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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

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07.Fev.18

O galo dos meus sonhos

Depois de um dia, à noitinha, quando já a vista pesa e o abraço quente da nossa cama já nos é tão desejado assim como o novo sonho que nos acompanhará naquela noite.

Eu gosto muito de sonhar. Acordado não faço outra coisa. Ando pelas ruas imaginando tudo menos o que realmente se encontra. Oiço o vento suspirar poesia, a estrada a contar o seu caminho, as histórias que por lá passaram... Agora a dormir? A dormir nem me lembro de adormecer, já fecho os olhos abrindo-os no dia seguinte.

Mas mais grave que isso ainda é a minha insónia. Só acredito adormecer bem (digamos assim), quando estou mesmo estafado, assim lá a mente me deixa descansar e não me enche de inutilidades, (pelo menos naquela altura assim se revelam).

Já fiz várias estratégias para adormecer e então presenciar o meu desejado sonho. Uma delas, que todos já estamos familiarizados, é o de contar ovelhinhas. Mas nunca compreendi muito bem como é que isso funciona. Será da monotonia de o fazer? Se for o caso ando a fazê-lo mal estes anos todos. É que sabem? Eu contava umas quantas ovelhas a saltar uma vedação, contava; mas lá de vês em quando uma tropeçava, ora outra caía-lhe em cima ou um cão vinha variado a correr atrás delas, ou já até vacas andavam a saltar o corral (e isso quando o faziam, as vezes que não tive que concertar aquilo de tanta preguiçosa que simplesmente se limitou a ir contra e não por cima...). Pois.

Também é quando falo comigo. Mas mesmo a sério, pois deitado tenho longas conversas para mim sobre temas do dia, (e temas da noite... hahaha sou muito engraçado... eu sei). Mas quando o faço, não são sonhos. É quase como se quem eu estivesse a falar não me deixa-se ir. Sabem o exemplo de estarem atrasados para algo? (Nem que seja para ir à casa de banho, mas aí não podem realmente «chegar atrasados», se é que me entendem). E aquela pessoa chata nunca nos larga e lá ficamos a conversar? Pois é, vou a ver as horas e já é tardíssimo! Lá o mando embora e tento pensar só em dormir.

- Vá pá! Adormece que daqui a pouco já não vale a pena! (Eu)

Lá me reviro mais umas quantas vezes na cama. Lá ajeito a almofada pela trigésima vez. Conto mais umas quantas cabritas a subir montes (definitivamente ando muito criativo neste processo de adormecer...) E, quando dou por mim, (ou não), estou a dormir!

É então que vejo o sol a iluminar aquele espaço todo, oiço as janelas das casas a abrir, e lá está ele... Aquele desgraçado a fazer barulho... É o galo dos meus sonhos!

 

Ah... Mais uma noite sem sucesso...

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