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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

12.Nov.18

Eterno

Hoje observei as árvores,

As suas toscas formalidades

As suas folhas caídas, as mais resistentes num suspenso cansado,

E o pensamento que me atingiu foi o das suas idades.

 

Anciãs da natureza,  como as nascentes e as pedras,

Estas guardam sabedoria.

Nas árvores há vida, e há o tempo que a prolonga

E elucide que a existência só não predomina.

 

Num abraço ancestral o novo galho ramifica-se

E, das suas raízes, bebe o conhecimento da vida

Prologando assim o curso natural da própria natureza

Que é em existir plena.

 

O homem perdeu a sua linhagem

E o que perdurou foi a malícia...

Abandonou a sabedoria antiga por mera luxuria

Vendendo o passado pensando alcançar o futuro...

 

A árvore vive eterna nas mais antigas eternidades,

Pois o homem, assim como Júlio César, viu, veio e venceu...

Mas ficou sem nada.

Resta-nos uma vida assombrada, pelos fantasmas que deixámos ignorados...

 

O aperto que sentimos no peito

É a natureza a chamar-nos...

 

As árvores, são como a eterna saudade;

Ramificam-se, espalham-se, morrem e renascem

Tudo a partir das mesmas sementes

Em que foram criadas

 

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