna para mim não tem comparação com mais nenhum grupo que irei apresentar aqui. Toda a devoção musical dos elementos da banda para expressarem-se com as ideologias do antigo norte, todo o esforço para recriar uma experiência musical que nos entra na alma e nos faz ficar em transe com as suas palavras e instrumentos.

Wardruna é uma banda que tem muito que se lhe diga. Muitas das suas músicas são poesias retiradas diretamente de poemas nórdicos, com a linguagem igualmente falada (antigo nórdico, ou old norse). Outras tantas são mensagens para as runas, assim como a música apresentada «Raido» é a runa de cavalgar, de 'ride', e todo o poema retrata esse sentimento de viajar, de conhecer o que o rodeia, de acompanhar a sua montada, como que a descobrir como seguir o rumo da vida, sendo o cavalo a aprendizagem para percorre-la (assim como se vai aprendendo a montar e ficando-se melhor a fazer isso). É uma banda mágica, e recomendo vivamente (se gostarem do estilo da música apresentada), a procurarem por mais trabalhos deles, (e igualmente a procurarem as traduções das letras!)

 

Einar Selvik

Ficando completamente hipnotizado pela voz do vocalista dos Wardruna, Einar Selvik, procurei os seus trabalhos a solo e acústicos, das músicas em que ele trabalha. Os sentimentos representados nos seus solos podem-se sentir mais profundos, pois ali é ele consigo mesmo e é a sua interpretação e ideologia que o possibilita criar todo o peso que cada verso carrega ao ser cantado.

 

Einar Selvik & Ivar Bjørnson

Sim, podem já tirar a conclusão que Einar é alguém muito inspirador, pois muitos dos seus trabalhos eu acompanho e admiro sempre como ele os faz. Este grupo musical é um pouco diferente dos dois apresentados, pois para além das músicas folk que apresentam, estão integrados também na categoria (nem sei se é verdadeira) ''Folk Metal'', que utiliza também guitarras elétricas em algumas das suas músicas, assim como ritmos mais 'modernos', sempre com aquele old feeling on it. Esta música está aqui, e nem escolheria outra para apresentar esta banda, tendo como a grande mensagem que lhe podemos retirar «Tre utan rot fell»; Uma árvore sem raízes, cai. Que tanto se pode dizer acerca disso, deixando eu o silêncio a vos apresentar esse verso.

 

Faun

Saindo então do tema nórdico, mesmo Faun sendo um grupo alemão, (que o apresentei tão aprofundadamente pois é um que lhe retiro grandes lições), entro num estilo um pouco menos profundo e mesmo fidedigno com o tempo histórico. Sem lhes retirar o mérito, até porque os apresentei aqui, Faun é uma banda que se foca muito num ritmo musical utilizando a voz e os instrumentos, não lhes retiro tanto fruto como nas bandas anteriores (até porque são estilos e abordagens diferentes) mas deixar um album deste grupo tocar por inteiro, no final algo pesado nos é retirado de cima dos ombros. Não com tanta abundância, mas Faun também tem músicas que adaptaram de poemas ou histórias antigas.

 

OMNIA

 

Não tenho muito a dizer. Querem se mexer muito mas com razão para isso? Não vos retiro mais tempo! 

OMNIA é uma banda que não se foca em nenhum estilo específico, sendo que têm de tudo um pouco, desde músicas em estilo de histórias macabras (Toys in the Attic, recomendo muito!) a mesmo rap.

 

Strella do Dia

Um grupo português! Nada melhor para terminar assim a minha lista. Strella do Dia é um pequeno grupo que anda atualmente a atuar nas feiras medievais de Portugal (e mesmo fora!), e espero me deparar com eles nalguma, pois perdi (não o fiz) boas horas a ouvir as suas músicas gravadas das suas exibições no youtube, mas todos sabemos que ao vivo é mais gostoso. Sério que é assim que se diz? Ou inventei isto agora? Hehe

Se os quiserem acompanhar nas suas apresentações podem acompanhar o facebook oficial da banda.

