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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

24.Set.18

Lutei para nada

Os dias de glória findam

Quando se ouve um grito ensurdecedor

Que nos rouba a vida.

 

Não morri, mas senti-me desvanecer

Assim como nos olhos de quem matei.

Não fechei os meus, mas desejava tê-lo feito, Senhor.

 

Massacrei e torturei gentes

Com esta mesma mão que agora escrevo.

Empunhei a espada e a lança pela Vossa vontade!

 

Fiz muitas mulheres viúvas

E muitas crianças órfãs,

Mas é em amar o próximo

Que Nos doutrinas.

 

Seremos tão maus servos, Senhor?

Ou não somos devotos o suficiente

Para acreditar no perdão e na remedição do pecado?

 

Sinto-me culpado, sujo, pecador, meu Senhor...

Lavo as mãos em sangue (Dizes) inimigo a Teu pedido,

Mas continuo a ser eu a sujar as mãos

E a ouvir os gritos...

 

Perdoa-me Senhor, pelas palavras

Mas já a mente não consegue pensar em mais nada

De que lutei para nada.

 

Roubamos a maior preciosidade no mundo

Mas Fazes-nos sorrir no crepitar das chamas das cidades forasteiras,

No aniquilar das tropas fugitivas...

 

No que nos tornas-te, meu Deus?

Quanto mais me aproximava da cidade santa

Menos Te compreendia.

 

Saqueámos tudo.

Massacrámos todos os que cruz ao peito não traziam,

Queimámos os corpos e violámos as mulheres

E, meu Deus perdoa-me, as crianças.

 

Não encontro a cidade santa, meu Senhor,

Apesar de escrever-Te no interior das suas muralhas.

Meu Deus, perdoa-me...

Mas sinto que lutei para nada.

 

 

 

 

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