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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

24.Nov.18

Sangue

Encontro-me em jardins esquecidos,

Emaranhando-me entre ervas e espinhos

Sujando as botas de lama e salpicando a rosa que levo branca

Encostada ao peito,

Ouvindo-me pulsar ao abraçar-me o coração.

 

Os trilhos por onde caminho apresentam-se abandonados,

Os canteiros circundantes tombados, as flores transparentes, sem cores...

Prevaleceu o selvagem, onde habitara outrora alguém muito próximo

A quem hoje me escuta. 

- Irei levar-te a casa!

 

Não te conheceria, flor minha, se não me tivesses sido oferecida.

És de um branco que não via, pois cego vivia

Esta minha vida, que começo agora a me arrepender.

O teu caule verde vivo, esperando encontrar o solo que te chama,

As tuas pétalas branco puro, como a ternura das folhas que em si recitam poesia.

 

Ah, vida... Que sempre quis dizer minha,

Onde estavas quando por ti perguntei?

Ignoraste-me o chamamento, tornando-te nómada em pensamentos,

Bárbara em relações...

Morta, por momentos...

 

Anda daí, minha rosa, estamos perto

De te encontrar um lar!

Tudo aqui são roseiras sem flor,

São canteiros sem amor,

São passados que não viram a luz do sol...

 

Bem, chegou o momento, minha pequena,

Aquele que por tanto tu e eu anseia!

Dormirei aqui contigo, pois não te abandonarei,

Mas serás a única que me terá por dentro...

Toma, faz-te vermelha com o sangue que te ofereço

E utiliza-o como semente, da vida que faremos!

 

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