 

 

19.Jun.18

Apetece-me escrever!

... E não dizer nada. Falar e não usar palavras. Correr para bem longe e a nenhum lado chegar. Apetece-me voar por terra e andar pelo mar. Escrever no lápis e riscar com o papel. Abraçar com beijos e amar com olhares. Ouvir o silêncio e dançar.

Apetece-me viver sem degraus, sem medo de tropeçar. Ter conversas sem receio de terminarem. Gritar sem me olharem, ser calado e não me julgarem. 

Apetece-me ver o mundo de olhos vendados e nele não pensar. Ler um livro e não o terminar. Mergulhar fundo na mente e de lá não voltar.

Apetece-me escorregar, tombar, e os caídos levantar. Criar poesia e ela recitar. Partir com o vento aceitando onde ele me levar. Morrer e de algum lado voltar.

Apetece-me escrever... 

 

 

Walking in the sky.jpg

 (Imagem)

07.Jun.18

♪ Tempos que não vivi ♫

Hoje vai ser um texto sobre nostalgia. Mas primeiro uma questão, podemos sentir falta daquilo que não vivemos? Claro que sim, pois é exatamente esse o meu sentimento. 

Retrocedo então a um outro tempo, já tão longínquo da atualidade mesmo ter sido «recente». Viajo então para uma época de sexo, drogas, e, claro, Rock n' Roll. Para os anos das grandes cabeleiras, da música pelas ruas, dos grandes muscle cars, da ganga e do cabedal. Ainda perdidos? Falo então dos anos 80! (60/70/80 e 90; para abreviar vou me referir aos 80's como os 40 anos da mais pura melodia que já existiu). 

Para não vos aborrecer muito com mais palavras, vou então apresentando as bandas que fizeram parte da minha vida, mas, escriba como sou, vou também deixando uns comentários acerca das mesmas. Vamos então numa de ''Back to the past''  escrotizando o nome de um grande filme (sim, com filmes tenho a mesma nostalgia, mas quem saiba não será outro post).

 

Comecemos:

Ahh, Bon Jovi! Não foi ao acaso que os apresentei primeiro. Foi umas das bandas primórdias na minha pré-adolescência. Se devo a alguém me submeter a todo o meu estilo musical hoje, será então a eles. E à minha mãe, obrigado! Fiquem então com uma das minhas músicas prediletas dos mesmos! (Não posso postar todas, para minha infelicidade).

 

Se Bon Jovi foi quem me apresentou o estilo ''Rock n' Roll'', vou ter que abordar Scorpions como o meu mentor para o estilo Metal. Não estou a referir os estilos das bandas, apenas a dizer onde fui buscar inspirações futuras. Scorpions foi a segunda face da moeda. De um lado tinha um estilo mexido, e noutro um melancólico, mais pesado e sentimental. Scorpions foi (e é) para mim uma banda de grande impacto. Identifico-me imenso nas suas melodias, as suas guitarras melódicas e o som, de alguma forma, mais carregado. Todas as músicas que apresento são as da minha maior preferência, mas sinto sempre desgosto de não poder apresentar todas, pois faria álbuns inteiros nalguns casos hehe.

 

Metallica, quem estivesse a ler isto (que ainda queria desvendar quem hehe) iria achar-me louco se não os apresentasse. Pois bem, eles estão cá, mas nem tudo foi um mar de rosas com esta banda. Simplesmente identifico-me mais nas suas músicas mais «generalizadas» (chamemos-lhe assim) do que as suas maluqueiras Heavy Metal. Não me levem a mal, eu adoro Heavy Metal, mas nos Metallica aprecio muito mais as mensagens que transmitem nas suas músicas mais calmas. (Quando disse calmas sabem o que quis dizer...). Mas para mostrar o exemplo do que quis descrever, fiquem com The Unforgiven, a primeira música da sua trilogia de mesmo nome.

