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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

08.Abr.20

Saligia

Cozida a paixão no ventre

Vagueiam ostentando as barrigas,

Enfardando-se daquilo em que rejubilam

Sem tento ou direito!

 

Para quem não enche a pança

Carrega o peso nas algibeiras.

Haverá mais poder do que aquele que um homem pode comprar?

Há, um mais rico, quiçá.

 

Quanto desejo lhes corre nas veias

Cobiçando a vida, dinheiro e terreno

Do vizinho, dos senhores

E do próprio Deus, vejam!

 

Banqueteando-se em meretrizes, 

Prometem-lhes o luxo da vida

Sussurrado sem receios aos seus ouvidos

Por um luar de mil luas!

 

Quantos turbilhões assombram a alma

Dos depravados, pobres de espírito 

E selvagens?! Sentem a ira cravada no peito e de arma

A própria forquilha do diabo!

 

Pois os há quem consegue alcançar um trono divino

Governando aqueles que o erguem

Como a peças num jogo macabro

Onde o sacrificado é sempre em benefício de si, el Rei titulado.

 

E os há quem esgotam o tempo apenas vivendo.

Erguem-se muros, explora-se a arte, nascem civilizações

E nada mais fizeram que ficar esperando.

Pois como se chamam? Eles mesmo esqueceram e o nome enterraram.

 

Sete, são em quantos o homem peca.

E eu cá morro, lentamente e de forma aguda... 

Tudo por gostar de ti.

Que pecado tão grande é amar!