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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

05.Nov.18

Há mar

O quão aprendo que se torna em nada... Que quero fazer, onde quero ir? Pergunto-me tantas vezes que me esqueço de avançar. 

Dar tempo... Dar tempo... Pronto, já dei. Gostei, foi engraçado... Mas já estou cansado... 

Há aquela vontade de mudar, sem que se queira mudar nada. Cansei-me desse cansaço, que em todo lugar fez casa.

 

A música teve inicio, e o seu acorde musical prolonga-se e vibra, ainda!

Nunca fui bom a tocar nenhum instrumento, mas este cá dentro marca o ritmo, pulsa e grita e mostra-me que tenho vida! 

Já dancei desenfreado, já sorri do escárnio, saltei e rebolei e saí da chuva encharcado... Mas não chega. Nem eu quero que chegue... A chuva que caia e que eu a receba sempre, mas falto eu entre as gotículas que caiem, também eu preciso de fazer algo. 

O que quero? Não vou voltar ao erro de querer, simplesmente... Aprendi melhor... Ensinaram-me melhor... 

Sorrir do que me faz feliz. Abraçar o que me acolhe, mesmo que estando gelado e não querendo resfriar o calor acolhedor.

Abandonar as letras, um bocado, e molda-las nas palavras que nunca se fizeram som. Encontrar-me além do que penso ser, mas naquilo que faço. Mas tenho que fazer algo!

 

 - - - -

 

Deixei de contar os dias, e encontro-me próximo dos vinte anos... Por vezes brinco que me esqueço da data do meu aniversário, mas o quão não seria isso verdade? Hehehe

Não me interessa dela, nem da idade nem da data, as duas passam com o tempo, e o tempo sem mim não me faz nada... Sou eu que tenho que marcar esses dígitos, cá dentro, e realizar-me o que significam... Sou eu que tenho que agarrar o tempo, e não o contrário. Gostei muito dele, vendo-o a passar... Conheci uma pessoa fantástica, que vos está agora aqui a falar... 

E acreditem ou não, nem fui eu a me apresentar... Tanto tempo que dei ao tempo e nem um olá me soube dar, hahaha... Ah...

Agradeço muitas vezes, e esse agradecimento é sentindo da mesma forma como todas as outras, e não o vou esquecer, pois será sempre essa a base de onde me vi começar esta mudança, mudança essa que vejo clara.

Mas deixar-me das palavras... Essa necessidade é me sempre tão forte, pois com as palavras revelo o belo como o obscuro. Participo no jogo e mudo-lhe as peças, altero-lhe os sentidos... Chega! Calma... 

Não vou mudar o mundo. Posso nem vir a mudar nada. Mas se chegar ao ponto de conseguir viver com tudo como está, que tenho eu a reclamar? 

Começa por mim, agarrar isso e não desprezar... Largar o ceticismo e atirar-me ao mar... O nadar aprende-se com instinto, chega de teorias quando não as consigo na prática apresentar. A vida não se vive em teorias, e dessas fiz eu a minha.

Reconheci o fútil que todos acabam por revelar, as conveniências que todos se mostram agarrar... Mas sei que existe mais que isso; e porque haveria de desistir de o buscar, apenas porque nesta zona onde me acho encontro-lhe apenas pedras e corais mortos no solo, esse já seco do sal que se perdeu do mar?

Há mar. Tenho que largar a costa, e ir ao seu encontro. Ou estou à espera que um navio ancore na margem? Não... Não cabe lá, não foi feito para pisar o mesmo chão onde o falso paira. É necessário uma base profunda como o oceano para deixar a imensidão por conhecer ancorar.

 

 - - - - 

 

Deixando-me de metáforas... Um obrigado ,*

 

 

 

 

*(e a este não lhe dou um ponto final... Dar-lhe-ei seguimento, agradecerei o que sinto por inteiro! Há que mudar... Há mar!)

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