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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

14.Set.18

Sou eu, mundo... Sou eu.

Habito na penumbra,

Nos recantos dos cantos do mundo,

Pois a minha voz não se fez bela.

 

À minha volta são paredes,

Todas elas histórias, e a própria história,

Do que o mundo é e de como ele era...

 

Não encontro brechas, nesta muralha do tempo.

Apresenta-se impenetrável a qualquer sentimento,

Àquele passado que queríamos ter sentido ou feito.

 

Quem foi o engenheiro, que criou o sentimento?

Soubesse ele hoje, o que ficou em erro

E que concertasse as brechas que nele deixou.

Ao contrário do tempo...

 

O tempo é impiedoso, e não tem medo.

Ele sabe-se imortal como os deuses,

Mais poderoso ainda!

Pois a este não se reza ou se sacrifica

Para aclamar por perdões.

Ele apenas destrói, sendo ele mesmo o seu deus,

De tudo no mundo e das coisas dele...

 

Quem a ti te concebeu, tempo?

Aniquilador do belo

Amante do perverso...

 

Sabes o teu fim, não sabes?

Pois... Não acabas. Apenas vês perecer a vida,

Aquela que tu um dia amaste

E hoje matas...

 

Sinto pena por ti, oh indomável!

Pois a ti ninguém um abraço te ofereceu,

Mas todos eles passaram por ti;

Decidiram apenas em nem sequer te ver.

 

Triste... E eu também sou.

Pois sou eu...

Sou eu, mundo... Sou eu os tijolos que carregas no tempo.

 

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