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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito, Mas apenas (...)
12.Out.18

Os silêncios que deixo escritos...

Francisco
Tal como o vento se exibe Também eu me assemelho com ele. Absorvo tudo por onde passo Mas em lado algum realmente pouso...   Assim como o vento sussurra Também eu me mudo, Levando para longe os gemidos de amargura Ficando-me num silêncio que faço prolongado.   Na quietude devassa da noite, Altura essa em que revejo a vida, Faço eu do pensamento a minha Julgando culpados e inocentes; Abro ao silêncio esta boca minha.   Gostaria de ser mais que vento. Mais do que apenas passar (...)
09.Out.18

Não é necessário guerra para haver paz

Francisco
Não sei de onde surgiu a conhecida frase «Para haver paz é necessária a guerra», mas pensei nela durante muito tempo. Tempo suficiente para concordar, discordar, achar deplorável ou encontrar-lhe o sentido.  É fácil achar-lhe a razão, deve ser até por isso que nos dias de hoje é realmente assim que se desenvolve a paz praticando a guerra. Bem, o mundo é este, e mesmo aqueles que batalham contra ele - a favor de um melhor - fazem todos parte do mesmo; Onde um tira a vida e (...)
04.Out.18

Nasci para ser nada

Francisco
Nasci para ser nada. Nada fui até aqui.   Assim como as estações do ano Eu passo, sendo algo diferente a cada momento. Assim como as estações do ano, Não paro, vivo em eterno movimento.   Não há dia que passe Que eu seja o mesmo.   Nos sonhos tenros faço-me criança Correndo perdido entre tanto entretenimento Como no baloiço de infância, elevando-me ao encontro do sonho Ou o escorrega de cor da esperança, fazendo-me deslizar dos céus à terra.   Sonhos, nada mais se fizeram. N (...)
30.Set.18

Não me apetece escrever

Francisco
Não vou escrever. Não me apetece.   Falei e escrevinhei muito Em ouvidos surdos e a leitores cegos.   Não que o surdo não oiça Ou que o cego não leia.   Sou eu que não dou som às palavras Nem forma ou contornos às letras.   Os sons delas proferidos são esquecidos. As palavras não são nada.   Hoje não escrevo, Não me apetece perder-te palavra minha, que só em mim ficas E perduras no caso de por outra não seres assassinada.  
30.Set.18

Vejo-te partir

Francisco
Oiço o ruído distante de uma locomotiva a vapor. Parece aproximar-se, com os seus fumos e coloração negra, para meu desalento. O nervosismo percorre-me, impaciente com o seu destino Mas algo fadado é como se já tivesse acontecido.   Antes de partires, permites-me uma última palavra? Bem sei que não me consegues ouvir, Mas eu tento. Sempre tentei, apesar que nunca o conseguisse ter dito...   Escondo o amor, com medo que ele deixe de o ser. Nunca to disse, que te amava... Mas eu (...)
22.Set.18

Prisioneiro da liberdade

Francisco
Os ventos contorcem-se e brigam Qual tornado devastador Que me atormenta a alma.   Não se corre mais atrás do vento, Não se vive mais a sua brisa fresca. O vento é agora nosso inimigo Pois é visão de liberdade e essa não existe. Os tempos de infância perderam-se...   Chama-se hoje viver segurar num leme E seguir a corrente... Aprumar as velas a favor do vento e velar.   E eu? Que neste tornado me encontro, sigo-te Oh imparável?  Mesmo que quisesse, nunca segurei num leme, Nunc (...)
21.Set.18

A lost message

Francisco
Im being taken on the waves of the ocean Like a message in a bottle.   Didin't found yet a place to stay. No one found me yet to read.   Im still lost, and i have this feel That im not to be found.   Inside me there's so much That not even i know it all. Around me, theres a dark sea Stained by all the paint i had, inside me.   Now, all this waves is me, spreading the words That once were mine. And i, im part of the sea, Wild to everyone, away of all the crowd.   A lost message, is (...)
19.Set.18

...

Francisco
Nestas ruas desamparadas faço o meu trilho, Talvez procurando na ironia do destino onde errado com errado Acertará este meu caminho.   Entretanto tropeço, vezes de mais para relembrar ou contar Mas sempre suspiro, de sorriso nos lábios, por mais um buraco ter passado.   Lembro-me de ser sério em relação à vida. Não em relação ao futuro, que nunca o vi para me amedrontar. Mas às ações presentes e o que elas iriam escrever sobre mim no passado.   Iria criar um passado - Dizia eu.
17.Set.18

Adeus!

Francisco
Há dias que olhamos para a janela E vê-se apenas o nosso reflexo no vidro. Do outro lado, quem sabe. Neste, nem uma brecha de luz ou aragem.   Um prado verdejante e infinito, É esse o sonho constante. A realidade são quatro muros altos e negros Que nos obscura a alma e os pensamentos, Que nos aprisiona o corpo e limita os movimentos.   Deixarem de vos usar, palavras que digo minhas, Pois me pertencendo estão manchadas de tudo o que é negro E eu anseio por luz e liberdade.   Chore (...)