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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

30.Set.18

Não me apetece escrever

Não vou escrever.

Não me apetece.

 

Falei e escrevinhei muito

Em ouvidos surdos e a leitores cegos.

 

Não que o surdo não oiça

Ou que o cego não leia.

 

Sou eu que não dou som às palavras

Nem forma ou contornos às letras.

 

Os sons delas proferidos são esquecidos.

As palavras não são nada.

 

Hoje não escrevo,

Não me apetece perder-te

palavra minha, que só em mim ficas

E perduras no caso de por outra não seres assassinada.

 

30.Set.18

Vejo-te partir

Oiço o ruído distante de uma locomotiva a vapor.

Parece aproximar-se, com os seus fumos e coloração negra, para meu desalento.

O nervosismo percorre-me, impaciente com o seu destino

Mas algo fadado é como se já tivesse acontecido.

 

Antes de partires, permites-me uma última palavra?

Bem sei que não me consegues ouvir,

Mas eu tento.

Sempre tentei, apesar que nunca o conseguisse ter dito...

 

Escondo o amor, com medo que ele deixe de o ser.

Nunca to disse, que te amava...

Mas eu nunca encontrei as palavras certas 

Apesar de dormir e acordar com elas.

 

Ainda irei a tempo? De parar esse comboio?

Nem que me ponha à frente

E que esse me arraste a carne e a alma pelo mundo fora,

Se esse mundo for contigo.

 

Vejo-te, à distância de um beijo

Mas, novamente, não há palavras nem afeto.

Apenas olhares que dizem mais do que eu.

 

Pudesse o meu dar abraços e oferecer beijos,

Mas no meu olhar encontro-te sempre à distância

E percorrem-te sempre olhos negros...

 

Peço-te desculpa mesmo sem te ter magoado,

Mas sofri sozinho, e essa dor não era algo que queria partilhada.

Bem sei que o amor é isso, 

Mas nem esse me fez de ti aproximar...

Ou era tanto ou nenhum, mas senti tudo

Que nem soube no fim amar.

 

Chegou. O vapor mistura-se entre a estação

E já mal te reconheço, de fumo e cinzas que te percorrem o rosto...

Vou-me aproximando, tateando onde estarias.

Encontro-te a mão, aperto-a forte...

Ajudei-te a subir nesse comboio.

Perdi-te para sempre...

 

O fumo dissipasse e clareia agora a estação,

Mas já vazia se encontra...

Só cá estou eu.

 

Deveria ter subido...

Deveria ter saltado!

Deveria ter parado esse comboio!

Deveria ter morrido, neste mundo onde não existes...

 

 

28.Set.18

Um canto ancestral

Não oiço mais que o vento

Suspirando entre as árvores.

Escuto, com atenção devida

Um riacho à distância,

O palrar das aves nos seus próprios dialetos,

O mundo todo cantando!

 

Levo-me a passear em todos estes encantos;

Nas flores que tendem a desabrochar revelando a sua beleza e cor,

Na antiguidade das árvores e no seu louvor,

Na sabedoria do tempo e nos seus contos e histórias.

Em mim mesmo, também,

Pois oiço-me percorrer esta terra musgosa

Onde faço trilho, levando-me - sabe a natureza bem.

 

Não me deparo com vacilos, nem receios de nada ser alguém.

As árvores dançam, com as suas raízes profundas na terra

Mas com vontade de se elevarem do chão.

O vento marca o ritmo, rodopia em sintonia com a melodia

E encosta-se fervorosamente a quem dança qual galã da natureza.

Eu admiro, sozinho, toda a vida a fazer-se...

 

Viverei para te ver desabrochar, vida cá de dentro?

Olha à tua volta, tanto par com quem podias dançar,

As músicas que podias ouvir e tocar.

Mas decidiste esconder-te num cantinho

Qual envergonhada perante um convite.

 

Anda daí!

Só tu e eu, sem mais ninguém a ver.

Vem vida, abraça-me como o vento faz à árvore,

Faz-me rodopiar no mesmo sitio, 

Eleva-me sem me levantares...

Dança comigo, menina,

Ao som deste que é o canto ancestral.

 

 

 

 

26.Set.18

Outside of the Gates

My hands are trembling

My body doesn't move.

I'm stuck in my fear and i can't fight back!

 

I'm covered in mud and blood of my enemies and my own.

My sword is dented,

My arm broken

And i have no more will to carry my shield

Of how heavy it turned into.


I praised to the Gods to give me strength

But i failed to prove myself to them!

Odin! Make your cruelty my justice,

Your eye my vision;

And from your ravens

Give me memory and wisdom!


I shall fight for a world with a sun and a moon,

I shall fight alonside with you, Allfather!

My sword is yours,

My life is yours,

My battle is yours for all eternity!

I'm not dead yet

And i will not die here shrunken in fear!

I shall die fighting and the gates of Valhalla cross!

 

Wait for me, Allfather!

I shall too drink in the great mead hall

I shall fight alongside and agaisnt brave men!


Yes, i will fall...

But i will return everytime

And when the wolf flees and rises

I will be one of your spears to fight agaisnt him!

 

24.Set.18

Lutei para nada

Os dias de glória findam

Quando se ouve um grito ensurdecedor

Que nos rouba a vida.

 

Não morri, mas senti-me desvanecer

Assim como nos olhos de quem matei.

