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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

17.Mar.18

And now you're gone...

Não me recordo já do dia, pouco faço do momento, mas ainda penso muito em como te conheci.

A necessidade com que o fiz e da forma como o fiz, não houve ninguém na minha vida que apareceu assim. Por isso se deve a minha saudade, mas consideraria mais isso como egoísmo de te querer só para mim.

Mesmo com a nossa grande distância entre um e o outro sentia-te de tão perto. As tuas palavras, por escrito, eram poesia recitada pelo vento nos meus ouvidos, e não borras de tinta numa folha de papel, imóveis, sem sentido ou sentimento perdidas por ali. Todas lia, todas mais de uma vez, e todas eram especiais pois eras tu do outro lado a escrever para mim.

Ensinaste-me tanto que em tão pouco tempo já não me reconhecia ao olhar ao espelho. Eu, sempre com tanto medo de mudanças, fi-lo, e sou eu quem ainda está aqui. A maior das minhas aprendizagens. 

Aprendi que mudar não significa algo negativo, ou perder a essência inicial do previsto ou pressuposto. Mudar é a forma de viver à nossa maneira num mundo que não é nosso. E isso aprendi contigo. 

Tornei-me mais suscetível na compreensão de sentimentos, meus e de outros. Fiquei não só a pensar em mim mas em ti, e sentir algo maior por outrem do que por nós mesmos fez-me pensar muito mais no individuo como ele mesmo, e não como mais um outro ser vivo no ''meu mundo'' que está para ali. Outra grande lição. Não existe meu se não for eu, e tu és e sempre serás tu. É com essas diferenças que somos todos diferentes, e é com as nossas igualdades que se vive num mundo todo igual. A vida é assim, só temos que lhe dar o nosso toque para vivermos na monotonia dela sendo nós quem possui a diversidade contida para a espalhar por aí: contigo seria do meu primeiro abrir até ao meu último fechar de olhos, mas não dá, não estás aqui.

Com mais ninguém me abri assim, realmente nunca conheci ninguém como tu. Dei-te tanto de mim que agora sinto-me incompleto sem ti, pois com mais ninguém me tinha sentido assim...

Procuro noutros o que via em ti, não consigo, não és tu ali. Penso numa nova relação, tão forte, mais próxima até, mas não consigo, não serias tu a escrever para mim. Sinto um tanto de carinho nesta minha dor, pois com mais ninguém fui realmente eu se não contigo e para ti. Sou honesto quando escrevo, quando me exprimo, e isso fi-lo sempre assim. Tu, foste quem me leu e de quem eu esperei tanto ouvir. Partilhei com paixão, humor, dores e amores e tudo isso senti de novo vindo nas tuas palavras, também nos teus tormentos, que eu sempre ouvi.

Fomos um remédio um para o outro, mas o meu frasco ainda tem tanto e eu só queria mesmo dar-to a ti, mas não dá, não estás aqui.

Desde que nos conhecemos sabia que ia ser assim, mas a teimosia às tantas tem a sua certa graça e ouvimo-la a alto e bom som, fazendo continência às suas demandas, de sorriso disfarçado no rosto. Não o perdi, ao pensar em ti a minha primeira memória que salta à vista (literalmente) é o meu sorriso. Depois uma lágrima que escorre nele, mas essa escondo, guardo-a à tua espera para que não acabe apenas assim.

Tanto senti, tanto aprendi, tanto fiz e faria porque te conheci. Mas agora tu te foste; e eu ainda preciso tanto de ti.

 

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