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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

29.Jan.18

O meu mundo

Quando começo é sempre difícil. Apresenta-se assim porque uma folha em branco intimida o mais escuro dos pensamentos (e eu como ainda não comprei uma lamparina nova para esta coisa, anda isto tudo às escuras!).

É como se diz (ou digo eu, sei lá): O que tu foste, és, e serás sempre. Com isto sei que cá dentro, (ainda) se encontram muitas, se não todas as questões que sempre perturbaram-me e que sempre se revelaram a fonte do meu ser.

Eu não mudei. Aliás, é por conhecer (mesmo que pouco) o que o faço de mim, que sei que ainda sou eu e não outra pessoa que aqui está.

Gostava eu de mudar. Quem não? Mas, infeliz ou felizmente, não o fazemos. Se tal ocorresse então não seriamos nós aqui, mas sim uma das centenas (se não milhares) de pessoas que desejávamos ser. A cobiça pela vida do próximo adicionaria uns quantos (muitos) valores a essa centenária de gente.

Quando era mais novo confesso que, com a minha humildade, desejava coisas. Mas de outros? Devem-se perguntar vocês... (Ou não, mas agora sei que pensaram nisso), não.

Não de outros porque o que sempre quis nunca vi ninguém ter. Queria-me a mim! Queria ser eu. Sonhava alto como seria a minha vida. Mas por mais alto que o fizesse, ainda não se inventaram os sonhos reais. (Olha aí novas empresas! Estou pronto para investir nisso!)

As minhas ambições ou incluíam todos ou ninguém. Pois a maior de todas, (que acredito todos o termos feito) era ter um mundo só meu. Se não estivesse só, então que ele me satisfizesse.

E sim, escrevo no passado. Pois como cheguei à conclusão que eu seria sempre a minha pessoa. Por mais que fizesse eu estava sempre presente. Claro que se me comparar hoje há cinco anos atrás (sinceramente nem o conseguiria fazer, não me lembro nem do que comi hoje ao almoço): não «sou o mesmo». E assim porque o que ‘’mudou’’, simplesmente se pode apelidar de adaptação.

Não visionamos o mundo com outros olhos, mas sim fazemo-lo de outra forma. Então assim também é com a nossa maneira de ser. Somos nós, adaptando-nos ao mundo.

E assim cheguei também à conclusão que o mundo ele não mudará. Será e é este onde eu vivo. Mais nenhum, nem com mais ou menos cor! Então o mundo que queria, foi-me oferecido, e, como não estou só nele, parto para o plano B.

Um mundo que me satisfaça. Mas se eu não viver nele, nem na etiqueta, nem na passagem de créditos (aqueles nomes em letras pequeninas) estaria lá eu! Então está na hora.

Está na altura de começar! Enquanto por aqui andar, ainda deixo rasto no chão que piso (por falar nisso tenho que ir ainda lavar o chão), e isso mostra (que tenho o chão todo sujo!) – Não calma.... Foco! – mostra que a minha presença sou eu que a faço. Se parar de caminhar, e os meus feitos, a criação do meu mundo não seguir processo, então que ando cá a fazer?

 

Ah! Lembrei... Almocei febras com esparguete.