Não fechei os meus, mas desejava tê-lo feito, Senhor.

 

Massacrei e torturei gentes

Com esta mesma mão que agora escrevo.

Empunhei a espada e a lança pela Vossa vontade!

 

Fiz muitas mulheres viúvas

E muitas crianças órfãs,

Mas é em amar o próximo

Que Nos doutrinas.

 

Seremos tão maus servos, Senhor?

Ou não somos devotos o suficiente

Para acreditar no perdão e na remedição do pecado?

 

Sinto-me culpado, sujo, pecador, meu Senhor...

Lavo as mãos em sangue (Dizes) inimigo a Teu pedido,

Mas continuo a ser eu a sujar as mãos

E a ouvir os gritos...

 

Perdoa-me Senhor, pelas palavras

Mas já a mente não consegue pensar em mais nada

De que lutei para nada.

 

Roubamos a maior preciosidade no mundo

Mas Fazes-nos sorrir no crepitar das chamas das cidades forasteiras,

No aniquilar das tropas fugitivas...

 

No que nos tornas-te, meu Deus?

Quanto mais me aproximava da cidade santa

Menos Te compreendia.

 

Saqueámos tudo.

Massacrámos todos os que cruz ao peito não traziam,

Queimámos os corpos e violámos as mulheres

E, meu Deus perdoa-me, as crianças.

 

Não encontro a cidade santa, meu Senhor,

Apesar de escrever-Te no interior das suas muralhas.

Meu Deus, perdoa-me...

Mas sinto que lutei para nada.

 

 

 

 

22.Set.18

Prisioneiro da liberdade

Os ventos contorcem-se e brigam

Qual tornado devastador

Que me atormenta a alma.

 

Não se corre mais atrás do vento,

Não se vive mais a sua brisa fresca.

O vento é agora nosso inimigo

Pois é visão de liberdade e essa não existe.

Os tempos de infância perderam-se...

 

Chama-se hoje viver segurar num leme

E seguir a corrente...

Aprumar as velas a favor do vento e velar.

 

E eu? Que neste tornado me encontro, sigo-te

Oh imparável? 

Mesmo que quisesse, nunca segurei num leme,

Nunca me lancei ao mar... E tu, vento,

Sempre te admirei e nunca te quis controlar.

 

Fui no teu encanto, que para ser livre bastava ser.

E o resto, tudo correntes, prisões para não me deixar viver.

Não, vento, não são prisões, nem correntes alguma vez senti.

Isso sinto em ti! Que de tanta liberdade, não posso sequer um bocadinho agarrar!

Nem te ver consigo, pois em lado nenhum estás, estando em todo o lado!

 

Aprisionas-te-me, e eu deixei. 

Corri ao teu lado mas hoje chegaste onde eu nunca poderei alcançar...

Perdi-te, brisa minha, já não sou livre nem sou nada

Pois corri sempre, e em lado nenhum fiz lar.

 

 

 

 

 

21.Set.18

A lost message

Im being taken on the waves of the ocean

Like a message in a bottle.

 

Didin't found yet a place to stay.

No one found me yet to read.

 

Im still lost, and i have this feel

That im not to be found.

 

Inside me there's so much

That not even i know it all.

Around me, theres a dark sea

Stained by all the paint i had, inside me.

 

Now, all this waves is me, spreading the words

That once were mine.

And i, im part of the sea,

Wild to everyone, away of all the crowd.

 

A lost message, is what i am and have to offer.

The words there written, were washed away

From the strong blows of the waves.

Me? Im nobody now, i lost my porpuse,

I lost my message...

 

I lost myself.

 

 

 

19.Set.18

...

Nestas ruas desamparadas faço o meu trilho,

Talvez procurando na ironia do destino onde errado com errado

Acertará este meu caminho.

 

Entretanto tropeço, vezes de mais para relembrar ou contar

Mas sempre suspiro, de sorriso nos lábios, por mais um buraco ter passado.

 

Lembro-me de ser sério em relação à vida.

Não em relação ao futuro, que nunca o vi para me amedrontar.

Mas às ações presentes e o que elas iriam escrever sobre mim no passado.

 

Iria criar um passado - Dizia eu.

Hoje rio-me de tamanha ingenuidade,

Para que quero eu um passado se depois nele não posso viver?

Um nome, sendo proferido com eloquência e respeito, Ah! Fama, vejo agora.

 

O que quero hoje, não tenho a certeza,

Mas mais nada quero que isso mesmo,

Pois certezas limitam o pensamento!

 

 

 

 

19.Set.18

...

Aguardo, pacientemente, num banco qualquer de jardim.

Há minha frente, um tumultuoso movimento de pessoas apressadas

Todas parecendo de si fugir.

 

Sentado, o único sou eu e nem mesmo os idosos abrandam

Todos em tom aventureiro.

 

Muitos, reparo eu, miram o pulso

Vendo o tempo correr nos ponteiros dos seus relógios.

Eu reparo no meu pulso; não tem lá nada agarrado.

 

Nas minhas costas não sei o que está.

Provavelmente o mesmo que já lá estava,

E se tiver mudado, quem se interessa

Quando há minha frente já é esta algazarra.

 

Tenho tempo, não tenho é vida para toda esta andança

Pois de tanto andar nunca se para e se vive

Neste passeio onde tantos correm...

 

 

 

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