Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

31.Dez.18

Gostava de ver o ano passar...

Francisco
Gostava de conseguir ver toda esta magia acontecer. Juntar-me à euforia, gritar à lua e às estrelas e observar os céus rugindo e em luzes brandindo, Todos próximos de família e amigos.   Gostava de acreditar num segundo santo, Onde problemas e confusões dissipassem-se, pois mudaria-se de ano. Mas quantos já passaram? A mim não me engano...   Fecho os olhos, ouvindo o ribombar à distância do fogo de artifício. Sinto o tempo a passar, mas nada em mim a mudar. ''Terá (...)
25.Nov.18

O meu lugar

Francisco
Diversas vezes me questiono onde pertenço. Onde faço falta. Mas onde pertenço ainda não sei, e sou eu de quem falta sinto, não o contrário. São raras as vezes que o faço, que penso em ti. O que o faz doloroso é o começo ser interminável. Imagino a minha solidão com companhia. Só eu e tu onde quer que o sol brilhe ou a lua ilumine. Finge a minha mente os teus abraços, os teus lábios nos meus. Ilude-se o meu corpo de os sentir, os meus olhos de te ver. Mas tudo isso sei que (...)
23.Nov.18

Novo projeto

Francisco
Tenho ultimamente me apercebido que as (minhas) palavras carecem de sentindo estando sempre eu fugido. Tudo o que apresento são inícios, por vezes apenas teorias, e vejo-me dizer tanto, sem terminar nada... Em mim habita o medo do fim, do inútil... O receio de que se terminar nada igual irá começar, e emaranho-me em inícios qual arame farpado cortando-me a pele, aos poucos. Um novo inicio origina um novo golpe, mais uma ferida, mais um limbo que fiz existir ao não pertencer à (...)
05.Nov.18

Há mar

Francisco
O quão aprendo que se torna em nada... Que quero fazer, onde quero ir? Pergunto-me tantas vezes que me esqueço de avançar.  Dar tempo... Dar tempo... Pronto, já dei. Gostei, foi engraçado... Mas já estou cansado...  Há aquela vontade de mudar, sem que se queira mudar nada. Cansei-me desse cansaço, que em todo lugar fez casa.   A música teve inicio, e o seu acorde musical prolonga-se e vibra, ainda! Nunca fui bom a tocar nenhum instrumento, mas este cá dentro marca o (...)
01.Nov.18

Segredo

Francisco
Pernoito em pensamentos que faço fartos, A lua ilumina-me os sonhos e as estrelas recolhem-nos Para que possa rever-lhes uma outra vez, Sempre que os recordo.   Para o mais grandioso sonho reservei-lhe a mais brilhante estrela, E ilumina ela os dias que seriam negros, caso se abandonado me deixasse Num qualquer beco escuro sem alegria. Não, esta brilha e eu deixo a noite dar lugar ao dia.   O ser guarda-se no tempo, mas o tempo não tem lugar cá dentro. Sentimo-nos (...)
28.Out.18

Mente atribulada

Francisco
Vim ao mundo isento de certezas, de pensamentos e sentimentos. Como única prioridade tive a de respirar. Tão pouco que a vida nos oferece no inicio, Uma caixa de mistérios - que é o nosso ser.   Haverá, certamente, impacientes,  Que a tentarão revelar mesmo antes de conhecer onde é sua a abertura. Precoces para viver, abrem às machadadas o seu ser E no chão se esvaíam sem saberem o que é o quê e o que lhes realmente pertence.   Eu compreendo o receio de nunca se (...)
26.Out.18

Lost

Francisco
 (audio)   I've been wandering, for quite some time 'Ve'been lost, cold, alone... Been dying a slowly death, and a phantom pain always felt. Its all inside me, and is not willing to disappear.   The sun for me is not warm no more, The moon even freezes my bones, almost my soul. The day is shallow, seems illusion. The night is lifeless, always dark.   My tears don't drop for me no more, they accepted the pain that is living like this. Today, a smile on my face is rarer than gold. I' (...)
24.Out.18

Os milionários

Francisco
Como andam eles, a correr pelos passeios, Evitando as importunas poças de água E guiando-se pelo seu estimado relógio Que lhes apresenta os horários com que regem a vida.   Fosse lá eu, no meu perfeito juízo Ligar os sentimentos ao tempo Vivendo momentos calculados E não a vida em si!    Como vivem eles, na mão um dedo de afeto Nos restantes a habilidade da contabilidade; Regendo a vida no tempo, e o tempo que têm de vida. Eu vivo apenas, e o meu tempo é o tempo (...)
21.Out.18

...

Francisco
Deixei o homem na rua. Abandonei tal ser para ser-me, então, Sem desejos ou ambições, apenas eu E a criança curiosa a quem dei a mão.   O quanto ele puxa, o petiz! De uma energia inesgotável faz-me cansado, E lá me solta e brinca e salta no prado Enquanto eu descanso e lavo a cara num riacho.   Ah, o quanto não nos fomos iludindo Que a juventude seria eterna, pois a vontade de a ter se igualava a tal. O quanto da vida não fiz, para fazer mais tarde E que agora é (...)
17.Out.18

Odi et amo, excrucior

Francisco
Não sou pleno. Sou, dividido em pensamentos, Hoje algo, amanhã o oposto. Não me compreendo...   Um ser tanto ama, como odeia. Tanto constrói, como destrói. Tanto escreve e tanto apaga E a nada realmente se apega como larga.   Somos vazios, procurando sentidos. Somos sedentos, procurando a saciação. Somos incompletos, dizendo-nos plenos Pois tudo disjunte somos nós inteiros.   Assim dizem, os embriagados da vida. Os sóbrios observam, nos seus (...)