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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

21.Out.18

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Francisco
Deixei o homem na rua. Abandonei tal ser para ser-me, então, Sem desejos ou ambições, apenas eu E a criança curiosa a quem dei a mão.   O quanto ele puxa, o petiz! De uma energia inesgotável faz-me cansado, E lá me solta e brinca e salta no prado Enquanto eu descanso e lavo a cara num riacho.   Ah, o quanto não nos fomos iludindo Que a juventude seria eterna, pois a vontade de a ter se igualava a tal. O quanto da vida não fiz, para fazer mais tarde E que agora é tarde de mais.  
30.Set.18

Vejo-te partir

Francisco
Oiço o ruído distante de uma locomotiva a vapor. Parece aproximar-se, com os seus fumos e coloração negra, para meu desalento. O nervosismo percorre-me, impaciente com o seu destino Mas algo fadado é como se já tivesse acontecido.   Antes de partires, permites-me uma última palavra? Bem sei que não me consegues ouvir, Mas eu tento. Sempre tentei, apesar que nunca o conseguisse ter dito...   Escondo o amor, com medo que ele deixe de o ser. Nunca to disse, que te amava... Mas eu (...)
28.Set.18

Um canto ancestral

Francisco
Não oiço mais que o vento Suspirando entre as árvores. Escuto, com atenção devida Um riacho à distância, O palrar das aves nos seus próprios dialetos, O mundo todo cantando!   Levo-me a passear em todos estes encantos; Nas flores que tendem a desabrochar revelando a sua beleza e cor, Na antiguidade das árvores e no seu louvor, Na sabedoria do tempo e nos seus contos e histórias. Em mim mesmo, também, Pois oiço-me percorrer esta terra musgosa Onde faço trilho, levando-me - (...)
22.Set.18

Prisioneiro da liberdade

Francisco
Os ventos contorcem-se e brigam Qual tornado devastador Que me atormenta a alma.   Não se corre mais atrás do vento, Não se vive mais a sua brisa fresca. O vento é agora nosso inimigo Pois é visão de liberdade e essa não existe. Os tempos de infância perderam-se...   Chama-se hoje viver segurar num leme E seguir a corrente... Aprumar as velas a favor do vento e velar.   E eu? Que neste tornado me encontro, sigo-te Oh imparável?  Mesmo que quisesse, nunca segurei num leme, Nunc (...)
19.Ago.18

Quero-te!

Francisco
Agitando-se em suores, lutando contra os lençóis e as mantas de sua cama, numa batalha que se apresentava num impasse, um jovem esforçava-se para adormecer. O céu encontrava-se claro, com o luar atravessando a janela impetuosamente, oferecendo sombras a toda a mobília que no quarto se encontrava. Tal feito que mais ainda repugnou o rapaz, que cobria agora a sua cabeça por debaixo da almofada, isolando o pouco que conseguia do silêncio que o perturbava, assim como da luz. Tanto (...)
15.Ago.18

Como lidar com os sentimentos?

Francisco
Não sei se vieram aqui à procura de resposta, ou se já com a intenção de me massacrar pelo título aludir que eu a tenha. De qualquer forma, nunca realmente escrevi a saber seja o que fosse. Se, em algum texto meu em que requeria conhecimento acerca do assunto, esteja lá apresentado entendimento do mesmo, esse não era meu, mas sim de onde o fui buscar. O que sei eu? Realmente meu, que não aprendi nem que me ensinaram. Despindo o conhecimento, que sei eu? Bem... Saber não sei se (...)
10.Ago.18

Qual o meu propósito?

Francisco
«In the landscape of spring,There's nothing superior or nothing inferior,The flowering branches grow naturally,Some short, some long»   Dedicando-me um pouco a um tema mais específico do texto anterior, (Parte I), continuo a minha linha de pensamento onde a deixei um pouco vaga. Dirigindo-me à origem, (da hierarquia), existe na natureza também o que existe na organização da nossa sociedade. Aliás, a necessidade com que (...)
09.Ago.18

Quem sou?

Francisco
«You cant control your thoughts, and you cant control your feelings, because there isn't one controller; you are your thoughts and your feelings» - Alan Watts   Não é ao acaso o post de hoje. Nunca é realmente ao acaso o tema, a data, ou até mesmo a hora que publico, seja o que for. São quase como diria o Mago Gandalf - A wizard is never late, nor is he early, he arrives precisely when he means to. A frase lá em cima encontrei eu, ouvindo uma palestra (de há muitos anos) de Alan (...)
20.Jun.18

Um abraço diferente

Francisco
Levanto-me com uma enorme dor de cabeça; outra vez, lamento eu. Arrasto-me vagarosamente pela casa, com uma das mãos cobrindo a minha cara parcialmente, premindo suavemente na origem da dor com esperança que pare.  Estanco na frente de um espelho, sentindo um fogo abrasador na têmpora direita o que me obriga a lá encostar a mão novamente. É essa a imagem que vejo refletida diante de mim. Alcanço água à face, retirando aquela visão de fraqueza do meu subconsciente, lavando todo (...)
07.Jun.18

♪ Tempos que não vivi ♫

Francisco
Hoje vai ser um texto sobre nostalgia. Mas primeiro uma questão, podemos sentir falta daquilo que não vivemos? Claro que sim, pois é exatamente esse o meu sentimento. Retrocedo então a um outro tempo, já tão longínquo da atualidade mesmo ter sido «recente». Viajo então para uma época de sexo, drogas, e, claro, Rock n' Roll. Para os anos das grandes cabeleiras, da música pelas ruas, dos grandes muscle cars, da ganga e do cabedal. Ainda perdidos? Falo então dos anos 80! (...)