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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

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23.Dez.17

As (minhas) palavras

Já lá vai um tempo em que não deixo as minhas palavras escritas no papel. Ao invés de as deixar pairarem de volta da minha cabeça, sem sentido, livres de serem o que quiserem, torno-as na minha história à medida que as apanho e as utilizo para a escrever. Como se tivesse eu o direito de as privar do seu destino maior. Dos grandes feitos que podiam elas ter realizado ao invés de ficarem comigo. Das grandes histórias que podiam elas estar a escrever ao contrário das de um ordinário como eu, simples e com pouco sentido de vida quanto mais digno de grandes feitos honrando o uso das palavras para os descrever.

Quem sou eu afinal para ser mencionado? Alguém que utiliza o que está feito para viver e não o faz seu. Penso eu que são as minhas palavras mas não fui eu que as inventei, nem os seus significados e segredos por detrás das mesmas, não, não fui eu.

Sou um peão para algo maior, sou alguém que reencaminha as palavras para o seu destino, não as faço minhas, ninguém escreve utilizando as suas palavras, carregamo-las de uma vida para a outra e vamos vivendo e escrevendo... Não fui eu que as inventei, foi a história das palavras, a história da humanidade, não fui eu mas sim todos: a vida acaba, as palavras permanecem, a vida continua e as palavras entristecem.