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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

08.Fev.18

Fuga

Oiço correntes se arrastarem quando palavras se revelam.

Gritos de dor quando delas forço a verba.

O chão negro, as paredes idem, e já meus olhos acredito serem, pois luz não é bem vinda.

Uma cadeira desconfortável, vozes atormentadas; Uma zona de vida outrora fora.

Ideias aprisionadas, outras torturadas, e a minha cá se encontra.

Quanto mais puxo mais dor sinto, mais gritos se revelam, mais cansado fico.

Se cedo lá se acalmam, limpam as lágrimas, esfregam o pulso dorido.

Mais vontade ganho, mais sofrimento acredito. Já qual dor qual quê, que coisa é esta que sinto?

Lá força faço, cá gritos escuto. Serei eu simplesmente doido, ou correntes agora não oiço?

Lágrimas não verto, mas húmido sinto. É ele, o mar todo mais o vento livre!

Portas batem, janelas partem, e eu deslumbro a luz vindo.

Já vejo o verde das árvores, sinto a chuva no corpo, e agora faz parte de mim.

Quero lá lágrimas e correntes, eu quero-te é a ti!

A última parede cai, pontapés dou eu em força, já transbordou tanto que ponte fez ela, piedosa!

Atravesso e conheço a vida. A minha mente chora, mas agora de alegria.

Fogem as vozes, agora não ouvidas. Estou eu agora aqui, só, cheio de companhia!