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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

23.Dez.17

Quem lê a história do passado é o contador da do futuro.

Numa folha em branco se escreveu inúmeras histórias, numa folha em preto foram delas lidas e a folha onde ficam as histórias depois de escritas e lidas é naquela que as ouviu.

Esta composta de incertezas, de rabiscos, mutável à e na sua composição. Não podemos considerá-la frágil, ou noutro caso, mentirosa, podendo até o ser sem saber da mentira nem da verdade. É sim, em todos os casos em que esta o foi e será, a folha do leitor.

Escreveu-se no branco onde nada outrora escrito se encontrava, onde a imaginação eram os contos, a ambição o projeto e os feitos dos homens a história. A vida (ela mesma) era a história, os escritores dela (da vida) eram os contadores, por assim dizer, de ambas (da história da sua vida). A sabedoria veio do ato do conhecer, do estudar, do aprender com o realizado. Numa folha preta fora dela lida, refeita, borrada e ignorada.

Não se conhece a história que conhecemos sem rivalidades, sem oposições, sem sangue. A mão do escritor reflete o passo da história, as suas ideologias, cultura e religiões, e, por não ser um único (escritor), também não o é assim, a história apresentada.

Com o conhecimento semeado pelos ancestrais e a ser colhido pelos seus descendentes, o ‘’fruto’’ em si não tem raízes fortes por mais antigas que sejam se forem colhidas e o seu propósito for desfeito todas as vezes que é replantado.

Acelera-se o passo, a história apressasse, o fruto não amadurece.

A folha que prevalece, a folha do leitor, se torna cinzenta, pois é lida e escrita ao existir. A mente lê e escreve seu. Se sobrevalorizamos a nossa capacidade, e do escrito não lemos mas escrevemos, então os erros outrora realizados não estarão presentes na nova folha criada, assim como não está presente a sua solução. ‘’Quem não conhece os erros do passado está destinado a tê-los no futuro’’.