Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

23.Dez.17

Se eu fosse eu...

Se a vida nos dá limões fazemos limonada. E se formos intolerantes à sua acidez? Aplicaremos este conceito com outras frutas? Trocaremos assim o famoso fruto da famosa deixa por algo que nos agrade mais? Mudaríamos então a rotação do planeta, trocaríamos a cor azul do céu, os sentidos do vento, porque o que é o normal não é o nos que agrada? Nunca foi o que queríamos no fim de tudo...

Se olharmos onde estamos não seria onde queríamos estar. Se repararmos no que estamos a fazer não seria o que tínhamos em mente. Se pensarmos, não é então o nosso pensamento pouco mais se ainda o é da nossa mente.

Ninguém pensa por si, não o conseguimos fazer mesmo que tentássemos muito. Ou seriamos nós livres do nosso pensamento, ou seriamos só nós.

Sermos nós livres do pensamento como se fosse ele só nosso. Não o é. Não conseguimos que seja pois pensamos não só por nós mas também pelos outros. Nada do que nos vem à mente foi da nossa pureza, se é que também temos disso.

Como pode ser puro, original, se não é nosso? Como podemos ser únicos se nem nós mesmo o somos? Somos únicos porque as nossas misturas são diferentes das misturas dos outros? Continuamos a ser todos iguais e todos diferentes, mas nunca nós. Nunca o eu.

Sermos só nós como se o mundo fosse nosso (utilizando o famoso termo inglês), me myself and i. Será então essa a solução? Vivermos nós no mundo livres, com nada sendo nós tudo. O que é termos algo em nada? Seria então o que queríamos, fazê-lo nosso, imagina-lo assim, puro, só nosso e de mais ninguém. Seria um grande campo, não verdejante mas da cor que o queríamos ter pois esse era nosso e de mais ninguém. Seria ouvir o vento nas árvores, olhar para o céu tão puro, tão alcançável pois até esse era nosso e de mais ninguém. Conheceríamos assim a nossa pessoa, a mais importante que vive que somos nós (apesar de tudo). Seriamos nós...

O que é então termos algo em nada? Será então termos tudo sem ninguém.