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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

26.Jan.19

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Francisco
(Só existe um silêncio capaz de perturbar a continuidade de uma onda de som...)   Calem-se os barulhentos, Cessem os circos, os palcos e os espetáculos, Acabem com a raça daqueles que se dizem nascer iluminados Pois esses de nada sabem! E escutem... Oiçam... Mas não a mim; isso! Esse mesmo... Esse silêncio que a leitura provoca, pois a voz que se ouve ao ler é a nossa!   Não há andorinhas no mar Assim como não há peixes nos beirais dos telhados. A Natureza dentro (...)
24.Out.18

Os milionários

Francisco
Como andam eles, a correr pelos passeios, Evitando as importunas poças de água E guiando-se pelo seu estimado relógio Que lhes apresenta os horários com que regem a vida.   Fosse lá eu, no meu perfeito juízo Ligar os sentimentos ao tempo Vivendo momentos calculados E não a vida em si!    Como vivem eles, na mão um dedo de afeto Nos restantes a habilidade da contabilidade; Regendo a vida no tempo, e o tempo que têm de vida. Eu vivo apenas, e o meu tempo é o tempo (...)
28.Set.18

Um canto ancestral

Francisco
Não oiço mais que o vento Suspirando entre as árvores. Escuto, com atenção devida Um riacho à distância, O palrar das aves nos seus próprios dialetos, O mundo todo cantando!   Levo-me a passear em todos estes encantos; Nas flores que tendem a desabrochar revelando a sua beleza e cor, Na antiguidade das árvores e no seu louvor, Na sabedoria do tempo e nos seus contos e histórias. Em mim mesmo, também, Pois oiço-me percorrer esta terra musgosa Onde faço trilho, (...)
04.Set.18

A verdade num olhar

Francisco
Observo-te a dançar, O teu vestido esvoaçando, O vento como teu par.   Deste lado estou eu, Escondido, para não te assustar. Pois a mais bela dança Não quero eu te negar.   Como consegues, O meu canto assim iluminar? De tão grande que é o mundo Como foi uma flor aqui parar?   Rodas as pétalas como tecido, Abraças o vento consentido, Danças em ti e sobre ti E beleza nenhuma existe assim!   Mas tu estás aqui...   Só tu, minha flor, Te apresentas assim. Na (...)
30.Ago.18

Entre o sonho e a vida

Francisco
Gostava de não saber ler. Tão pouco conhecer uma língua e a escrever. Assim, para realmente viver, E o esplendor da vida (re)conhecer.   É engraçado, esta estória de querer, Faz-se-lo tanto sem nada temer, Não receando o fracasso ou o conceber: Na mente está tudo o que se quer...   Na poesia o homem é Deus. Criador de tudo, Observador de nada. Mais não é que a mão autora De um mundo que concebeu.   É tão simples, um risco desenhar, Uma palavra surgir; Um (...)
27.Ago.18

Larga-me vida! E deixa-me viver...

Francisco
Quem mais que eu terei que ser? Quantas vidas tenho que levar na minha? Silencia-te, oh mundo! Deixa-me ser eu apenas... Para quê todo o ruído que me perturba o trilho, para quê todas as cordas lançadas que me amarram alterando e manejando o trajeto que sigo ou que queria seguir. Para quê? Larga-me, vida... E deixa-me viver. Qual é a tua ideia de prisão, mundo, que dás a vida para nela regozijares-te de prazer. Somos teus prisioneiros, não servos, oh mundo! Tortura-me a alma, (...)
25.Ago.18

Engrenagens da vida

Francisco
Oh! Engrenagens da vida, Quem vos fez assim? Não param um segundo Não abrandam para mim...   Quem vos quer assim, Que ao mundo não pertencem Mas à vida em si?   Que vida tenho eu Se lugar para ela não tenho?   Oh! Engrenagens da vida, Quem vos fez assim? Que receio do mundo têm Para (n)ele não me deixares sentir.   Que vida se vive na vida em si? O respirar sem o ar O pulsar sem pulso E a mente sem onde habitar.   Porque do mais complexo Nos deste a dúvida, E do mais vago
15.Ago.18

Como lidar com os sentimentos?

Francisco
Não sei se vieram aqui à procura de resposta, ou se já com a intenção de me massacrar pelo título aludir que eu a tenha. De qualquer forma, nunca realmente escrevi a saber seja o que fosse. Se, em algum texto meu em que requeria conhecimento acerca do assunto, esteja lá apresentado entendimento do mesmo, esse não era meu, mas sim de onde o fui buscar. O que sei eu? Realmente meu, que não aprendi nem que me ensinaram. Despindo o conhecimento, que sei eu? Bem... Saber não sei (...)
10.Ago.18

Qual o meu propósito?

Francisco
«In the landscape of spring, There's nothing superior or nothing inferior, The flowering branches grow naturally, Some short, some long»   Dedicando-me um pouco a um tema mais específico do texto anterior, (Parte I), continuo a minha linha de pensamento onde a deixei um pouco vaga. Dirigindo-me à origem, (da hierarquia), existe na natureza também o que existe na organização da nossa sociedade. Aliás, a necessidade (...)
07.Ago.18

Voar para outro mundo!

Francisco
Olho para o céu, Vendo o sol iluminando-o por completo Refletindo a sua luz nas cordas da minha velha guitarra   E eu canto, novas músicas que fiz A partir das letras anciãs do amor   Se passares por mim, um dia, irás reconhecer, estas palavras que digo, Porque tudo o que faço é cantar velhas letras Para um novo amor.   E aqui estou, sentado com os pássaros, Ouvindo-me eles tocar melódicos acordes, Cantando velhos sentimentos:   Pois nem mesmo as suas asas Dã (...)