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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

28.Jan.18

S.T.O.P

Já me perguntei diversas vezes sobre muitas coisas. Normalmente as respostas são sempre muito lamechas ou divergentes, mas quase sempre negativas.

Não sei mesmo de onde toda esta minha negatividade tem partido. Que fiz eu para ser tão exigente que chego a não ser nada? Pelo receio recuo. Não realizo, pois se o fizer não será bem feito. Sinto que se não acontecer, não deveria forçar o acontecimento. Quando realmente me sinto capaz de fazer algo pela minha pessoa, retraio-me. Imagino a minha ação a não causar um impacto (ou O impacto) que gostaria. Que diferença fará ao mundo a minha presença? Porque farei eu o que faço se no final nem para mim o é?

Por ter fim, o inicio nunca é saudável. Nunca é desejado. Bem... desejado ele até é, mas por se revelar o começo no final encontra-se ele mesmo, o fim.

Como fui (e sou) ignorante todo o tempo, nunca parei realmente para observa-lo. O tempo também está lá. Acompanhou todo o passado, e vê agora o resultado dele - (prevendo já o futuro).  Que razão tem ele então para oferecer? Também ele existe, não para si, mas para os outros. Quando é que o tempo para para dizer: isto fui eu que fiz, gostaram? Ele nem para de todo. Assim como nós. Apesar de não possuirmos a longevidade dele, (para quê sofrer mais também, não é?) somos muito semelhantes.

A nossa vida é como o passado para os vindouros. As nossas ações são o realizado do futuro - (criamos (n)o passado para o futuro possuir a criação) - então de facto realmente não possuímos nada nosso. Do tempo o é, ou com ele fica já que por não se revelar do seu autor ainda temos aquela coisa dos créditos. Muitos feitos conhecidos estão com o tempo, mas mesmo assim conhecemos os seus realizadores. Estudamos até alguns com o maior gosto e satisfação nas escolas (pois não!).

Mas daí há sempre aquela. Farei algo grandioso para lá chegar? Mas por que raios é que quero lá chegar afinal? Talvez sonhos de criança, mas como não se o é sempre, (afinal o tempo lá fica com alguma coisa) também os sonhos cá não ficam eternamente.

Hoje, (porque amanhã já vos poderia estar a mentir) não ambiciono. Mas mesmo em nada. As grandiosidades nunca foram muito a haver com a minha personalidade. Aliás, descrevi lá em cima que nunca me atrevi a fazer algo que 'arriscara' o destino.

Hoje, (porque amanhã já estarei decidido) só me aparento com uma questão. Perguntei a várias pessoas, (pelo menos às mais próximas), se esta minha pequena atrevidez faria sentido. Se faria parte de mim. Nunca fui de me exibir. Não o sou hoje (não, amanhã esta ainda estará correta) e isto de divulgar os meus textos foi algo que, para mim, achei muito ambicioso (ou sede de ambicionar) na altura. Mas, mesmo a modéstia sendo poderosa, ainda refleti nas respostas.

Alguém disse (que não me recordo já do nome), que sim! Escrever é bom, continua que chegarás longe!

Outro afirmou, não te rales com isso. Se achas que não és capaz de fazer deixa-te estar quieto.

Eu continuava, (outrem). Penso que é algo positivo, que te levará a lugares que outrora não conhecias. Não desistas, porque sim, um dia quem sabe também serás tão grande como os grandes!

(Já são muitos para me lembrar dos nomes), mas hoje em dia achas que vais a algum lado a escrever? Ainda se fosse um guião para um filme. Arranja outra coisa para fazer!

(É que são muitos e já estou cansado de os escrever, imaginem se me lembra-se do nome desta gente toda!), escreve, o pouco ou muito é teu. (Ainda poderei convidar este para sair, direto ao ponto! Espero que seja do sexo feminino)

Último (pelo menos assim eu o faço), é assim, eu não tenho grande jeito para isso, também não leio muito é verdade, mas se achas que vale a pena, porque não?

Bem! Já chega... Sim, entre isto continua por aí além até chegar a um veredicto: CHEGA!

Esta gentinha toda cá dentro da minha cabeça dá cabo de mim. Ora não faço com receio, e nunca descubro se valia a pena ter arriscado. Ora agora que decido criar um espaço pessoal numa propriedade tudo menos privada, com todo este brilho nos olhos ao finalmente revelar-se (aos poucos..) os meus feitos, e que no entanto metade dos questionados ainda se revelam ou pouco importados ou reprimindo este meu ato.

Já nem sei! Chega de ouvir esta gente toda! A partir de agora vou me ouvir a mim, (e talvez aquela sexy que falou daquele jeito para mim, que sim.. ainda estou na esperança de ser do sexo feminino).

É tempo de parar! Não que se pare o tempo, ou que pare eu nele. Mas que as palavras continuem honestas, expostas pela minha mão! E se tiver que parar um dia de escrever, espero não estar a vive-lo, porque se o fiz por ter ouvido alguma daquelas vozinhas, então falhei.

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