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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

12.Jan.19

A ciência da terra, o Deus do homem

Francisco
(...) «A medicina, as comunicações eletrónicas, as viagens espaciais, a manipulação genética... são estes os milagres que hoje contamos aos nossos filhos. São estes os milagres que apresentamos como prova de que a ciência nos trará respostas. As antigas histórias de imaculadas conceições, de sarças ardentes e de mares a abrirem-se deixaram de ser relevantes. Deus tornou-se obsoleto. A ciência venceu a batalha. (...)  «Mas a vitória da ciência costou-nos a todos. E (...)
30.Dez.18

Gostava de saber (que título dar a isto...)

Francisco
Escrevo em papel envelhecido pelo tempo Aquilo que mais vivo sinto, por dentro.   Contradigo o sentimento, fazendo-o de pensamento. Prolongo e antecipo a vida, mas tudo isso apenas na mente.   Esguio, entranho-me dentro da ampulheta que rege a vida e o momento E assim caio, eternamente, em todas as situações e acontecimentos empurrados pelas areias do tempo.   Penso muito no passado, no que poderia ter feito. Mas aquilo que não disse ontem é o que penso ao escrever hoje, (...)
28.Out.18

Mente atribulada

Francisco
Vim ao mundo isento de certezas, de pensamentos e sentimentos. Como única prioridade tive a de respirar. Tão pouco que a vida nos oferece no inicio, Uma caixa de mistérios - que é o nosso ser.   Haverá, certamente, impacientes,  Que a tentarão revelar mesmo antes de conhecer onde é sua a abertura. Precoces para viver, abrem às machadadas o seu ser E no chão se esvaíam sem saberem o que é o quê e o que lhes realmente pertence.   Eu compreendo o receio de nunca se (...)
17.Out.18

Odi et amo, excrucior

Francisco
Não sou pleno. Sou, dividido em pensamentos, Hoje algo, amanhã o oposto. Não me compreendo...   Um ser tanto ama, como odeia. Tanto constrói, como destrói. Tanto escreve e tanto apaga E a nada realmente se apega como larga.   Somos vazios, procurando sentidos. Somos sedentos, procurando a saciação. Somos incompletos, dizendo-nos plenos Pois tudo disjunte somos nós inteiros.   Assim dizem, os embriagados da vida. Os sóbrios observam, nos seus (...)
11.Out.18

Copiadores originais

Francisco
O quanto de nós não é dos outros? Não necessariamente entre todos os vivos, mas entre todos os que vivem e viveram. Quão diferentes somos realmente do próximo?  Sabem, muito pouco. Desde o primeiro homem, que foi aprendendo e ensinando (d)o ''segundo'', que se viveu em grupo. As gerações, surgindo com o tempo, fizeram com que o leque de conhecimento abrangesse uma muito maior área devido à evolução da mentalidade, e, acontecendo a seleção (natural ou voluntária) daquilo a (...)
05.Out.18

Engenho que não me pertence

Francisco
Vou escrevendo, e lá escrito surge. Com o tempo as palavras embelezam-se, Fazem-se mais próximas, mais coerentes, Mas as minhas sinto-as sempre idênticas Mesmo se agora com enfeites.   Partem de mãos trémulas e fazem-se em rico engenho Numa caligrafia impercetível mas em cada rabisco sentida.  Quem lhes apelida de arte, não sou eu, são as próprias palavras. Têm elas em si mesmas requinte, onde até o negro fazem belo.   Não lhes sinto o esbelto, não aquele que eu (...)
04.Out.18

Nasci para ser nada

Francisco
Nasci para ser nada. Nada fui até aqui.   Assim como as estações do ano Eu passo, sendo algo diferente a cada momento. Assim como as estações do ano, Não paro, vivo em eterno movimento.   Não há dia que passe Que eu seja o mesmo.   Nos sonhos tenros faço-me criança Correndo perdido entre tanto entretenimento Como no baloiço de infância, elevando-me ao encontro do sonho Ou o escorrega de cor da esperança, fazendo-me deslizar dos céus à terra.   Sonhos, (...)
14.Set.18

Sou eu, mundo... Sou eu.

Francisco
Habito na penumbra, Nos recantos dos cantos do mundo, Pois a minha voz não se fez bela.   À minha volta são paredes, Todas elas histórias, e a própria história, Do que o mundo é e de como ele era...   Não encontro brechas, nesta muralha do tempo. Apresenta-se impenetrável a qualquer sentimento, Àquele passado que queríamos ter sentido ou feito.   Quem foi o engenheiro, que criou o sentimento? Soubesse ele hoje, o que ficou em erro E que concertasse as brechas (...)
07.Set.18

Perdido no silêncio...

Francisco
Oiço as gotículas caindo na minha janela, Choradas por um céu melancólico Que se tornou o meu dia.   Sentado à minha secretária escuto os rabiscos, O amachucar de pensamentos perdidos Que vieram ao mundo apenas para serem destruídos...   Passo a vista nestas minhas páginas da vida, Apresentando-se mais pesadas a cada viragem Pois já no papel estão com tanta tinta; E eu, que ainda agora comecei esta viajem...   Ainda assim não vejo um volume II Para esta minha (...)
01.Set.18

Não me oiças

Francisco
No silêncio profundo e na escuridão total, não adianta tentar ouvir ou enxergar um local. Fala, e com a tua luz que te ilumines. Quebra o silêncio que te assola, ofusca o negro que te percorre. Não grites. Mostra compaixão para contigo mesmo, sê tu com mais um sim e mais um não. Não pares. Rega as flores por onde passares, e as suas histórias ouvirás encantado. Umas murcharão, outras lhes darás pouca atenção, mas irás sempre caminhar com um ramo na mão. Não te percas.