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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

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08.Set.18

Saudade

Percorro caminhos que outrora conheci.

Não são eles ilusões, mas lembranças,

Recordações que tive por ti.

 

Da minha estante parto sempre do inicio,

Revivendo a história no seu princípio.

São os livros antigos os mais lidos,

E o pó que surge nos novos, fica e perdura...

 

Não há tempo num dia para ler uma vida...

 

Já páginas gastas leio,

A tinta, outrora límpida, borrada se apresenta,

O perfume das páginas se dissipa

E eu, escrevo no passado o que queria que tivesse acontecido

Nesses espaços em branco que a tinta deixa...

 

 

 

 

 

 

 

8 comentários

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    Francisco 08.09.2018 19:27

    Os sentimentos têm significados... Quem os criou não era humano. 
    Não se sente da mesma forma, nem palavras surgem com a mesma intensidade, mas a língua, a escrita crua, essa é tão negra, pois nada sabe de quem a usa.


    Novamente, escrevi este poema em base no que apresentaste hoje no teu cantinho... Com a minha falta de talento para com as palavras, dizendo as mesmas já tão gastas... Mas eu tão cru também me vejo como as palavras... Atribuo-lhes peso, dou-lhes significados... Mas cá dentro é um rio de tinta, ao pensar nele um mar vasto... E eu, quem vagarosamente aprendo onde navegar.


    Aprendo contigo... Que as palavras são mais que elas. Tanto as escrevi negras que já pouco sabia que luz também ofereciam. Não as peso para mim mesmo, por vezes derramo tudo deste meu rio, e perdido sempre fico. Ele corre, e ao mar vai ter... Mas esta abundância de tinta está longe de toda me pertencer.


    Obrigado!
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    Rita PN 08.09.2018 20:31

    Não era Humano, pois se o fosse sabia o quanto alguns pesam e o quanto outros nos elevam demasiado vacina das nuvens. 
    Se fosse Humano, saberia o quão difícil é viver equilibrado entre um sentimento e outro. 


    Eu percebi que havia  bocadinho do meu post aí... aliás, um bocadinho de um sentimento semelhante. Mas o que me espantou foi ver uma história conhecida aí retratada, nas tuas palavras. 


    Oh! Comigo? Não aprendeste nada comigo, talvez só tenhas relembrado :) Quem sou eu para te ensinar...
    Escreve sempre o rio que te faz transbordar, para mais calmo chegar ao mar. Há sempre alguém ou alguma coisa que te espera na foz! Deixa correção tinta. Deixa que a tinta ofereça luz! Deixa-te ser :) 


    Obrigada por tudo! 
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    Francisco 08.09.2018 21:06

    As histórias que conto, de mim mesmo, embelezo-as, seja em amor ou sofrimento... Sim, pois mesmo o sofrimento pode ser belo.


    A minha saudade é muito diferente da que sentes, pelo pouco que dela sei. Pois a minha é do que não aconteceu, e que poderia ter feito... Os incentivos que recebi para essas escolhas percorrer, e a minha mente a se enterrar nela mesma, ignorando fosse amor fosse o que fosse... Dizia sempre que não era meu...


    Mas nessa altura estava preenchido do mais negro eu... De tão grande (se) amor o foi, ele não queria eu corromper-lhe, e por isso me afastei. Hoje não lhe consigo agarrar, na memória nada chegou a ser, e assim nada chegou a ficar... São as folhas do meu passado muitas delas em branco, essas que de vês em quando me perco a desenhar.


    E se negar que nada aprendi contigo, então nada hoje sei, porque sozinho o mundo seria diferente, e não este que oiço falar, cheio de brilho e um vasto mar onde nele posso navegar!
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    Rita PN 08.09.2018 21:32

    Ao embelezares a tua história também te embelezar a ti. E quem sabe, esse embelezar não seja um traço do real? Aquele real que só vemos um tempo depois... 


    Eu entendo bem essa saudade. Eu expresso muitas vezes a saudade do que ainda não vivi. Florbela Espanca tem também um poema que o retrata. 


