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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

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24.Ago.18

Dor

Rastejo na lama a que chamo chão.

A que lhe apelido de apoio para o meu corpo.

Entre gravilha e gravetos

Rasgando-me a roupa,

Alcançam a pele pecadora.

 

Cortes,

Uns superficiais outros profundos,

Mas é na mente que tudo dói.

É para dentro que grito

E é para fora que sai.

 

Ah dor!

Que não te compreendo,

Sofro por fora,

Grito para dentro...

Se me abraço a ela

Sinto apenas um aperto,

Se a ignoro,

Sinto-a percorrer-me por dentro.

 

As braçadas tornam-se pesadas,

A lama emaranha-se no corpo

Tornando-o mais pesado,

Mais lamentoso.

 

Carrego a podridão,

O mal da terra.

 

Observo uma lagoa límpida,

E evito corroer a sua pureza,

Pois...

À minha frente, atravesso

As areias movediças da dor!

 

 

 

 

 

 

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