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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

25.Mai.19

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Francisco
Desconheço o mundo, e tudo o que vai nele. Nem sei mais se escrevo na língua dos homens Ou se numa outra ilusão criada por eles; Às palavras, contudo, abençoo por existirem, Elas que me enganem, humilhem, escravizem e mesmo me matem! Pois essas sinto-as, sei que é real o que criam e o que causam. Que se dane se apenas eu as saiba ler...   Quantos homens não caminham sobre o mesmo passadiço todos os dias E nunca se chegaram realmente a conhecer? De cabisbaixo, vagueiam (...)
11.Fev.19

Ser diferente...

Francisco
Vivo um dia inteiro pensando na vida do próximo dia, Em como abordarei alguém na rua, oferecendo um aceno de cumprimento ou um braço estendido. Que direção tomar para alcançar o mesmo local, aquela rua refundida ou entre a algazarra matinal das pessoas pelos cafés, cheios de sorrisos e vozes altas. Pouco realmente muda o dia, mas penso sempre que mudo eu, de algum jeito... Mas sou sempre eu.   Seguro em livros que não leio, imaginando que leria se não fosse eu. Escrevo (...)
26.Jan.19

...

Francisco
(Só existe um silêncio capaz de perturbar a continuidade de uma onda de som...)   Calem-se os barulhentos, Cessem os circos, os palcos e os espetáculos, Acabem com a raça daqueles que se dizem nascer iluminados Pois esses de nada sabem! E escutem... Oiçam... Mas não a mim; isso! Esse mesmo... Esse silêncio que a leitura provoca, pois a voz que se ouve ao ler é a nossa!   Não há andorinhas no mar Assim como não há peixes nos beirais dos telhados. A Natureza dentro (...)
11.Jan.19

O futuro pertence ao passado

Francisco
«Estamos todos controlados pelo passado, embora ninguém o consiga compreender. Ninguém reconhece o poder do passado» (...) «Mas se pensarmos bem nisso, chegamos à conclusão de que o passado sempre foi mais importante do que o presente. O presente é como uma ilha de coral que se mantém à tona da água, mas é composta por milhões de corais mortos que se encontram abaixo da superfície, que ninguém vê. De modo análogo, o nosso mundo de todos os dias é composto por milhões de (...)
17.Nov.18

Conhecimento

Francisco
Começamos a conhecer assim que abrimos os olhos, e com o tempo a apercebermo-nos de que o 'Eu',  cá dentro, são vários 'Nós'. É de cada um decidir quem saciar, quando o desejo tão humano de querer nos envolve e se espalha. É de cada um escolher se o fará para si, ou se o quer fazer para se mostrar.  O que pensamos, também algo tão humano de se fazer, fazemo-lo com outros, mesmo que isolados. Quem escreve, lê e fala nunca está sozinho, pois já consigo encontram-se (...)
28.Out.18

Mente atribulada

Francisco
Vim ao mundo isento de certezas, de pensamentos e sentimentos. Como única prioridade tive a de respirar. Tão pouco que a vida nos oferece no inicio, Uma caixa de mistérios - que é o nosso ser.   Haverá, certamente, impacientes,  Que a tentarão revelar mesmo antes de conhecer onde é sua a abertura. Precoces para viver, abrem às machadadas o seu ser E no chão se esvaíam sem saberem o que é o quê e o que lhes realmente pertence.   Eu compreendo o receio de nunca se (...)
24.Out.18

Os milionários

Francisco
Como andam eles, a correr pelos passeios, Evitando as importunas poças de água E guiando-se pelo seu estimado relógio Que lhes apresenta os horários com que regem a vida.   Fosse lá eu, no meu perfeito juízo Ligar os sentimentos ao tempo Vivendo momentos calculados E não a vida em si!    Como vivem eles, na mão um dedo de afeto Nos restantes a habilidade da contabilidade; Regendo a vida no tempo, e o tempo que têm de vida. Eu vivo apenas, e o meu tempo é o tempo (...)
21.Out.18

...

Francisco
Deixei o homem na rua. Abandonei tal ser para ser-me, então, Sem desejos ou ambições, apenas eu E a criança curiosa a quem dei a mão.   O quanto ele puxa, o petiz! De uma energia inesgotável faz-me cansado, E lá me solta e brinca e salta no prado Enquanto eu descanso e lavo a cara num riacho.   Ah, o quanto não nos fomos iludindo Que a juventude seria eterna, pois a vontade de a ter se igualava a tal. O quanto da vida não fiz, para fazer mais tarde E que agora é (...)
17.Out.18

Odi et amo, excrucior

Francisco
Não sou pleno. Sou, dividido em pensamentos, Hoje algo, amanhã o oposto. Não me compreendo...   Um ser tanto ama, como odeia. Tanto constrói, como destrói. Tanto escreve e tanto apaga E a nada realmente se apega como larga.   Somos vazios, procurando sentidos. Somos sedentos, procurando a saciação. Somos incompletos, dizendo-nos plenos Pois tudo disjunte somos nós inteiros.   Assim dizem, os embriagados da vida. Os sóbrios observam, nos seus (...)
12.Out.18

Os silêncios que deixo escritos...

Francisco
Tal como o vento se exibe Também eu me assemelho com ele. Absorvo tudo por onde passo Mas em lado algum realmente pouso...   Assim como o vento sussurra Também eu me mudo, Levando para longe os gemidos de amargura Ficando-me num silêncio que faço prolongado.   Na quietude devassa da noite, Altura essa em que revejo a vida, Faço eu do pensamento a minha Julgando culpados e inocentes; Abro ao silêncio esta boca minha.   Gostaria de ser mais que vento. Mais do que (...)