Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

25.Nov.18

O meu lugar

Diversas vezes me questiono onde pertenço. Onde faço falta. Mas onde pertenço ainda não sei, e sou eu de quem falta sinto, não o contrário.

São raras as vezes que o faço, que penso em ti. O que o faz doloroso é o começo ser interminável. Imagino a minha solidão com companhia. Só eu e tu onde quer que o sol brilhe ou a lua ilumine.

Finge a minha mente os teus abraços, os teus lábios nos meus. Ilude-se o meu corpo de os sentir, os meus olhos de te ver. Mas tudo isso sei que não é real. Ao meu lado sei que não estás, à distância sei que não te encontras.

Mas como disso sei, também o deves questionar.

Não aprendi a amar (não se ensina nas escolas ou lê-se em livros), nem sentir o faço da forma que gostaria. Mas é a forma como assim se revela. É um sentimento que não altero, que o demonstro como assim se originou. Por ser (m)eu não sei se não (m)o queres... Mas ofereço-te a ti.

Nunca foi fácil para agora se mostrar dessa forma. Mas também nunca foi o desafio que se opôs entre nós. Se foi coisa do destino, não o acredito. Se foi coisa nossa, então que se dane e de novo se faça! A minha criança chora, como quando uma mãe não compra aquele brinquedo que se encontra nas montras, fazendo os olhos brilhar com o reflexo do vidro.

Assim brilham os meus olhos (de lágrimas), ao olhar para ti. Não que sejas um brinquedo (e muito menos meu), mas onde se deposita o amor e o carinho que se tem assim como nele.

Nunca pensei no fim. Mas para ser sincero, nunca realmente começou. A minha procura é insensata, as minhas escolhas descendentes dela... Ah! Se soubesse amar!

Se o fizesse tinha-te a ti no meu colo, partilhando caricias, trocando beijos... Tinha-te sempre presente sem a dor de pensar em ti, mas a paixão que o meu ser consegue apresentar.

Viveria-mos longe de tudo porque tudo éramos nós dois. Faríamos assim a vida. Imagino um grande lago rodeado das mais altas árvores para nem os céus nos olharem, um pequeno trilho que nos guiaria para a nossa pequena casa com o seu grande alpendre onde dormiria o nosso cão (que sim, tínhamos que ter um!), de vista só queria mesmo os teus olhos, os teus cabelos, o teu sorriso. Queria-te comigo, presente e na mente. Em ambos não queria pensar com dor, não queria te ver com lágrimas se não das mais puras de felicidade.

Faríamos longas caminhadas, saltando e cantarolado com os animais que connosco seguiriam. Viveríamos rodeados da natureza, da beleza dela e longe de todas as coisas artificiais, porque contigo só o mais puro e verdadeiro.

Abdicava de mim para me oferecer a ti. Pois a minha mente noutra coisa não vive se não contigo e em ti. E que fosses o meu pequeno diário onde tudo te contava, do menos ao mais profundo. E que de ti ouviria tudo! E juntos viveríamos, sozinhos e connosco, porque um são dois e dois são um.

O meu lugar é ao teu lado.