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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

17.Nov.18

Perdição

Explicai-me, seguidor de fortunas, na vida em que pregas bela,

Onde te encontras?

Que vida prometes, àqueles que te seguem, quando derramas o sangue do cordeiro

Que sacrificas, manchando a terra com o primeiro sangue inocente, da vindoura guerra?

 

Ajoelham-se perante ti, com o chamamento que clamaste de Deus!

As chamas das velas agitam-se, a cada brandido de voz,

Os sinos tilintam, a cada morte que escreves...

E o Senhor chora... Pois não foi isto a que ele chamou de homem.

 

Silencias a plateia, erguendo o braço ornado, e pregas a seita

Segurando a cruz que apelidas bela.

Rezam todos em silêncio, pedindo cada homem o seu desejo,

E quando se erguem, quais novos seres, equipam-se para a guerra.

 

Esperaste, no teu trono dourado, a notícia de vitoria ou fracasso,

Qual governante da vida alheia, qual Deus manipulador querendo riqueza.

Ouves os gritos das mulheres, e chegando-se a ti, na capela,

Pedem descanso às almas que enviaste para a guerra...

 

Acenas, de ato encenado e aperfeiçoado, e limpas as lágrimas das donzelas

Prometendo-lhes aos maridos vida eterna, depois dos portões do céu.

Quando na terra, ostentando a mitra que te protege,

Carrega o homem aço, espada lança e escudo, para reclamar a terra que queres...

 

Tudo pelo bem maior, Deus! Ainda proclamas...

Mas passeias pelos jardins de mosteiros, carregando a cruz que não te cansas,

Essa que lhe vais sentindo o peso, mas que a levantas com a ignorância

Daquele que jurou fidelidade ao salvador, e que tem sempre esperança.

 

Quando não existe respeito pelo homem,

Amar a Deus sobre todas as coisas

É só a forma com que silenciam mais uma boca,

Com que fazem retornar mais uma lança para a batalha,

Pois é mais um a Vos idolatrar!

 

Pergunto-vos, homens aficionados,

Carregarão mais longe a cruz que levam no peito

Que o próprio coração?