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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

22.Set.18

Prisioneiro da liberdade

Os ventos contorcem-se e brigam

Qual tornado devastador

Que me atormenta a alma.

 

Não se corre mais atrás do vento,

Não se vive mais a sua brisa fresca.

O vento é agora nosso inimigo

Pois é visão de liberdade e essa não existe.

Os tempos de infância perderam-se...

 

Chama-se hoje viver segurar num leme

E seguir a corrente...

Aprumar as velas a favor do vento e velar.

 

E eu? Que neste tornado me encontro, sigo-te

Oh imparável? 

Mesmo que quisesse, nunca segurei num leme,

Nunca me lancei ao mar... E tu, vento,

Sempre te admirei e nunca te quis controlar.

 

Fui no teu encanto, que para ser livre bastava ser.

E o resto, tudo correntes, prisões para não me deixar viver.

Não, vento, não são prisões, nem correntes alguma vez senti.

Isso sinto em ti! Que de tanta liberdade, não posso sequer um bocadinho agarrar!

Nem te ver consigo, pois em lado nenhum estás, estando em todo o lado!

 

Aprisionas-te-me, e eu deixei. 

Corri ao teu lado mas hoje chegaste onde eu nunca poderei alcançar...

Perdi-te, brisa minha, já não sou livre nem sou nada

Pois corri sempre, e em lado nenhum fiz lar.

 

 

 

 

 

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