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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

11.Fev.18

Minhas queridas ideias...

Sempre tive em mente uma filosofia que retrata a criatividade como um processo de adaptação, mais do que criativo em si. Porque digo isto? Se formos pensar nos criadores de conteúdo (não excluindo nenhum: sim, mesmo aqueles «criadores de conteúdo» que se apelam de youtubers – claro que não são todos, vá lá que ainda há uns decentes!) todos apresentam um padrão para o estilo de trabalho que apresentam. Acham que foi uma grande coincidência? Não. É porque cada matéria tem a sua forma base de ser apresentada. Seja com vídeos, livros, música, e, no caso em que participo, posts/blogs. (A mostrar-me importante, olhem esta...).

A frase para essa ideologia apresenta-se assim: Ler é escrever o que já está escrito.

Passo à reflexão; Ao se observar a criação de alguém, aquela ideia irá ser absorvida para o nosso centro criativo. Ao se ler revela-se em nós uma reflexão sobre o tema, e, posteriormente, a nossa ação com ela. Ou seja, não repetimos o que está feito, mas utilizamos a nosso favor a criatividade dos outros para «revelar» a nossa. Pois poderia nem nos vir à cabeça algo do género que nos foi apresentado, e depois de o possuirmos lá criamos o nosso meio de expressar aquele tema, ou uma nova forma, seja ela mais crítica, humorista ou negra.

Somos todos consumidores de criatividade.

E afirmo-o piamente. Ninguém tem ideias sozinhos, quero dizer, as ideias podem até partir de nós, mas foi o nosso meio que nos influenciou para a idealizar. Todos os artistas, músicos, pintores, escritores, têm os seus ídolos em que se basearam para retirar deles a motivação, o estilo, a moda, e aplica-lá na sua obra. Faz-se isto como homenagem, como tributo. Aliás, desta forma, a arte do artista posterior irá ser transmitida para novas gerações por pessoas que delas retiraram o seu gosto e paixão.

É quase imortalizar o seu feito, não pelo feito em si, ou pelos seus descendentes (do criador), mas pelos seus seguidores! (Claro que o feito em si é obrigatório, mas penso que compreenderam o que quis apresentar).

E isso remete finalmente para o meu caso.

Eu gosto muito de ler! E, apesar de não ler tantos livros como gostaria (não por preguiça, é que não os tenho mesmo...) vagueio na Internet por conteúdos de outros criadores.

Observo grandes temas a serem abordados de formas excelentes pelos seus grandes criadores, e eu sinto-me tão pequeno a olhar para tanta cultura e eloquência apresentada, seja em forma de humor (a minha preferência) seja ela mais séria.

Muitos temas vejo descritos tão bem que apesar de até ter fundamentos para os apresentar, nunca seriam tão completos como os que já vi expostos.

E não, não sinto inveja, até por que me divirto muito com tanto conteúdo com qualidade que anda por aí. Só sinto vontade de aprender mais e focar-me onde realmente sinto que consigo «revelar» melhor a criatividade que apresento e em que tema.

E com isto só quero transmitir que, sim, sou muito pequeno. Mas assim fomos todos quando cá viemos. Músicos que trabalharam muito para transmitir a sua arte aos seus ouvintes, e surgir bandas maravilhosas como Iron Maiden, Disneyland after Dark (D-A-D), Scorpions, Bon Jovi (...) Mas o que é isto agora? Enfim. (Só queria mesmo vos dizer o que eu quero referir quando digo a palavra música). Escritores que, com as suas qualidades ao utilizar estas coisas maravilhosas que são as letras e criar obras relevantes para o mundo inteiro. Pintores que, com as formas extravagantes de observar o mundo criam obras magnificas... Todos fomos pequenos. É por isso que os bebés não são muito grandes quando nascem, vão crescendo e desenvolvendo-se nesta vida mostrando e absorvendo as qualidades do mundo que ele decidiu adquirir para si (sim eu sei, é por outra razão que nascem pequenos, mas não me estraguem a fantasia).

Isto para mostrar que, pequeno ou não, sou eu que aqui estou. Também aproveito este espaço seja como os grandes ou como os pequenos. Se quem alcançou o topo lá se encontra, é que o seu conteúdo e as suas qualidades o mantiveram lá. E isso é de prezar, porque, quem sabe um dia, conseguiremos nós limpar as botas a essa gente!

Epá... Não é nesse conceito, não sou adepto de violência. Queria dizer que um dia poderemos chegar lá perto (ultrapassar quem sabe), ah esqueçam, (ou esqueço eu) escrever piadas não é para mim. Veem? Siga procurar outro caminho!

Se cobiçasse os outros pelas suas qualidades então que andaria cá eu a fazer com tanta gente com melhores vidas que a minha, deixar de viver porque não vale a pena e outros já o fazem melhor?