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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

06.Fev.18

Livros - Uma nova história, uma nova vida

Tenho um desejo pela escrita. Sinto esta grande necessidade de juntar palavras, de organizar pensamentos, de cria-los até, quando nos meus não lhes vejo conteúdo.

Não gosto de ficar sem fazê-lo. Nem muito menos consigo quando esta vontade corre-me nas veias. Se é bom? Eu penso que sim. O erro, ou antes, onde poderei pecar com esta minha ânsia é no facto de (poder) ficar sem o que dizer.

Já me imaginei criando histórias. Sim, mesmo daquelas de «Era uma vez». Também já me mentalizei para escrever um livro, com tema e desenlace até existentes. O que me impede é a minha fraca aptidão de escrita, a minha incapacidade de fugir do meu quotidiano e criar um novo mundo. Difícil? Mas sonhar é tão fácil. Eu sei, mas não me digam que descrever um sonho é tarefa fácil. Assim apresenta-se então a minha dificuldade. Consigo idealizar a história, consigo criar personagens, personalidades, acontecimentos... Mas tudo isso é tão presente, é tão meu.

Eu admiro muito os escritores. Sim, que este meu «incoveniente» é algo presente em muitos dos autores de livros. Aliás, acredito que o primeiro livro de uma grande variedade deles tenha mesmo sido assim: Utilizando o seu quotidiano e próximos para descrever cenários e criar personagens.

Não é que me faça confusão se mostrar assim. Mas mais que esta presença amadora em mim, também há a falta de descrição. Peco muito em descrever, em criar algo envolvente onde o leitor se sinta presente na história, a vive-la até.

Não que seja um leitor regular (apesar de se tiver sempre um bom livro, hei-de sempre me ocupar lendo-o), mas por todos os livros que li, admiro muito como conseguem utilizar as palavras daquela forma. São meras palavras, tais como estas que agora apresento, mas de alguma forma mágica, nas mãos de quem as manuseia como as suas crias, cuidadas e cheias de significado, conseguem despertar uma beleza que não consigo igualar.

Não sinto inveja, (isso é feio), mas (utilizando palavras mais bonitas) tomo-os como inspiração, admiro-os! Aspiro a alcançar esse nível de escrita, onde palavras não se revelam apenas com o sentido de descrever o mundo de toda a gente, mas um mundo para tal!