 

E agora desculpando-me acerca de Heavy Metal, apresento Iron Maiden. Uma banda que no inicio não gostava. HAN? Sim, acreditam nisto? Não ia com a voz de Bruce Dickinson (hoje admiro o homem!), não entendia as letras (muitas delas rematavam para o anti-cristo e demónios, ora, eu era inocente na altura sabia lá o que aquilo queria dizer haha) e as músicas eram ENOOORMES. Ainda são, mas hoje tanto oiço cinco minutos de uma das suas músicas, como dezoito noutras. (Sim, Iron Maiden tem músicas com esse tempo). Esta banda veio-me encher de alegria quando consegui compreender o seu estilo, as suas letras, e, mais ainda, a sua melodia. O Rock progressivo, ou Metal progressivo é hoje um estilo que, apesar de não ouvir muito (também poucas são as bandas em que me identifico) simplesmente me fazem sentir várias coisas na mesma música. Iron Maiden tem uma progressão musical do princípio ao fim excelentemente trabalhada, em que vibramos e sentimos a música conforme a nos apresentam, ora mais calma, ora mais agitada. Para uma banda que não me despertava a atenção, é hoje uma das minhas favoritas! Iron Maiden vêm a Portugal muito em breve, mas depois de um mau planeamento com alguns colegas sobre ir ver o concerto perdeu-se a oportunidade... Scorpions também vêm cá atuar, se não me engano dois dias antes de Iron Maiden.

 

 

Confeso que Aerosmith não é uma das bandas que mais admiro, mas seria impossível não os por aqui. Não só pela música que apresentei, mas se me vir numa de só ouvir música por ouvir, Aerosmith nunca fica mal no ouvido.

 

E outra banda que não fica mal no ouvido? Han? ACDC é aquela libertação emocional em que nos esquecemos de tudo e só nos apetece fugir de tudo e dançar, ou ir na direção de algum sítio mais acolhedor .

 

 

Def Leppard é uma banda que hoje não acompanho muito o seu trabalho, mas reconheço os seus antigos. Aquela ballad rock band que nos remete para o estilo atrevido dos anos 80... Outros tempos. Mais simples.

 

Kiss. Acho que só de pesquisar isto no google chega para nos impresionarmos com tais trajes que a banda utiliza em palco. Mas aqui, para variar, deixo uma música mais melódica. É uma banda que consegue viver todo o estilo Rock n' Roll numas músicas, e ser aquele coração mole noutras.

 

Pink Floyd junta-se às bandas que não gostava. Mas claro que eu, persistente como sou, fui ao encontro dos significados das músicas, do abstrato das letras, e com a idade comecei a compreender e a apreciar o estilo de toda a melodia e progressão que a banda oferece. Assim como um quadro com desenhos abstratos e perspetivas de cores se observa de forma diferente por cada expetador, a música dos Pink Floyd sente-se de forma única e próxima de cada um dos seus ouvintes, pois é o que lhe retiramos dela que nos faz sentirmo-nos identificados, mesmo que a letra não queira dizer nada do que estávamos a pensar. Viva a arte, ser incompreensível mas tão expressivo!

 

Para terminar gostaria de deixar algo especial. Não que INXS seja uma banda que oiço todos os dias, é talvez a menos ouvida de todas as que apresentei. Mas esta fica aqui apenas por esta música (não menosprezando as outras). Bem, para contar tal história tenho que voltar ao tempo que a MTV passava música. Estava eu, inocentemente com a minha mãe passeando em canais musicais em que encontro esta. O que despertou a minha imediata atenção na música foi a pequena pausa, seguida de uma guitarra que ficou tão icónica no meu ouvido que, depois de muitos anos de procura da música, reconheceria-lhe imediatamente que era aquela que eu queria saber o nome. Sim, isto de querer saber uma música e não saber o nome era complicado, especialmente que mesmo que a encontrasse-mos na rádio não havia forma de a gravar. Não sei como a encontrei, acho que num dia a tinha ouvido passar na M80 (ah, rádio boa se não fosse toda a música portuguesa...) e lembrei-me de perguntar que música era, até alguém me dizer. Lá a encontrei, e hoje continuo a arrepiar-me na pequena pausa na música, assim como que há uns tantos anos atrás causara o mesmo efeito.

