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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

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23.Dez.17

Evolução

Nascemos desprovidos de conhecimento, tão sedentos que não pensamos em conhecer, o nosso cérebro fá-lo por nós. A nossa existência (na minha humilde opinião) é apresentada com a tarefa do conhecer, do estudar, e do pensar. A evolução que ocorreu na espécie homo-sapiens (referindo-me há teoria da evolução) tornando-a hoje pela que conhecemos «Humana» ou «Ser Humano» baseou-se (*na minha humilde opinião*) no propósito da existência da mesma.

A evolução da mente foi inconscientemente (irónico usar as duas palavras juntas) ensinando à nossa espécie como viver, como fabricar (utensílios e afins), sem mais a origem do instinto mas a do pensamento.

Mostrando por ordem, conhecer. Quando é a nossa consciência a tomar as nossas ações (instinto), como nos dizer que temos fome ou sonolência. O corpo (vamos assim dizer uma barbaridade para referi-lo distinguindo-o da mente e chama-lo de ‘vida’) informa que precisa de alimento ou de descanso. É a vida, já diz um ditado (sendo eu novo vou dizer muito antigo). O corpo ‘’ordena’’ a mente, mostrando a necessidade, e esta a oferece há consciência do possuidor da mesma o que precisa de fazer, de se alimentar ou de dormir.

Seguindo a ordem, estudar. Quando a consciência se interliga com o corpo e a mente e o ser possuidor de ambos reflete sobre as suas necessidades. Cria-se padrões nos sentimentos (físicos e psicológicos) e com eles uma consciência ‘’consciente’’ na mente do seu possuidor. Este, estuda-os, começa a não seguir o seu instinto mas a sua consciência. A sedentarização deveu-se a isso mesmo. O ser (humano) previne as suas necessidades ao deixa-las ao seu dispor. Se ele sabe que irá sentir fome dentro de umas horas, então, se este tiver alimento para essa altura ao invés de o ter que perseguir e poder até ficar restrito deste caso a sorte sorria com troça e não a favor, pode assim prevenir acontecimentos pouco satisfatórios. O homem começou por estuda-lo a si mesmo, conhecendo como viver sendo homem, chegando à conclusão do conhecimento. Estudando, o homem saciou a sua necessidade de alimento com a produção e criação deste (gado, plantações, etc) ao seu dispor. Engenhou abrigos mais duradouros para agora se-dentarem-se nos seus terrenos. E vivia.

Sendo ainda assim humanos, não seria inesperada a hora até que este pensasse. Com o que tinham até agora em posse - a compreensão da consciência (fazendo agora parte dela) e o estudo da mente (não sendo ela deste) – veio o pensamento. Sobre a mente não ser deste deixo para mais logo.

Com o pensamento não veio meros sentimentos de sobrevivência, mas o de dúvida. Para aqueles que já pensam que o pensamento é uma coisa ruim, afinal, quem gosta de duvidar? De não conhecer a realidade? Têm estes muita razão, mas não toda.

A dúvida deixou no homem o que mais poderia este ambicionar. Se não foi ontem que este andava com pedras nas mãos a atirar a animais para caçar e que hoje os têm debaixo de olho numa grande pastagem ali à sua disposição? Então, que poderia este mais concretizar?

Bem, não estou a contar a história no passado então não é assim tão confusa a minha resposta, ou a ausência dela.