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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

11.Fev.19

Ser diferente...

Francisco
Vivo um dia inteiro pensando na vida do próximo dia, Em como abordarei alguém na rua, oferecendo um aceno de cumprimento ou um braço estendido. Que direção tomar para alcançar o mesmo local, aquela rua refundida ou entre a algazarra matinal das pessoas pelos cafés, cheios de sorrisos e vozes altas. Pouco realmente muda o dia, mas penso sempre que mudo eu, de algum jeito... Mas sou sempre eu.   Seguro em livros que não leio, imaginando que leria se não fosse eu. Escrevo (...)
16.Jan.19

Mundo de nadas

Francisco
Corram. Fujam das palavras como quem evade-se do tempo, e sejam mais que tempo nas palavras. Germinem-se gente por dentro e evitem às palavras atribuir sentimentos: Somos mais que isso; o nosso peito assim o sente.   Quantos manuscritos não estão perdidos, quantas cartas não estarão rasgadas, O quê senão puro amor de um canto escuro viu-se libertado?   O constante equívoco entre sentimentos e pensamentos origina a prisão da mente Não reconhecendo mais essa a (...)
24.Dez.18

Chuva

Francisco
Faço-me de palavras, perdendo-as assim que proferidas; Não sou nada.   Eterna queda, como a da chuva que não cessa,  Sou mais uma gotícula que se perdeu dos céus E que caiu na terra; Não sou nada   Transbordo e faço cheias, com os quantos eu's de que me vi separado Observando-me cair por inteiro, aos bocados... Na terra ficando manchado. Parte de mim acompanha pequenos riachos, outra encontra simples poças. Encharco quintais, prados, atiro-me dos céus negros ao encontro do (...)
16.Nov.18

Vazio

Francisco
Já não sei mais o que me dizer. Já nem me recordo do que realmente disse, pois a mente fez esquecer.  Questionava-me acerca do ser, do querer e do fazer. De tudo isso deixei de querer saber... Embriaguei-me num vazio e atravesso este limbo, acarretado pelas guias do meu saber, essas que perdi, fazendo-me vaguear onde nada reconheço.  É estranho como tão atrativo se revela, como engodo na ponta de um anzol. Infelizmente vejo-me aprisionado, já ele me encantou e puxa forte... (...)
04.Nov.18

Far away

Francisco
I whisper to the wind, And it carries the words, far away.   I sit down on a rock, And i feel how cold it is, there alone.   I hug a tree And no matter how grasp it never leaves its way.   I'm so far away, from where nature is. So far away from where my hearth was.   Been crossing bridges, and watching those rot, at distance. Been finding myself, as lost for everyone else.   I travel light. I carry only myself since the river divided What was mine of someone else.   Th (...)
03.Nov.18

Dreamy child

Francisco
Been dreaming even before i knew how to talk, All simple things, as the comfort of family Or that colorful light upon my crib. My very own sunshine.   That simplicity never vanished, I think i ask now less than i did before, Is just that... Words, came along... And life became more than smiling and crying over a minute alone.   I never cared less for what i was doing, Somehow i felt that this wasn't my time, This wasn't my life, this had nothing to do with dreams. Life (...)
28.Out.18

Mente atribulada

Francisco
Vim ao mundo isento de certezas, de pensamentos e sentimentos. Como única prioridade tive a de respirar. Tão pouco que a vida nos oferece no inicio, Uma caixa de mistérios - que é o nosso ser.   Haverá, certamente, impacientes,  Que a tentarão revelar mesmo antes de conhecer onde é sua a abertura. Precoces para viver, abrem às machadadas o seu ser E no chão se esvaíam sem saberem o que é o quê e o que lhes realmente pertence.   Eu compreendo o receio de nunca se (...)
24.Out.18

Os milionários

Francisco
Como andam eles, a correr pelos passeios, Evitando as importunas poças de água E guiando-se pelo seu estimado relógio Que lhes apresenta os horários com que regem a vida.   Fosse lá eu, no meu perfeito juízo Ligar os sentimentos ao tempo Vivendo momentos calculados E não a vida em si!    Como vivem eles, na mão um dedo de afeto Nos restantes a habilidade da contabilidade; Regendo a vida no tempo, e o tempo que têm de vida. Eu vivo apenas, e o meu tempo é o tempo (...)
21.Out.18

...

Francisco
Deixei o homem na rua. Abandonei tal ser para ser-me, então, Sem desejos ou ambições, apenas eu E a criança curiosa a quem dei a mão.   O quanto ele puxa, o petiz! De uma energia inesgotável faz-me cansado, E lá me solta e brinca e salta no prado Enquanto eu descanso e lavo a cara num riacho.   Ah, o quanto não nos fomos iludindo Que a juventude seria eterna, pois a vontade de a ter se igualava a tal. O quanto da vida não fiz, para fazer mais tarde E que agora é (...)
17.Out.18

Odi et amo, excrucior

Francisco
Não sou pleno. Sou, dividido em pensamentos, Hoje algo, amanhã o oposto. Não me compreendo...   Um ser tanto ama, como odeia. Tanto constrói, como destrói. Tanto escreve e tanto apaga E a nada realmente se apega como larga.   Somos vazios, procurando sentidos. Somos sedentos, procurando a saciação. Somos incompletos, dizendo-nos plenos Pois tudo disjunte somos nós inteiros.   Assim dizem, os embriagados da vida. Os sóbrios observam, nos seus (...)