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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

10.Mar.18

Escrevo mais logo

Sempre fui muito fã de música, das suas mensagens, isso e do quanto me identifico com elas. Isto para quem ainda diz que somos todos diferentes, parece que até sentimos coisas muito semelhantes, huh? Enfim, não é para isto que comecei a escrever.

Muito do sentimento mostrado nas canções é algo que me fica cá dentro, e reflito isso como se fosse algo mais pessoal. Para ser sincero, como se fosse eu a canta-la para quem a fosse ouvir. Não é devido à minha falta de afeto que me revejo nas palavras de outro para fazer as minhas, que até tenho-o muito e pouco penso no mal de alguém (deixo esses pensamentos para mim), mas é à minha fraca compreensão do que é um sentimento profundo, tão grande e doloroso que nos muda cá dentro forçando-nos a mostra-lo contra a nossa vontade. Não sei o que é. Se me aconteceu não se mostrou forte o suficiente, ou talvez não o fiz eu. Culpar sentimentos, até onde irei eu com esta desculpa que até a eles os condeno...

Só fiquei cansado de os ter para ser honesto. Não os compreendo a eles, pouco me dizem a mim, devem querer brincar às escondidas sendo que não são eles que não se conseguem mover devido a alguma força maior. Ataram-me e correram, e eu só fico aqui, ouvindo gritinhos de riso e galhofa entre eles. Poucas vezes recebo visitas deles, mas quando o faço é sempre um pobre desgraçado que sente culpa e vem chorar para o meu colo, já esse coberto de lágrimas. Pouco me ajuda, só me causa ainda mais dor para ser sincero. 

Porque não acabo com isso duma vez? Exprimo os sentimentos que me apoquentam e desamarro-me do que me prende, podendo ser livre, mostrando o que realmente sinto. Isso, não sei. Talvez receio de que outros me visitarão depois de abandonar estes, não que lhes fosse sentir falta, mas antes uns que consiga viver com, do que algum mais macabro que me deite abaixo de vez. Isso e que não sou o único com sentimentos. Por não saber o que quero fecho a porta para não ter que fazer ninguém que entrou sair mais tarde por arrependimento. Ah, eu sei lá. Sei que isso faz parte da vida, mas uma coisa é a minha, outra é a de outro. O peso que carrego não o ofereço a ninguém, isso e deixar alguém com o seu próprio.

Não sei dizer que é amor, não sei se é dor, pois até soam parecidos. No final são duas palavras e pouco deveríamos dedicar àquelas que nos fazem pensar em coisas que não interessam a ninguém. Seja o que for tem que ser algo, só não sei ainda como o dizer.

Como vai ser então? Bem, parece que vou ter que escrever mais logo...

 

 (Acho que encontrei a música para hoje...)