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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

11.Fev.19

Ser diferente...

Francisco
Vivo um dia inteiro pensando na vida do próximo dia, Em como abordarei alguém na rua, oferecendo um aceno de cumprimento ou um braço estendido. Que direção tomar para alcançar o mesmo local, aquela rua refundida ou entre a algazarra matinal das pessoas pelos cafés, cheios de sorrisos e vozes altas. Pouco realmente muda o dia, mas penso sempre que mudo eu, de algum jeito... Mas sou sempre eu.   Seguro em livros que não leio, imaginando que leria se não fosse eu. Escrevo (...)
26.Jan.19

...

Francisco
(Só existe um silêncio capaz de perturbar a continuidade de uma onda de som...)   Calem-se os barulhentos, Cessem os circos, os palcos e os espetáculos, Acabem com a raça daqueles que se dizem nascer iluminados Pois esses de nada sabem! E escutem... Oiçam... Mas não a mim; isso! Esse mesmo... Esse silêncio que a leitura provoca, pois a voz que se ouve ao ler é a nossa!   Não há andorinhas no mar Assim como não há peixes nos beirais dos telhados. A Natureza dentro (...)
30.Dez.18

Gostava de saber (que título dar a isto...)

Francisco
Escrevo em papel envelhecido pelo tempo Aquilo que mais vivo sinto, por dentro.   Contradigo o sentimento, fazendo-o de pensamento. Prolongo e antecipo a vida, mas tudo isso apenas na mente.   Esguio, entranho-me dentro da ampulheta que rege a vida e o momento E assim caio, eternamente, em todas as situações e acontecimentos empurrados pelas areias do tempo.   Penso muito no passado, no que poderia ter feito. Mas aquilo que não disse ontem é o que penso ao escrever hoje, (...)
22.Nov.18

...

Francisco
Crava-me fundo as garras O lobo que se escapou das suas amarras!   Os seus olhos vertem sangue Quais lágrimas de dor pungente, A sua boca saliva espuma Qual mar bravio percorrendo a costa!   Por dentro percorre-me a bruma De pensamentos, aos quais não os entendo Pois tudo em mim fez-se nevoeiro; Muralhas que construí, terrenos que plantei...   O lobo atravessa agora o solo singelo Cravando-se em mim, rasgando ferozmente o nevoeiro, Abocanhando-me de uma só vez Deixa (...)
16.Nov.18

Vazio

Francisco
Já não sei mais o que me dizer. Já nem me recordo do que realmente disse, pois a mente fez esquecer.  Questionava-me acerca do ser, do querer e do fazer. De tudo isso deixei de querer saber... Embriaguei-me num vazio e atravesso este limbo, acarretado pelas guias do meu saber, essas que perdi, fazendo-me vaguear onde nada reconheço.  É estranho como tão atrativo se revela, como engodo na ponta de um anzol. Infelizmente vejo-me aprisionado, já ele me encantou e puxa forte... (...)
17.Out.18

Odi et amo, excrucior

Francisco
Não sou pleno. Sou, dividido em pensamentos, Hoje algo, amanhã o oposto. Não me compreendo...   Um ser tanto ama, como odeia. Tanto constrói, como destrói. Tanto escreve e tanto apaga E a nada realmente se apega como larga.   Somos vazios, procurando sentidos. Somos sedentos, procurando a saciação. Somos incompletos, dizendo-nos plenos Pois tudo disjunte somos nós inteiros.   Assim dizem, os embriagados da vida. Os sóbrios observam, nos seus (...)
14.Out.18

A poesia não me chega

Francisco
A poesia não me chega. Ou talvez seja eu, que não sirva para poeta. De tantas palavras me vejo sedento Mas de nenhuma tenho realmente orgulho em ser minha.   A poesia não me chega Pois não trago do licor da vida, Fico-me apenas com as palavras rotuladas na garrafa em que é servido, Causando-me náuseas o seu odor pujante, E não o travo forte e amargo de provar essa bebida.   A poesia não me chega Pois amo amores que não me pertencem. Sinto-lhes o aperto forte no peito,
30.Set.18

Vejo-te partir

Francisco
Oiço o ruído distante de uma locomotiva a vapor. Parece aproximar-se, com os seus fumos e coloração negra, para meu desalento. O nervosismo percorre-me, impaciente com o seu destino Mas algo fadado é como se já tivesse acontecido.   Antes de partires, permites-me uma última palavra? Bem sei que não me consegues ouvir, Mas eu tento. Sempre tentei, apesar que nunca o conseguisse ter dito...   Escondo o amor, com medo que ele deixe de o ser. Nunca to disse, que te amava...
26.Set.18

Outside of the Gates

Francisco
My hands are trembling My body doesn't move. I'm stuck in my fear and i can't fight back!   I'm covered in mud and blood of my enemies and my own. My sword is dented, My arm broken And i have no more will to carry my shield Of how heavy it turned into. I praised to the Gods to give me strength But i failed to prove myself to them! Odin! Make your cruelty my justice, Your eye my vision; And from your ravens Give me memory and wisdom! I shall fight for a world with a sun (...)
27.Ago.18

Larga-me vida! E deixa-me viver...

Francisco
Quem mais que eu terei que ser? Quantas vidas tenho que levar na minha? Silencia-te, oh mundo! Deixa-me ser eu apenas... Para quê todo o ruído que me perturba o trilho, para quê todas as cordas lançadas que me amarram alterando e manejando o trajeto que sigo ou que queria seguir. Para quê? Larga-me, vida... E deixa-me viver. Qual é a tua ideia de prisão, mundo, que dás a vida para nela regozijares-te de prazer. Somos teus prisioneiros, não servos, oh mundo! Tortura-me a alma, (...)