 

E assim termino, sendo que poderia falar de muitas mais bandas, mas assim ficaria com um post enorme. Não sei quantas horas perdi a escrever, a ouvir, mas todas elas foram passadas com um sorriso. Só tenho pena que música assim já não se faça, que vidas assim já não se vivem, que Rock assim já não se oiça!

 

06.Jun.18

O tempo passa e eu aqui...

...vendo tudo com ele passar. Nada me cumprimenta, nem mesmo num simples aceno ao atravessar. 

Sentado num banco de jardim, solitário como uma folha perdida do seu pouso natural da sua árvore, observo a vida e as coisas. Tudo de forma abstrata de mim mesmo, sempre evitando o julgamento com base em princípios pessoais e aproximando tal a fundamentos sociais.

No meu redor encontro toda uma abundância de informação dispersa de si mesma realizando esforços abismais em se mostrar única aos demais olhares. As cores vibram e movem-se entre elas. Os verdes naturais fluem entre azuis artificiais, o vermelho vivo funde-se com o marrom cansado e o negro das almas revela-se persistente.

Todas as cores revelam as formas que vagueiam. Umas mais esperançosas, outras claramente devastadas. Próximas de mim fazem-se vultos, seres inexplicavelmente esguios, e que pouco lhes retiro alguma naturalidade ou espontaneidade.

Basta uma observação profunda que no instante em que é apresentada a realidade todo o universo transmuta. Todo o conhecido deforma-se e toda a ficção se torna abismal de tal forma que oculta novamente o certo e o errado, a existência da ilusão.

À minha frente encontro toda uma forma abstrata de sensações e cores, um mundo tão diverso e aberto a interpretações. Nele reparo em todos os maus representantes da vida humana, quais atores que perderam o seu discurso algures e improvisam com a pouca informação que têm, falas acerca do seu papel. Ao dizer que não reconheço bons artistas mentiria, assim como não diferenciar meros apontadores de críticos profundos. Mas eu não interesso, não estou presente na minha observação, estou por detrás dela.

Levanto-me e percorro agora um trilho pacífico, longe de miragens, próximo da realidade. Vejo árvores dançando sincronizadamente ao ritmo do vento, oiço toda uma comunicação entre a vida, simples, mas recheada de todos os mais profundos e honestos sentimentos. Observo, acima, todo um voo conjunto e acrobático das aves, aguardando o momento desejado para partir, reagrupando-se para uma provável longa viagem. Entre árvores e arbustos os milhares de sussurros ecoam entre os meus passos, tão opiniosos quanto ao meu destino, assim como eu.

Quanto mais percorro menos escuto, mais sinto. As árvores continuam vibrando, levando-me a mim a juntar a elas para dançar ao sabor do vento, com o meu corpo aceitando de forma quase mágica, deixando-me levar na direção que ele me leva. Os pássaros já partiram, não os vi mais, e os burburinhos tão poucos ficaram para me ver partir.

Ao caminhar não olho para trás, estão lá todas as dúvidas que tanto me aprisionam, que tanto me fazem questionar. 

03.Jun.18

Ler a vida

Algo que tenho me apercebido ao longo do tempo, não sendo o único, é que a leitura de um livro é desejada do principio ao seu final.

Faz parte da natureza humana esta necessidade por uma conclusão, por um desfecho para um qualquer ato. É algo que não se controla, mesmo que por menos interessados estejamos num assunto, sentimos um estranho prazer de o ver desenrolar.

