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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

23.Dez.17

Introdução

Se dissesse o que queria hoje, estaria a mentir amanhã. Se tudo e todos mudam, quem sou eu então para ser diferente?

O que é eterno no homem não é a sua vida, mas sim o seu nome e a sua reputação que foi criando ao longo da sua presença e que o irá imortalizar para depois dela.

Na história há sempre grandes homens por detrás de grandes feitos. Conhecem-se bravos guerreiros. Filósofos imortais (ou talvez as suas filosofias). Assim como ao lado desses, grandes escritores, poetas e músicos. Elogia-se grandes escultores e arquitetos, aplauda-se a grandes artistas, ri-se de atores em filmes e teatros e no fim... no fim chora-se.

Um choro triste, uma angústia por participar desse modo - afastados da grandiosidade dos nomes que estão nos livros, longe das grandes histórias mesmo vivendo a mesma.

Todos sonhamos, é o nosso modo de vivermos outras vidas, talvez a que queríamos viver. Ao observar tanta grandiosidade à nossa volta acreditamos que pode ser possível fazermos parte dela. Não reprimo ninguém, a história não se fez num dia, mas, dizendo neste modo, precisou de todos pelos que passou para se tornar a História que conhecemos.

Como uma vez me disseram, se não utilizas a sabedoria que possuis é o mesmo que não a teres. Apesar de seguir numa filosofia de Sócrates - Só sei que nada sei - farei uso então dessas sábias palavras, não para demonstrar a minha sabedoria, mas para falar dela.

Aqui fica então a minha ambição, escrita, como a gosto de fazer, mas dando liberdade às palavras para escreverem por mim. Sempre gostei de dar liberdade à minha mente, deixando as palavras correrem no papel como um rio desaguando no mar, para uma liberdade maior da conhecida, e, como o rio, deixar ser a minha mente a decidir como lá chegar.

Não peço então para ser reconhecido, mas para que reflitam no conhecimento e no conhecer em si. Peço, não que escrevam o meu nome em livros ou feitos, mas sim que o façam com o vosso. Quero que vivam, que se levantem e corram atrás da história, da filosofia, dos grandes saberes da antiguidade e dos modernos. Peço que queiram querer, que façam para ter, que vivam o que ganharam, e que pereçam com tudo o que alcançaram.

 

Escrevo então, não mostrando o que sei, mas o que penso.

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