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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

16.Set.18

Sei lá eu...

Hoje só cá estou eu. Sem histórias, poemas, rodeios ou devaneios... Eu, e tudo o que isso implica.

Não sei porquê, mas nunca penso nisto... Que eu também escrevo e não apenas as criaturas que crio, sendo elas um refugio do meu eu verdadeiro. Se essas são apedrejadas, não lhes sinto a dor, pois elas já não sou eu... (Fez sentido?). Mas também não são assim tão afastadas, pois no final retornam onde sempre pertenceram. Talvez adio o que sinto, na altura que o sinto, pois não estou lá eu e sim um outro qualquer que decidiu tomar controlo... Ao fim do dia (sendo lá esse que dia for mesmo aquele que não chega) absorvo essa dor, esse amor (ainda me questiono se sinto isso) do «momento» (que já não o é).

E perguntam-se, desse lado - Gostas de viver no passado? A resposta é não. Mas isso sou eu a dar a resposta. O que vai cá dentro é totalmente diferente...

 

Bem, porquê (ou para quê) esta conversa? Ainda por cima comigo mesmo, como se eu ainda não percebesse que foi assim que tudo começou, esta correria cá dentro! Olhem, é um desabafo que nunca tive com alguém. Elucidaram-me dele. Disseram-me o que tinha cá dentro, mas, como mais longe não fui, desenrolo-me aqui o que tanto me aperta, pois aqui também me apercebi que o aprendo! 

 

Nunca gostei de conversas, nunca me vi participar numa em que realmente tivesse gosto, e, naquelas em que o tema tomava proporções interessantes, abandonavam-se. Eu sei, há mais pessoas para se falar do que as que o tenho feito. Mas tão cansado fiquei na linha de partida, como acham que seria o meu estado, alcançando a meta? Já nada falaria, ou forças realmente teria para fazer algo mais que um tosco balbucio - Refiro-me a conversas sociais, ou num meio social (e não, por exemplo, aqui mesmo, no blogue... Pois de tanto não encontrar lá fora, que passo o meu tempo procurando por zonas como esta, que agradeço tanto por existirem!). E, num dia não tão distante assim do de hoje (em que publico este texto), tive uma conversa assim, frente a frente.

Não fui eu que a requisitei nem foi um pedido de ajuda meu, foi algo utilizado para me avaliar (o motivo é profissional). Não obstante, os pouquíssimos testes que fiz que me foram sujeitados, revelaram muito. (Apesar de não gostar de testes, pois provam apenas o que somos, «no maior instante», e não o que realmente somos, a cada momento).

Bem, para terem uma noção do nível da coisa... Tremi. Não de medo, mas nervos. O meu corpo agitava-se tanto, sei lá eu do quê, mas mentalmente estava calmo. Sabem, quando já tanto sabemos dizer, mas nunca realmente o dissemos? O meu corpo reconheceu-se estranho, àquele pensar da altura. Repudiava ele o conforto que eu aparentava, ao falar do que realmente queria/gostava. As palavras escritas não têm voz, e ele não ouve o que se diz. Quando sujeitos à presença da voz, amedrontou-se ele, que acredito que se não me pertencesse estaria encolhido, num canto, enquanto eu falava. Podem dizer, desse lado, que era nervosismo. Era. Mas só do corpo, acreditam nesta?

Foi-me dito que tenho um grande auto-controlo. E não é uma qualidade, não a que estão a pensar. No meu caso é mais um apaziguador de um defeito. Não ''pratico'' o defeito, mas tenho que o segurar, sempre. Como quem aperta forte algo para não lhe fugir - realmente não foge, mas estamos constantemente em pressão ao nisso segurar. E eu fico nisso.

 

Qualquer coisa me aconteceu depois. Novamente numa entrevista (seguimento da anterior), desta vez com três e não uma pessoa, adivinhem? Vocês são bons, hehe. Estava bem. (Não foi isso que pensaram? Bem, que apoio o vosso, aí desse lado... estou a brincar). É estranho, mas, primeiro mudei logo a mentalidade, ao entrar na sala. Fiz-me de alguém que iria participar numa reunião (fico contente por não ter reclamado o cargo nela, e sair-me com alguma totalmente fora da autoridade que tinha) e não numa entrevista. Depois, não sei se foi do ambiente ser mais leve sobre os assuntos desta, que se revelarem menos desconfortáveis (apesar de ser um apanhado da anterior), ou mesmo de estar perante de três homens, e não de uma mulher. Pode tudo ter a ver, sei lá eu... 

Mas, sendo agora um pouco mais específico, nessa última respondi mais do que expliquei (como disse, foi um seguimento à anterior), e o de não ter que ouvir coisas que nem sabia que me aconteciam (apesar de saber; sinto-as, apenas se tornam difíceis em se expressarem), pode me ter acalmado o corpo.

 

Também percorri a ideia de ao estar a falar de algo que me «fascina», e que ao responder com fervor às palavras que eu mesmo digo, ou que recebo acerca da mesma matéria, me tivessem apresentado esse ''nervosismo''. Não sei, mas não foi isso que me disseram, e sendo sincero não senti esse fervor, apesar de me sentir (apesar de num falso «diálogo», pois, como disse, estava a ser entrevistado, senti que quem ouvia estava a se mostrar ''interessado'' (apesar de não lhe escapar nada, as aspas foi porque sentia que havia algo mais que natural) satisfeito com o rumo da conversa, e o seu desfecho.

 

Mas é isto que queria dizer. É? Eu já não sei o que queria dizer, sei que disse isto... E isto ficou dito. Mas eu, em jeito de resumo, sempre me vi conversando assim... Sobre o fundo das coisas, sobre de como chegaram elas a esse fundo... Nestas duas, o assunto fui eu. Mas o que dava para ser sempre assim, com tudo!

 

Quem sabe, num dia com mais idade (eu e o dia...), saiba falar nessa forma, e que encontre alguém que me oiça e responda, pois sozinho... Sozinho chega! Pois sozinho só me afundo no profundo!