Ao ler um livro, sinto uma vontade imensa para saber o fim da história (claro, um sentimento comum). Mas antes de o fazer pondero sempre se o quero mesmo fazer. Questiono se quero terminar o livro, acabando ali com um mundo em que tantas experiências retirei ou se prolongo o seu desfecho, e, de alguma forma, mesmo não sendo ao ler as suas palavras, continuar com aquela história presente em mim e fazendo com que a cada dia uma continuação diferente aconteça devido à minha interpretação.

Terminar um livro é escolher o final que o destino lhe propôs. Não existe nele a influência da personagem que o acompanhou durante toda aquela aventura, que é o próprio leitor. Ao se concluir um livro, por mais experiências que retiremos dele somos sempre meros observadores.

Com a vida é diferente. A leitura da mesma não é corrente nem fluída para lhe desvendarmos o final. A vida é o nosso próprio livro, aquele em que a página que nos encontramos a ler é tudo o que sabemos na altura. O passado está lá, já não tão marcante como foi, e o futuro certamente irá ser lido (escrito), mas está à frente, lá na próxima página. Na vida não existem atalhos, ou pequenos avanços na narrativa, levando-nos a acompanhar todo o processo da história, por mais que naquele momento nos envolva uma vontade de pular para a próxima página.

Deve ser por sentirmos esta necessidade do término que o fascínio pelo desenrolar de um assunto é nos sempre tão satisfatório. O que não conseguimos conquistar na nossa vida, fazê-mo-la em outras. Essas existindo num qualquer tempo histórico, fantasioso ou não, e lá pronto para ser explorado do principio ao fim no seu respetivo livro.

Mas assim como os livros são pequenos, também é pequena a saciação desse desejo. Então o desespero por ler a própria vida surge, querer algo indeterminável e nisso procurando um fim, sendo este impossível de ser observado pelo seu criador. O final da nossa vida nunca nos irá ser revelado, pois ao mudarmos para a próxima página, aquela que julgamos a última com todas as respostas às anteriores, é apenas uma página negra, cheia de tudo, não nos revelando nada.

 

Não tentem lê-la, mas sim escrevam-na porque mesmo assim, de alguma forma fazemos batota e lemos a vida, mesmo que essa não seja a nossa.

 

 

 

01.Jun.18

Eutanásia: Sim? ou ... o que é que se passa?

O título vai já ao encontro da minha opinião, mas como a minha indignação não se contenta com meia dúzia de palavras gostaria de falar um pouco do porquê dela.

Vale a pena escrever mais? Não. Porquê? Porque provavelmente poucos são os que irão ler este texto, e menos ainda ou nenhuns são quem irá estar contra o tema abordado; não podendo estes refletir um pouco mais num tema tão diverso que não poderá nunca ser levado numa opinião individualista. Tendo pois, sido assim que prevaleceu no dia da sua reprovação.

Eu só me faz confusão não ter sido aprovada, não as pessoas que estão contra.

As pessoas que estão contra são só seres que ainda lhes falta humanidade, ou talvez um pouco mais de estudo porque o significado de eutanásia está quase para homicídio na cabeça de alguns.

A vida tem que ser estimada? Claro. Temos que lutar por ela? Claro. Temos que sofrer por ela? Não sei, temos? Mas claro que sim, não estou aqui a dizer que não é por aparecer uma barreira mais difícil de se atravessar que desistimos completamente. É até uma forma de nos apegarmos mais a ela, de lhe darmos mais valor ao ultrapassa-la.

Mas e para quem o fez (desistiu) e continua a olhar para cima, bem alto, onde não alcança nem onde começar a subir o seu obstáculo quanto mais atravessa-lo? E quando não há uma forma de o evitar e estagnamos num estado de sofrimento e infelicidade? Esperemos passar? Aguentamos até ao fim pois é uma forma honrosa de partir, sofrendo durante os últimos momentos por uma causa perdida?

Ah, mas é quem é que te diz que é uma causa perdida? Pode alguém perguntar. A mim ninguém, só quem atravessa por essa dificuldade é que vos poderia responder a essa pergunta.

