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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

15.Fev.18

Isso é verdade, mas...

Vejo e revejo-me no que quer que faça. Mas antes disso, há quem me faz reparar onde o fazer.

Sou muito ingénuo no que toca a encarar a palavra do próximo como verdadeira e honesta. Penso que enquanto estou a ser abordado sobre algum tema, encaro o locutor como alguém sábio no assunto e que, a princípio, tendo a concordar com o apresentado.

Não sou ninguém que cai por tudo o que lhe apresentam, estou a referir sobre mentalidades semelhantes à minha que, enquanto as oiço falar, ou leio acerca, tendo a observar o seu ponto como algo genuíno e digno de ser ouvido e seguido.

Onde começo a pecar é que muitas vezes leio a opinião dos outros leitores, que, com toda a liberdade, discordam sobre algumas matérias apresentadas. Peco não por ler as críticas, mas porque enquanto estava abstraído na leitura, levava tão piamente a palavra apresentada que ignorava assuntos ou discordâncias básicas que os outros assim demonstraram.

Há casos em que simplesmente são críticas sem fundamento ou senso nenhum, como também pode acontecer com os artigos apresentados. Mas se chegarmos à conclusão que ambos são fidedignos e bem estruturados, em que ficamos?

E é mesmo acerca deste assunto que resolvi escrever este texto. Sobre a opinião.

Todos vivemos uma vida diferente pois ninguém tem a mesma. Isso reflete-se na mentalidade de cada um. Ou seja, a realidade de uma pessoa pode até se incluir na realidade de outra, mas no final nunca partilham a mesma, apenas alguns aspetos dela que tem a ver com a sociedade e/ou senso comum.

Com as desigualdades vêm as discordâncias, ou, no caso de não haver discórdias, encontram-se «prioridades» sobre o assunto quando o tema é aberto a ser refletido em mais de uma forma de observa-lo.

A moeda tem dois lados, mas nem sempre apresentamos aquele que deveria ser mostrado ou priorizado!

E não estou a referir o caso da sorte, como o jogo de cara ou coroa, para favorecer o lado mais carente ou necessitado. Mas como há quem favoreça e beneficie de um deles, há quem o faça do outro também, apenas tem que se escolher aquele que, na altura, necessite mais de atenção ou valorização.

Isto para dizer que, se formos por exemplo incluir dois acontecimentos trágicos, deve-se por optar (naturalmente) ajudar MAIS o com mais impacto. Reparem que escrevi em maiúscula a palavra «mais» porque não se ignora (ou não se devia) o que de auxilio também precisa. Por se revelar mais insignificante ou omitido, não é apresentado com a devida seriedade ou atenção que se devia em alguns casos.

Outra coisa que normalmente é motivo de discórdia é o senso comum!

O simples facto de priorizar-se a vida de alguém mais do que outrem, por si só, por mais justificável que seja, é ignorarmos que todas as vidas têm o mesmo valor. Isso e etnias. Como agora pelo simples facto de se nascer, onde quer que o tenhamos feito, já somos julgados por isso.

Algo que inconscientemente (ou com consciência) se realiza é generalizar. Isso é utilizado em tudo, por exemplo em gostos. Se A gosta de tal coisa, A é «geralmente» isto ou aquilo. Por ser geral não quer dizer que seja a verdade absoluta, mas como os estereótipos estão tão definidos, limitamo-nos a incluí-los nesse grupo a que, supostamente, pertencem.

Podem reparar que não estou a apresentar nenhum caso em concreto, porque aqui não estou a referir os temas em si, só a discutir acerca deles. Muito há para dizer sobre o que já se fala, mas não é por ser-se mais um que não fará a diferença.

É aqui mesmo que queria chegar!

Lembram-se de dizer que opiniões podem ser a favor do tópico apresentado, mas que, na sua situação (ou realidade) devia-se priorizar X primeiro que Y no ponto de vista daquele crítico?

É isto que a sociedade devia utilizar para crescer! Ouvir quem nela anda. (Sociedade somos nós - com ou sem influência, a mudança é uma escolha, ou pelo menos deveria ser, que ou é necessária e tem que se realizar, ou é escusada e devia ser adiada devido às prioridades que se reveem mais graves).

Se priorizarmos apenas o que B reflete da sua realidade e se a mudança desejada foi acudida, em que situação fica o C se a sua (realidade) não se deparava com tal necessidade e que algo mais grave teria que ser atendido?

E que tal não se generalizar as necessidades da sociedade?

Não estou a dizer para se atender a cada individuo, porque isso não era propriamente uma sociedade, mas sim um cidadão.

Queria então apresentar que, cada sociedade (digamos cidade, vila, partido... Tudo em que funciona com «as leis» impostas por ela), devia ser atendida com as necessidades que esta apresenta, singularmente!

Se alguém está a passar sede e lhe ofereceres pão, não é propriamente algo negativo, mas...

Eu sei que estou a generalizar muito, olhem lá, palavra interessante. Mas a minha generalização é apresentada em forma de problema. Quero dizer que sim, há muitos por aí, mas que, «geralmente», problemas deviam se resolver conforme as suas necessidades.