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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

07.Jan.18

Sem título

Títulos, nomes, alcunhas, tudo o que se conhece tem uma denominação; possui uma forma de reconhecimento quando é referido desse jeito. É apelidado para pertencer às coisas às quais nós pertencemos, ao mundo real, ou, ao mundo conhecido. Sobre o mundo real sabemos muito pouco, sabemos que está lá, «que é real», mas o que «está lá» concretamente é desconhecido ainda, e o que é realmente real, é a nossa ignorância sobre ele. Com o mundo conhecido é diferente, diferente porque é único (nos dois sentidos da palavra). Único de ser só um mundo conhecido, e único de ser um para cada individuo.

O mundo conhecido é então o nosso, mas o «nosso» mesmo – o meu (assim dizendo). Nele, é num estilo de mestres que o habitamos. Tudo o que faz parte dele é nosso, o conhecido dele (o que sabemos dele) é esse mundo inteiro! O mundo conhecido é o nosso mundo do conhecimento, ou brincando um pouco, é o nosso arquivo do conhecimento. É nele que vivemos, como se fosse a nossa memória (não que vivamos nela) mas como se fosse a mente (pensamento) se juntando à memória (pensar na memória – Aquela ideia de vivermos no passado umas quantas milésimas de segundo; fazendo assim a criação do nosso mundo, a mente utilizando a memória para viver). Assim, o ser habita num mundo gerado por ele, pela sua mente, e a memória é o que faz o mundo ‘’físico’’, ou habitável, conseguindo gerar então o mundo conhecido (que só o que conhecemos faz parte – a nossa memória).

A existência do mundo real é então a realidade, aquela que não conhecemos por não haver uma, ou por haver demasiadas. Então o mundo real é insignificante? Não! É o mais significativo, acabei de referir que é onde há mais realidades; o mundo real são todos os mundos conhecidos num! E é mesmo neste ponto onde vou abordar este texto, não na realidade ou na ficção, mas de como reflito em ambas.

Sempre que escrevo não emprego um título ou mesmo um tema. Por haver tanto no mundo real fico perdido, e querendo eu viver nele (em todos os mundos conhecidos) preciso, não só de alargar o meu mundo ao ponto de se tornar no real, mas conhecer tudo e todos os que pertencem aos seus mundos conhecidos. É impossível? Só existiu uma altura em que ambos os mundos eram um só, e nessa altura não havia mundo para haver, ou gente para nele viver... Então que quero eu dizer? Que não escrevo a pensar, porque se pensar estou a escrever sobre o meu mundo, e, querendo eu chegar ao real, e não podendo conhecer todos os mundos conhecidos, não vivo, e penso onde nada existe ainda e que poderia ser o real. Tento criar a minha realidade a partir do mundo conhecido que tenho (já que ele faz parte dela, não teria então melhor base que esta para começar). Isto não faço (nem consigo) sozinho, porque se escrever sobre a realidade só conhecendo a minha (o meu mundo conhecido) apenas irei repetir o que já está escrito. Faço-o com todos os que conheço, todos os mundos conhecidos, todas as opiniões, todas as generalizações, as ideologias, crenças, culturas... e de nenhuma faço minha! Quanto mais conseguir criar a minha realidade, mais afastado estarei do meu mundo conhecido. Assim, melhor compreenderei o mundo, porque dele não faço com base no meu, mas com a base que o mundo tem; toda quem sabe um dia, mas por agora, a pequena que já tenho.