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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

23.Dez.18

Uma estrela para pensar

Francisco
Nasce, entre as montanhas tão altas como os céus, Os sonhos de crianças.   Nos seus olhares encontra-se a beleza da juventude, Um brilho que ofusca o pensamento, nele apenas se sente.   Num céu soturno, são eles que dos sonhos criam as suas estrelas Viajando entre elas, qual transporte celestial.   Com o tempo, o brilho vai-se perdendo. Os pensamentos turvam-se com os sentimentos e fazemos aquilo que nunca deveríamos ter feito: Questionar o que sentimos.   Os cumes (...)
24.Nov.18

Pulsar

Francisco
Intriga-me a vida, do quão simplista se revela.   No colosso oceano, a vida que nele não habita? São os cardumes, voando num céu só deles, Os corais oferecendo cor aos seus habitantes, quais flores num jardim encantado E as estrelas, qual mundo invertido, brilhando de baixo para cima!   Na superfície terrena os bosques, que pintados de verde foram pela vida E preenchidos foram com ela! São os esquilos criando abrigos, Os veados elegantemente caminhando, erguendo os (...)
17.Nov.18

Perdição

Francisco
Explicai-me, seguidor de fortunas, na vida em que pregas bela, Onde te encontras? Que vida prometes, àqueles que te seguem, quando derramas o sangue do cordeiro Que sacrificas, manchando a terra com o primeiro sangue inocente, da vindoura guerra?   Ajoelham-se perante ti, com o chamamento que clamaste de Deus! As chamas das velas agitam-se, a cada brandido de voz, Os sinos tilintam, a cada morte que escreves... E o Senhor chora... Pois não foi isto a que ele chamou de homem.   Silenci (...)
04.Out.18

Nasci para ser nada

Francisco
Nasci para ser nada. Nada fui até aqui.   Assim como as estações do ano Eu passo, sendo algo diferente a cada momento. Assim como as estações do ano, Não paro, vivo em eterno movimento.   Não há dia que passe Que eu seja o mesmo.   Nos sonhos tenros faço-me criança Correndo perdido entre tanto entretenimento Como no baloiço de infância, elevando-me ao encontro do sonho Ou o escorrega de cor da esperança, fazendo-me deslizar dos céus à terra.   Sonhos, (...)
07.Set.18

Perdido no silêncio...

Francisco
Oiço as gotículas caindo na minha janela, Choradas por um céu melancólico Que se tornou o meu dia.   Sentado à minha secretária escuto os rabiscos, O amachucar de pensamentos perdidos Que vieram ao mundo apenas para serem destruídos...   Passo a vista nestas minhas páginas da vida, Apresentando-se mais pesadas a cada viragem Pois já no papel estão com tanta tinta; E eu, que ainda agora comecei esta viajem...   Ainda assim não vejo um volume II Para esta minha (...)
30.Ago.18

Entre o sonho e a vida

Francisco
Gostava de não saber ler. Tão pouco conhecer uma língua e a escrever. Assim, para realmente viver, E o esplendor da vida (re)conhecer.   É engraçado, esta estória de querer, Faz-se-lo tanto sem nada temer, Não receando o fracasso ou o conceber: Na mente está tudo o que se quer...   Na poesia o homem é Deus. Criador de tudo, Observador de nada. Mais não é que a mão autora De um mundo que concebeu.   É tão simples, um risco desenhar, Uma palavra surgir; Um (...)
24.Jul.18

O céu é um lugar frio

Francisco
Sempre me questionei com o equilíbrio natural das coisas. Com a forma como se adaptam para se tornarem novamente no que foram, ou numa outra qualquer versão que faça juízo à sua essência. E o espiritual vem-me sempre à mente, também. Pois esse é utópico, inalcançável, e as questões são sempre maiores para aquilo que não compreendemos ou vemos acontecer. É grandiosa a visão extremista do ser humano, da sua mentalidade. Acredito que seja mais ainda o pensamento dessa (...)
01.Jul.18

Um piano abandonado

Francisco
Era madrugada. Estava já a nascer o sol assim como toda uma sinfonia deliberada pelas aves. Despertam cantando, ansiosas por mais um dia nos seus céus azuis. Ao contrário do individuo do segundo andar, no seu lastimoso lar.  Levanta-se, semi-serrando os olhos ao deparar-se com a luz atravessando-lhe as poeirentas persianas, e senta-se na cama, esfregando o seu cabelo selvagem com brusquidão, olhando em volta, num lamentoso suspiro. O seu apartamento era, para além de antigo, muito (...)
19.Jun.18

Apetece-me escrever!

Francisco
... E não dizer nada. Falar e não usar palavras. Correr para bem longe e a nenhum lado chegar. Apetece-me voar por terra e andar pelo mar. Escrever no lápis e riscar com o papel. Abraçar com beijos e amar com olhares. Ouvir o silêncio e dançar. Apetece-me viver sem degraus, sem medo de tropeçar. Ter conversas sem receio de terminarem. Gritar sem me olharem, ser calado e não me julgarem.  Apetece-me ver o mundo de olhos vendados e nele não pensar. Ler um livro e não o terminar. (...)