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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

30.Dez.18

Gostava de saber (que título dar a isto...)

Francisco
Escrevo em papel envelhecido pelo tempo Aquilo que mais vivo sinto, por dentro.   Contradigo o sentimento, fazendo-o de pensamento. Prolongo e antecipo a vida, mas tudo isso apenas na mente.   Esguio, entranho-me dentro da ampulheta que rege a vida e o momento E assim caio, eternamente, em todas as situações e acontecimentos empurrados pelas areias do tempo.   Penso muito no passado, no que poderia ter feito. Mas aquilo que não disse ontem é o que penso ao escrever hoje, (...)
23.Nov.18

Novo projeto

Francisco
Tenho ultimamente me apercebido que as (minhas) palavras carecem de sentindo estando sempre eu fugido. Tudo o que apresento são inícios, por vezes apenas teorias, e vejo-me dizer tanto, sem terminar nada... Em mim habita o medo do fim, do inútil... O receio de que se terminar nada igual irá começar, e emaranho-me em inícios qual arame farpado cortando-me a pele, aos poucos. Um novo inicio origina um novo golpe, mais uma ferida, mais um limbo que fiz existir ao não pertencer à (...)
14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito,
11.Out.18

Copiadores originais

Francisco
O quanto de nós não é dos outros? Não necessariamente entre todos os vivos, mas entre todos os que vivem e viveram. Quão diferentes somos realmente do próximo?  Sabem, muito pouco. Desde o primeiro homem, que foi aprendendo e ensinando (d)o ''segundo'', que se viveu em grupo. As gerações, surgindo com o tempo, fizeram com que o leque de conhecimento abrangesse uma muito maior área devido à evolução da mentalidade, e, acontecendo a seleção (natural ou voluntária) daquilo a (...)
05.Out.18

Engenho que não me pertence

Francisco
Vou escrevendo, e lá escrito surge. Com o tempo as palavras embelezam-se, Fazem-se mais próximas, mais coerentes, Mas as minhas sinto-as sempre idênticas Mesmo se agora com enfeites.   Partem de mãos trémulas e fazem-se em rico engenho Numa caligrafia impercetível mas em cada rabisco sentida.  Quem lhes apelida de arte, não sou eu, são as próprias palavras. Têm elas em si mesmas requinte, onde até o negro fazem belo.   Não lhes sinto o esbelto, não aquele que eu (...)
07.Ago.18

Voar para outro mundo!

Francisco
Olho para o céu, Vendo o sol iluminando-o por completo Refletindo a sua luz nas cordas da minha velha guitarra   E eu canto, novas músicas que fiz A partir das letras anciãs do amor   Se passares por mim, um dia, irás reconhecer, estas palavras que digo, Porque tudo o que faço é cantar velhas letras Para um novo amor.   E aqui estou, sentado com os pássaros, Ouvindo-me eles tocar melódicos acordes, Cantando velhos sentimentos:   Pois nem mesmo as suas asas Dã (...)
29.Jul.18

Layers

Francisco
Sentando num banco, próximo do único local que reconhecia luz naquele compartimento, um homem dormitava em seus pensamentos. A única luz que atravessava a pequena janela incidia numa tela, destacando-a de toda a negritude que ao seu redor abundava.  A tela estava erguida por um velho tripé de madeira, com sinais de muito (ab)uso. A tela, no entanto, não apresentava sinal de ter sido utilizada. Um branco tosco que lhe dava ares amarelados era a única imagem representada. Um vazio (...)
01.Jul.18

Um piano abandonado

Francisco
Era madrugada. Estava já a nascer o sol assim como toda uma sinfonia deliberada pelas aves. Despertam cantando, ansiosas por mais um dia nos seus céus azuis. Ao contrário do individuo do segundo andar, no seu lastimoso lar.  Levanta-se, semi-serrando os olhos ao deparar-se com a luz atravessando-lhe as poeirentas persianas, e senta-se na cama, esfregando o seu cabelo selvagem com brusquidão, olhando em volta, num lamentoso suspiro. O seu apartamento era, para além de antigo, muito (...)
19.Jun.18

Viajando com a música

Francisco
Bem, já escrevi um texto sobre as músicas que foram me acompanhando na minha infância e como me moldaram a personalidade para os dias de hoje. O que ainda não fiz foi mostrar o meu outro lado musical, um pouco mais ''pessoal''? (sendo que as outras também o são...) Bem, definitivamente são músicas que me fazem pensar em assuntos totalmente diferentes dos da atualidade, ou então que me (...)
06.Jun.18

O tempo passa e eu aqui...

Francisco
...vendo tudo com ele passar. Nada me cumprimenta, nem mesmo num simples aceno ao atravessar.  Sentado num banco de jardim, solitário como uma folha perdida do seu pouso natural da sua árvore, observo a vida e as coisas. Tudo de forma abstrata de mim mesmo, sempre evitando o julgamento com base em princípios pessoais e aproximando tal a fundamentos sociais. No meu redor encontro toda uma abundância de informação dispersa de si mesma realizando esforços abismais em se mostrar (...)