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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

27.Ago.18

Larga-me vida! E deixa-me viver...

Quem mais que eu terei que ser? Quantas vidas tenho que levar na minha? Silencia-te, oh mundo! Deixa-me ser eu apenas...

Para quê todo o ruído que me perturba o trilho, para quê todas as cordas lançadas que me amarram alterando e manejando o trajeto que sigo ou que queria seguir. Para quê? Larga-me, vida... E deixa-me viver.

Qual é a tua ideia de prisão, mundo, que dás a vida para nela regozijares-te de prazer. Somos teus prisioneiros, não servos, oh mundo! Tortura-me a alma, esfola-me o corpo... Mas não me controles, isso deixa para mim!

Que te faças negro, que ilumines o céu todo, não quero saber! Tira-me estas corrosivas correntes que eu faço o meu brilho ou crio o meu abismo...

E porque alguém te questiona a ti, vento, o rumo que levas... quando nem tu mesmo o fazes. Que pagamento fizeste pela tua liberdade, que eu farei-a em dobro, mantendo a mente para me levar. Se prisioneiro nasci para ser, que seja de mim mesmo, e não de quem não pertenço.

Que digo eu... As vozes que oiço são as minhas, as cordas que me amarram fui eu que as fiz... Porquê mundo? Veres-me perecer aos teus olhos e nada fazeres? Que queres que eu faça, ris-te entre dentes... Pois tinhas que viver, para conhecer a vida.

 

 

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