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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

17.Fev.19

Faleci nos teus braços

Francisco
Faleci nos teus braços Assim como quem se afoga no mar. Sucumbindo levemente à vida Até ao instante em que esta me decidiu levar.   Não lutei nem desesperei, mas ali fiquei Caído no teu colo, num abraço (para mim) eterno. Pudesse eu, reencarnado, não sei, Repetir esse abraço, desta vez sentindo-o com afago E não com esta frieza agora dos meus braços.   Fui eu mesmo que me matei. E foi no teu colo onde moribundo me esvaí Com o sangue que te manchou o vestido. O amor, esse (...)
11.Fev.19

Ser diferente...

Francisco
Vivo um dia inteiro pensando na vida do próximo dia, Em como abordarei alguém na rua, oferecendo um aceno de cumprimento ou um braço estendido. Que direção tomar para alcançar o mesmo local, aquela rua refundida ou entre a algazarra matinal das pessoas pelos cafés, cheios de sorrisos e vozes altas. Pouco realmente muda o dia, mas penso sempre que mudo eu, de algum jeito... Mas sou sempre eu.   Seguro em livros que não leio, imaginando que leria se não fosse eu. Escrevo palavras (...)
26.Jan.19

...

Francisco
(Só existe um silêncio capaz de perturbar a continuidade de uma onda de som...)   Calem-se os barulhentos, Cessem os circos, os palcos e os espetáculos, Acabem com a raça daqueles que se dizem nascer iluminados Pois esses de nada sabem! E escutem... Oiçam... Mas não a mim; isso! Esse mesmo... Esse silêncio que a leitura provoca, pois a voz que se ouve ao ler é a nossa!   Não há andorinhas no mar Assim como não há peixes nos beirais dos telhados. A Natureza dentro de si (...)
16.Jan.19

Mundo de nadas

Francisco
Corram. Fujam das palavras como quem evade-se do tempo, e sejam mais que tempo nas palavras. Germinem-se gente por dentro e evitem às palavras atribuir sentimentos: Somos mais que isso; o nosso peito assim o sente.   Quantos manuscritos não estão perdidos, quantas cartas não estarão rasgadas, O quê senão puro amor de um canto escuro viu-se libertado?   O constante equívoco entre sentimentos e pensamentos origina a prisão da mente Não reconhecendo mais essa a criação da (...)
31.Dez.18

Gostava de ver o ano passar...

Francisco
Gostava de conseguir ver toda esta magia acontecer. Juntar-me à euforia, gritar à lua e às estrelas e observar os céus rugindo e em luzes brandindo, Todos próximos de família e amigos.   Gostava de acreditar num segundo santo, Onde problemas e confusões dissipassem-se, pois mudaria-se de ano. Mas quantos já passaram? A mim não me engano...   Fecho os olhos, ouvindo o ribombar à distância do fogo de artifício. Sinto o tempo a passar, mas nada em mim a mudar. ''Terás que ser (...)
30.Dez.18

Gostava de saber (que título dar a isto...)

Francisco
Escrevo em papel envelhecido pelo tempo Aquilo que mais vivo sinto, por dentro.   Contradigo o sentimento, fazendo-o de pensamento. Prolongo e antecipo a vida, mas tudo isso apenas na mente.   Esguio, entranho-me dentro da ampulheta que rege a vida e o momento E assim caio, eternamente, em todas as situações e acontecimentos empurrados pelas areias do tempo.   Penso muito no passado, no que poderia ter feito. Mas aquilo que não disse ontem é o que penso ao escrever hoje, que não (...)
23.Dez.18

Uma estrela para pensar

Francisco
Nasce, entre as montanhas tão altas como os céus, Os sonhos de crianças.   Nos seus olhares encontra-se a beleza da juventude, Um brilho que ofusca o pensamento, nele apenas se sente.   Num céu soturno, são eles que dos sonhos criam as suas estrelas Viajando entre elas, qual transporte celestial.   Com o tempo, o brilho vai-se perdendo. Os pensamentos turvam-se com os sentimentos e fazemos aquilo que nunca deveríamos ter feito: Questionar o que sentimos.   Os cumes das montanhas (...)
29.Nov.18

Furão (de sentimentos)

Francisco
Alternei o sol pela lua. O dia solarengo pelo ambiente frívolo; A constante suposição de que por detrás da cortina nublada  Estará algo incerto, mutável, coisa de pouco valor pois não se afirma...   Sei eu hoje o que tanto se escondia, Não fosse eu quem se levanta de noite ao invés do dia, Que à lua uiva e que o sol repudia; Um jogo das escondidas, que faço sozinho para meu desalento e não divertimento. (Por aí algures ando perdido).   Pensando não estar longe Tanto (...)
25.Nov.18

O meu lugar

Francisco
Diversas vezes me questiono onde pertenço. Onde faço falta. Mas onde pertenço ainda não sei, e sou eu de quem falta sinto, não o contrário. São raras as vezes que o faço, que penso em ti. O que o faz doloroso é o começo ser interminável. Imagino a minha solidão com companhia. Só eu e tu onde quer que o sol brilhe ou a lua ilumine. Finge a minha mente os teus abraços, os teus lábios nos meus. Ilude-se o meu corpo de os sentir, os meus olhos de te ver. Mas tudo isso sei que (...)
23.Nov.18

Novo projeto

Francisco
Tenho ultimamente me apercebido que as (minhas) palavras carecem de sentindo estando sempre eu fugido. Tudo o que apresento são inícios, por vezes apenas teorias, e vejo-me dizer tanto, sem terminar nada...Em mim habita o medo do fim, do inútil... O receio de que se terminar nada igual irá começar, e emaranho-me em inícios qual arame farpado cortando-me a pele, aos poucos. Um novo inicio origina um novo golpe, mais uma ferida, mais um limbo que fiz existir ao não pertencer à minha (...)