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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

17.Set.18

Adeus!

Há dias que olhamos para a janela

E vê-se apenas o nosso reflexo no vidro.

Do outro lado, quem sabe.

Neste, nem uma brecha de luz ou aragem.

 

Um prado verdejante e infinito,

É esse o sonho constante.

A realidade são quatro muros altos e negros

Que nos obscura a alma e os pensamentos,

Que nos aprisiona o corpo e limita os movimentos.

 

Deixarem de vos usar, palavras que digo minhas,

Pois me pertencendo estão manchadas de tudo o que é negro

E eu anseio por luz e liberdade.

 

Chorem, esperneiem-se, não quero saber,

Eu fi-lo durante esta minha curta vida, e pena de mim não vos vi ter.

Afoguem-se na vossa negritude, morram de mim

E enterrem-se no tempo pois não vos abro covas.

 

Há memórias que temos que não se desvanecem,

Pois são essas memórias constantes acontecimentos

Dos quais se alimentam qual lobo faminto e sedento.

 

Hoje abato-te, ser cruel que habita em mim.

Não farei da tua carcaça troféu

Nem das tuas presas colares,

Quero que morras até no teu esqueleto

E que desapareças deste meu lado.

 

Para isso, deixarei de vos usar, palavras.

Seres propagadores da negritude do meu ser,

Neste espétaculo cujo climáx seria eu morrer!

Querem saber o plot?

Eu puxo da arma primeiro! 

 

Adeus! figura negra que me seguras a mão,

A partir daqui vou eu, (não) vou ter saudades!