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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

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Pensamentos do (meu) mundo.

26.Jan.18

Coisas da vida

Já fiz muitos erros na vida. Mesmo sendo jovem, a quantidade é imensa. Mesmo sendo menores e até irrelevantes, eles perseguem-me. Claro que, lá vem a história, de uns o fazerem mais que outros. A razão de este ser diferente revela-se não pela falta de cuidado, mas pela ignorância que apresento.

Este, apega-se a mim todos os dias. Quase nunca me solta se acreditar que quando durmo não o cumpro; (olha, se assim não for o caso, nunca me larga, então)... E é triste, porque ainda não o parei de fazer. Provavelmente não vou. Mas não que queira viver num erro ou baseado numa mentira. Faço-o, porque espero aprender alguma coisa. Torno-o todos os dias pessoal, enfrento-o. É um erro que ao invés de ignorar atravesso-me nas suas entranhas e vou até onde ele me levar. Ando a vive-lo então? O meu erro se tornou a minha realidade? Para ser sincero... Até que sim. Não é o que acontece com todas as más escolhas? Podemos remedia-las, sim (algumas), mas nunca será o mesmo.

Agora estou eu aqui a dizer que quero ficar com o meu. Serei ignorante a este ponto? Estúpido por relevar-me assim tão ingénuo? Que nada tem as suas consequências? Ah! Se a vida fosse assim tão simples.

O meu inconveniente então é este que apresento. Estas palavras que aqui se revelam. O maior, pois o faço não o sabendo fazer. E isto perturba-me. Mais ainda quando revelam-se acontecimentos que me fazem pensar para além das palavras. Quando entro realmente no mundo, quando abro os olhos e a minha vista alcança um pouco mais do que a memória. Tudo mudou. A memória é passado, e, apesar de se revelar muito sólida e de apresentar uma função muito importante para o presente, não sabe de nada.

Para quem lê os meus textos (e quem não o faz repara neste) são muito baseados em problemas. Em questões. Em mesmices mesquinhas. Em tudo menos o que interessa para dizê-lo duma vez. Mas de vês em quando também o faço. Saio desde meu mundo, deste meu canto mental e reparo no que realmente interessa.

Aqui (na escrita) apresento dificuldades que levo na vida. A minha guerra com a mente, (inútil, como qualquer guerra), que nunca me leva a lado nenhum (como esperado). Depois a vida apresenta os problemas reais. Vagueio num mundo desconhecido, reparo em tudo sem reconhecer nada familiar. Sinto-me como se fosse atirado para aqui como o lixo que despejamos em casa. Insignificante: ele mesmo - lixo. Despojado para esta realidade tão dura ,mas, assim dizendo, tão real.

As questões que me vão aparecendo só se revelam com a utilidade de me oferecer grandes dores de cabeça, que sim, também são muito frequentes. Mas isso é um problema real, certo? Depois de tanto, já nem sei.

Por vezes acho desrespeitoso esta minha lamuria sem fim. Estas minhas indignações que não são nada. Há muito mais e pior a acontecer, e eu cá em mim... egoísta com o mundo. Querendo uma dor que nem é ele que a dá.

Ah, não estava à espera de tal assunto me vir à cabeça? Pois... Também não estavam quem pereceu de acidente. De quem gravemente foi afetado de alguma doença. De quem perdeu algum familiar. De quem nasceu nas zonas mais pobres do mundo, e que comida e água são considerados milagre e privilégio quanto mais ter abrigo! Também aqueles que se esforçam muito para criar os seus filhos. Todos os que trabalham.... Também eles não estavam à espera que a vida fosse assim.

Escrevo. Sempre o digo que já começo a acreditar que é verdade... Mas nunca soube de quê. Perco-me na mente, escrevo o que vejo cá de dentro. Tento revelar as palavras que melhor se adequam ao sentimento, mas no fim, que sentimento é este que nem o sinto?

Por vezes não nos podemos iludir tanto ao ponto de nos esquecermos do mais importante... Que são as coisas da vida...

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