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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

11.Out.18

Copiadores originais

O quanto de nós não é dos outros? Não necessariamente entre todos os vivos, mas entre todos os que vivem e viveram. Quão diferentes somos realmente do próximo? 

Sabem, muito pouco. Desde o primeiro homem, que foi aprendendo e ensinando (d)o ''segundo'', que se viveu em grupo. As gerações, surgindo com o tempo, fizeram com que o leque de conhecimento abrangesse uma muito maior área devido à evolução da mentalidade, e, acontecendo a seleção (natural ou voluntária) daquilo a que aquele ser se rege com maior apreço, começou a existir grupos, esses onde os membros se regiam com ideologias mais próximas daqueles que participariam então num grupo diferente.

Podemos já saltar aos nossos dias e observar o quão diferentes somos. Impressionante! Eu acho. Mas não vou dizer que sou assim tão diferente de uns outros quantos. É engraçado este jogo.

Por exemplo, eu, que tenho os meus gostos, a minha personalidade etc. Essa veio de algum lado. Agora é mais fácil para mim rever-me naquilo que aprecio, pois com a idade vem uma certa característica seletiva que a fazemos mais presente do que em quando jovens. Isto para dizer que eu fui à procura daquilo que gostava. Eu encontrei muitas coisas com que me identifico e faço hoje dessas de meu lazer ou mesmo modo de vida. Eu aprendi sobre essas coisas com outras pessoas, com a informação que elas passaram, sendo que essas pessoas inspiraram-se a seguir essas ideologias de outras antes delas, e assim continua. 

Há, obviamente, a singularidade do ser nesse mesmo conhecimento, pois a mesma palavra pode ter dois significados para duas pessoas com a mesma ideia, por exemplo. Esse é o leque a ser aberto ainda mais para aquilo que já tanto é, especialmente nos dias de hoje com tanto já descoberto que criar um pouco de nós nisso é mais fácil, pois não é tão restrito como no tempo da origem dessa ideologia. Também há, depois de descoberto algo com que nos identificamos, a procura de outras coisas, na mesma área. Mas essa procura é a necessidade de mais, e essa necessidade é saciada por outros que também a procuraram, que também a estudaram, que também foram atrás do passado da mesma.

É impossível haver algo nosso no tanto que já existe. Mesmo que muito do que fazemos não esteja escrito, fora já realizado nalgum tempo próximo ou longínquo, até o que pensamos não é realmente nosso. Nós, a nossa presença, é marcada pela prolongação e mutação do que já está criado. Somos seguidores de ideologias, fazendo das raízes dessas os diversos ramos que conhecemos das muitas alternativas que hoje temos para a mesma. Somos aprendizes do passado, lendo e ouvindo, até observando como é posto em prática ou como é criada a teoria, para sermos nós, no futuro, a levar avante aquela ideologia... No final, somos copiadores originais!

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