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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

14.Set.18

Sou eu, mundo... Sou eu.

Francisco
Habito na penumbra, Nos recantos dos cantos do mundo, Pois a minha voz não se fez bela.   À minha volta são paredes, Todas elas histórias, e a própria história, Do que o mundo é e de como ele era...   Não encontro brechas, nesta muralha do tempo. Apresenta-se impenetrável a qualquer sentimento, Àquele passado que queríamos ter sentido ou feito.   Quem foi o engenheiro, que criou o sentimento? Soubesse ele hoje, o que ficou em erro E que concertasse as brechas (...)
19.Ago.18

Quero-te!

Francisco
Agitando-se em suores, lutando contra os lençóis e as mantas de sua cama, numa batalha que se apresentava num impasse, um jovem esforçava-se para adormecer. O céu encontrava-se claro, com o luar atravessando a janela impetuosamente, oferecendo sombras a toda a mobília que no quarto se encontrava. Tal feito que mais ainda repugnou o rapaz, que cobria agora a sua cabeça por debaixo da almofada, isolando o pouco que conseguia do silêncio que o perturbava, assim como da luz. Tanto (...)
29.Jul.18

Layers

Francisco
Sentando num banco, próximo do único local que reconhecia luz naquele compartimento, um homem dormitava em seus pensamentos. A única luz que atravessava a pequena janela incidia numa tela, destacando-a de toda a negritude que ao seu redor abundava.  A tela estava erguida por um velho tripé de madeira, com sinais de muito (ab)uso. A tela, no entanto, não apresentava sinal de ter sido utilizada. Um branco tosco que lhe dava ares amarelados era a única imagem representada. Um vazio (...)
01.Jul.18

Um piano abandonado

Francisco
Era madrugada. Estava já a nascer o sol assim como toda uma sinfonia deliberada pelas aves. Despertam cantando, ansiosas por mais um dia nos seus céus azuis. Ao contrário do individuo do segundo andar, no seu lastimoso lar.  Levanta-se, semi-serrando os olhos ao deparar-se com a luz atravessando-lhe as poeirentas persianas, e senta-se na cama, esfregando o seu cabelo selvagem com brusquidão, olhando em volta, num lamentoso suspiro. O seu apartamento era, para além de antigo, muito (...)
20.Jun.18

Um abraço diferente

Francisco
Levanto-me com uma enorme dor de cabeça; outra vez, lamento eu. Arrasto-me vagarosamente pela casa, com uma das mãos cobrindo a minha cara parcialmente, premindo suavemente na origem da dor com esperança que pare.  Estanco na frente de um espelho, sentindo um fogo abrasador na têmpora direita o que me obriga a lá encostar a mão novamente. É essa a imagem que vejo refletida diante de mim. Alcanço água à face, retirando aquela visão de fraqueza do meu subconsciente, lavando todo (...)