Desde a doenças crónicas a problemas psicológicos, uma variedade de sintomas poderá levar alguém a não querer acabar a sua vida sofrendo e criando sofrimento aos outros. Poderá levar a alguém ponderar se quer passar os últimos meses lutando pela vida que sabe que nunca viverá como os outros para no fim ter um final ainda mais triste.

Eu não quero nem vou dar exemplos de situações extremas em que o caso da eutanásia seria uma fuga para escapar de todo esse sofrimento, mas as pessoas que estão contra a sua aprovação poderiam ler bem e refletir neste meu próximo parágrafo.

A eutanásia é uma escolha, não é nenhum medicamento que se receita ao paciente. Não é uma solução indicada pelos médicos, nem pondero que será alguma vez indicada por algum, é uma escolha pessoal (ou familiar) da pessoa em questão. Não lhe irá ser tirada a vida por estar num estado crítico, mas sim dada a escolha se quer continuar a lutar contra tal doença ou eutanasiar-se de forma pacífica num estado de aceitação com a morte. 

 

Não querendo ponderar os contra argumentos apresentados pela religião, vou ponderar um argumento social.

Eutanásia é suicídio.  Sendo sincero, e sem lengalengas, sim. Eutanásia é a escolha de querer viver ou morrer, assim como o suicídio. Então o suicídio é uma coisa boa? Não. E se levam isso como argumento, pergunto: A eutanásia é uma coisa boa? É que também não. Olha, assim estou a dar razão à sua reprovação, não? Não.

Mas ser necessário retirar a vida a alguém (por sua ou escolha familiar) devido a uma doença irreversível ou outros problemas seria considerado uma coisa boa? Óbvio que não. Mas se querem culpar alguma coisa façam-no na doença que a pessoa teve que atravessar na sua vida. 

Se um paciente estiver a sofrer num hospital não poderá ter em conta o suicídio, pois está a ser vigiado e em (provável) incapacidade para tal ato. Acham prazeroso manter uma pessoa em sofrimento só porque se tem que preservar uma vida? Mesmo que essa pessoa já tenha aceitado a ideia de terminar a sua?

Conseguem imaginar o que é estar-se preso numa vida que vos consumirá toda a felicidade que alguma vez tiveram por passarem-na nos últimos meses sofrendo sem poder termina-la? 

Conseguem imaginar o estado emocional que é não conseguir acabar com todo esse sofrimento pelas próprias mãos tendo que observar tudo à sua volta como os últimos momentos da sua vida?

E para as pessoas que estão capacitadas para realizar o suicídio? Não acham triste uma pessoa ter que se refugiar de todos os que estão ao seu lado para tomar certa escolha sozinho e espontaneamente pois não consegue aguentar mais? Ao invés de ser algo decidido como uma escolha pessoal, sem medo de a realizar pois é aceite entre familiares e até ele mesmo? Não acham que os últimos momentos poderiam acabar sem a dor de pensar no que se deixou para trás mas sim de conseguir retirar tudo o que lá ficou para aquele último minuto?

Que ignorância é a vossa para retirar o direito de alguém decidir acabar com a vida que nada mais lhe consegue oferecer se não sofrimento e desgostos? 

O que vos passa na cabeça quando a palavra eutanásia é levada quase como sinónimo de homicídio?

É UMA ESCOLHA! Não é algo que todos os que estão em estado grave de saúde podem até ponderar fazer, mas para os que a escolheriam tinham essa escapatória!

Com a reprovação da eutanásia o paciente poderá escolher continuar a sua vida, mesmo no estado que infelizmente se encontra, ou... ou nada. É que nem é bem uma escolha, ou estou errado? Se é mantido vivo, pelo seu desejo, é uma escolha. Mas se é mantido vivo contra a sua vontade, não será algo mais grave, como tortura?

Já pensaram um pouco no contrário que é escolher viver contra a doença que atravessa, sendo ela incapacitante ou mesmo letal? Acham que se chama a isso viver?