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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

24.Nov.18

Sangue

Francisco
Encontro-me em jardins esquecidos, Emaranhando-me entre ervas e espinhos Sujando as botas de lama e salpicando a rosa que levo branca Encostada ao peito, Ouvindo-me pulsar ao abraçar-me o coração.   Os trilhos por onde caminho apresentam-se abandonados, Os canteiros circundantes tombados, as flores transparentes, sem cores... Prevaleceu o selvagem, onde habitara outrora alguém muito próximo A quem hoje me escuta.  - Irei levar-te a casa!   Não te conheceria, flor (...)
04.Out.18

Nasci para ser nada

Francisco
Nasci para ser nada. Nada fui até aqui.   Assim como as estações do ano Eu passo, sendo algo diferente a cada momento. Assim como as estações do ano, Não paro, vivo em eterno movimento.   Não há dia que passe Que eu seja o mesmo.   Nos sonhos tenros faço-me criança Correndo perdido entre tanto entretenimento Como no baloiço de infância, elevando-me ao encontro do sonho Ou o escorrega de cor da esperança, fazendo-me deslizar dos céus à terra.   Sonhos, (...)
04.Set.18

A verdade num olhar

Francisco
Observo-te a dançar, O teu vestido esvoaçando, O vento como teu par.   Deste lado estou eu, Escondido, para não te assustar. Pois a mais bela dança Não quero eu te negar.   Como consegues, O meu canto assim iluminar? De tão grande que é o mundo Como foi uma flor aqui parar?   Rodas as pétalas como tecido, Abraças o vento consentido, Danças em ti e sobre ti E beleza nenhuma existe assim!   Mas tu estás aqui...   Só tu, minha flor, Te apresentas assim. Na (...)
29.Jul.18

Layers

Francisco
Sentando num banco, próximo do único local que reconhecia luz naquele compartimento, um homem dormitava em seus pensamentos. A única luz que atravessava a pequena janela incidia numa tela, destacando-a de toda a negritude que ao seu redor abundava.  A tela estava erguida por um velho tripé de madeira, com sinais de muito (ab)uso. A tela, no entanto, não apresentava sinal de ter sido utilizada. Um branco tosco que lhe dava ares amarelados era a única imagem representada. Um vazio (...)
06.Jun.18

O tempo passa e eu aqui...

Francisco
...vendo tudo com ele passar. Nada me cumprimenta, nem mesmo num simples aceno ao atravessar.  Sentado num banco de jardim, solitário como uma folha perdida do seu pouso natural da sua árvore, observo a vida e as coisas. Tudo de forma abstrata de mim mesmo, sempre evitando o julgamento com base em princípios pessoais e aproximando tal a fundamentos sociais. No meu redor encontro toda uma abundância de informação dispersa de si mesma realizando esforços abismais em se mostrar (...)
20.Abr.18

Escrever à chuva

Francisco
Conhecem aquele lema em que para se ser feliz temos que sofrer primeiro? Pois bem, não é mentira nem verdade. Porque haveria de ser só a verdade? Só sendo tristes é que reconhecemos a felicidade? Ou se estivermos felizes não o podemos ser mais ainda? Ou porque deveria de ser apenas mentira? Não é quando estamos tristes que, apesar da tristeza, conseguimos sobrepormo-nos a essa situação com um sorriso? Enfim, a realidade é que ajuda muito estarmos em baixo para sermos (...)