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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

24.Dez.17

Faça-se vida

E nas noites mais escuras, nos dias mais negros, no sol menos quente e na lua gélida. Quando tudo desvanece do seu propósito de contradição e não é mais a luz que prevalece mas sim a escuridão. Quando já não vemos o que está à nossa frente e temos de o imaginar para o sentir, para o viver e para ser nosso.

Não habitamos num mundo luminoso, é mais escuro que as nossas mentes quando perturbadas, pois no mundo não somos só nós mas tudo o que fica nele.

Somos pequenos, seja em tamanho ou em termos de longevidade, e o mundo é grande. O que se vai de nós fica no mundo e o que no mundo fica é o que já se foi de nós. É o passado, é o que nós ignoramos que já passámos e o que ele passou. Porque é que sendo o nosso passado mais pequeno que o passado do mundo é assim esquecido pelos pequenos e lembrado pelo grande?

É o grande que nos dá a vida, porque é que é ele menos importante para os pequenos que sem ele não seriam nem tamanha coisa quanto mais chamados de nomes?

Temos um nome que nos orgulhamos de mostrar, de o fazer ouvir, mas de o usar ainda não chegámos a esse ponto. Usar o nome e não fazer dele um som no esquecido, não fazer dele um motivo de orgulho mas sim uma razão de mostrar o que é ter um nome e um passado por detrás desse.

As nossas histórias são contadas com o passado dos nossos antepassados e serão ainda estudadas no futuro pelos nossos vindouros. O nosso passado é grande se olharmos para o nome e não para a pessoa. Temos um nome, temos uma história e um passado por detrás dela, não o vamos estragar, nem o futuro do mundo que nos deu o passado como nos dará o futuro se assim vivermos o presente:

Vivê-lo cru e sem enfeites à sua volta. Não perturbar mais a vida já não chega para reparar os danos que lhe fizemos sofrer, temos que dar vida e não poupa-la, não queremos sobreviver mas sim viver, assim como o nosso planeta.

Vamos chorar juntos assim como nos rimos dos feitos que fizemos. Vamos lutar juntos, não para nos aniquilarmos em guerras mas para um bem comum que é a vida. Vamos viver pois de vida temos pouca e o passado já lá vai e o futuro está a vir.

Vamos trazer o futuro com vida e não com noites escuras, dias negros, um sol que não consegue mais mostrar o seu brilho nem aquecer as suas terras, e com uma lua tão fria que nos mostra o quão frios fomos e somos nós para o mundo.