    Queres que te diga uma coisa, aqui deste lado? Pela forma como te expressasse eu digo que foi amor. E digo-te mais, se te considerava negro e a pessoa ficou e tentou dar o seu melhor, mesmo contra a maré (e sabendo eu o que é estar nessa pele) é porque era igualmente amor. 
    E se aceitares um conselho meu, que ninguém sou para to dar, talvez valha a pena perceber que ficou alguma coisa, embora digas que não. Ficou muito nessas páginas. Ficou tudo. E nessa história vejo mais uma vez a minha...  impressionante o quão semelhante é... 
    Do que não foi na altura, por circunstâncias que só tu saberás, pode ainda brotar o que tentaste arrancar da terra. Não precisas de agarrar, basta chegares mais perto. Encostares o teu silêncio no outro. E fazeres-te sentir ali. Tudo naturalmente se acerta. 
    Tu mesmo reconhecer que te foram dados incentivos e que foste tu quem não soube prosseguir. Isso é meio caminho andado para reconhecer o que esteve mal do nosso lado e corrigir. Só acho que isso nunca deve ser impedimento para pedir perdão e/ou recomeçar. 
    Foi amor Francisco. E arriscaria.... ainda o é.... 
    Opá... Fizeste-me chorar!!! Que vergonha!!! Nem sei como agradecer o que me dizes. Sabes aquele sentimento de gratidão por fazeres o mundo de alguém ser melhor porque tu existes (e mesmo assim eu pouco ou nada faço)? É o que sinto ao ler o que expressas. Obrigada de coração. Não sei agradecer isso tudo... Só sinto. Aceita um abraço!
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    Francisco 08.09.2018 22:18

    Ao embelezar a minha história estou a mentir. Mas se não o fizesse nem história havia... 


    Acredito que chegará um dia. E mal nunca fiquei com ninguém - isso não me pertencia, e hoje sei que não me pertence mesmo. Não haverá desculpas pelo mal não cometido, e nisso nunca me descuidei. Se a vir, é com um sorriso o cumprimento, pois nada mais que isso deixei ser - mas também não será menos, pois nenhum mal o fiz para merecer, nem o contrário.
    Hoje «não a conheço»... Mas hoje nem a mim o faço. Talvez um dia seja diferente, para quem esse sentimento se faça...


    E fazeres-me escrever assim... Sobre o que digo... Não sei porque não sou eu a chorar, de tudo isto que sinto!
    Viveremos neste agradecimento mútuo, pois tanto sim me ensinas, e tanto valor dou eu a esse ensinamento!
    Aceito sim! Um abraço :)
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    Rita PN 08.09.2018 23:15

    Dos sentimentos só tu podes saber. E acredito que nunca tenhas agido por mal. O que eu queria dizer é que o teu afastamento pode ter magoado a outra parte, mesmo sem a tua intenção. Mas pode ter magoado muito. Tudo depende do que o peito da pessoa acolhia. Digo isto, porque a mim devastou... embora o meu caso implique outras complexidades... e não "apenas" um afastamento por escuridão. 
    Da forma como falas, arriscaria dizer que a pessoa te fez bem. Falas com carinho, ou melhor, demonstras na forma como conjugmaste as palavras com os sentimentos. 


    Não entendi o "não a conheço"... 


    Ehehehe chorar também é coisa de homem! Se tiveres que chorar chora :) Limpa! Faz bem, nós momentos certos. Eu sou muito chorona ehehehe 
    Viver num agradecimento mútuo é das coisas mais bonitas da vida. Obrigada por partilhares comigo. Obrigada por me permitires ensinar e aprender. 


    :)  
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    Francisco 08.09.2018 23:29

    «Não a conheço» porque as pessoas mudam... E pouca (nenhuma) é agora a minha interação com ela. (já muitos anos passaram, e as distâncias (físicas e as outras) se aumentaram).

    Para ser sincero passei este ano ''isolado''. Os dias, reparei eu, passam... O que nos perturba, achei engraçado, desvanece...  E isso não sabia. Pensava que nos corroíam por dentro, sempre, mas não... Eles somem-se, e nunca me senti mais leve.
    Precisava deste tempo (todo!) para mim. Fez-me bem.  Um ano 'sozinho' aconchegou-me, pois não sabia nem o meu nome.
    Estou neste momento a fazer pelo futuro, escolhendo algo que me sinta eu mesmo. 
    Já o tempo aprendi a apreciar, e sei-o lento. Quando algo que realmente me faça sorrir, um dia, sei-o eu que me pertence!


    Eu não escondo as lágrimas... Hehe. Mas as minhas são misteriosas à sua maneira. Quando as vejo derramadas não sei o que sinto, talvez me limpem mesmo por dentro... Fizesse-o eu com mais frequência...


    Um beijinho :)
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