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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

08.Mar.19

Degraus de mentira

Francisco
Jazem moribundos homens pelas estradas, se não já defuntos; Escorrendo-lhes o sangue encarnado ainda quente das veias pavimentando os passeios. Saindo-lhes pelas gargantas, petróleo negro - alcatroando assim a trilha Onde pés bem calçados se fazem aventureiros.   Caminhando entre florestas de cadáveres - Onde réstias da sua existência apenas em lembranças ou fotografias de outros tempos se encontra, Estendem-se pela vista afora todo o tipo de seres Aprisionados de (...)
29.Nov.18

Furão (de sentimentos)

Francisco
Alternei o sol pela lua. O dia solarengo pelo ambiente frívolo; A constante suposição de que por detrás da cortina nublada  Estará algo incerto, mutável, coisa de pouco valor pois não se afirma...   Sei eu hoje o que tanto se escondia, Não fosse eu quem se levanta de noite ao invés do dia, Que à lua uiva e que o sol repudia; Um jogo das escondidas, que faço sozinho para meu desalento e não divertimento. (Por aí algures ando perdido).   Pensando não estar longe
22.Set.18

Prisioneiro da liberdade

Francisco
Os ventos contorcem-se e brigam Qual tornado devastador Que me atormenta a alma.   Não se corre mais atrás do vento, Não se vive mais a sua brisa fresca. O vento é agora nosso inimigo Pois é visão de liberdade e essa não existe. Os tempos de infância perderam-se...   Chama-se hoje viver segurar num leme E seguir a corrente... Aprumar as velas a favor do vento e velar.   E eu? Que neste tornado me encontro, sigo-te Oh imparável?  Mesmo que quisesse, nunca (...)
04.Set.18

A verdade num olhar

Francisco
Observo-te a dançar, O teu vestido esvoaçando, O vento como teu par.   Deste lado estou eu, Escondido, para não te assustar. Pois a mais bela dança Não quero eu te negar.   Como consegues, O meu canto assim iluminar? De tão grande que é o mundo Como foi uma flor aqui parar?   Rodas as pétalas como tecido, Abraças o vento consentido, Danças em ti e sobre ti E beleza nenhuma existe assim!   Mas tu estás aqui...   Só tu, minha flor, Te apresentas assim. Na (...)
25.Ago.18

A thought about identity

Francisco
I've been thinking about identity, a little more, that is. Kinda fascinating, isn't it? All live things have some sort of personality, that is, being more or less aggressive to the environment. But we, humans, go far more than that simple ''natural'' thinking. We are self conscious, on our acts and behaviours, alone or in a group (well, sometimes...). I've been also thinking on how one should identify himself. How are we different from the person right next to us? What makes (...)
24.Ago.18

Dor

Francisco
Rastejo na lama a que chamo chão. A que lhe apelido de apoio para o meu corpo. Entre gravilha e gravetos Rasgando-me a roupa, Alcançam a pele pecadora.   Cortes, Uns superficiais outros profundos, Mas é na mente que tudo dói. É para dentro que grito E é para fora que sai.   Ah dor! Que não te compreendo, Sofro por fora, Grito para dentro... Se me abraço a ela Sinto apenas um aperto, Se a ignoro, Sinto-a percorrer-me por dentro.   As braçadas tornam-se pesadas,
19.Ago.18

Quero-te!

Francisco
Agitando-se em suores, lutando contra os lençóis e as mantas de sua cama, numa batalha que se apresentava num impasse, um jovem esforçava-se para adormecer. O céu encontrava-se claro, com o luar atravessando a janela impetuosamente, oferecendo sombras a toda a mobília que no quarto se encontrava. Tal feito que mais ainda repugnou o rapaz, que cobria agora a sua cabeça por debaixo da almofada, isolando o pouco que conseguia do silêncio que o perturbava, assim como da luz. Tanto (...)
15.Ago.18

Como lidar com os sentimentos?

Francisco
Não sei se vieram aqui à procura de resposta, ou se já com a intenção de me massacrar pelo título aludir que eu a tenha. De qualquer forma, nunca realmente escrevi a saber seja o que fosse. Se, em algum texto meu em que requeria conhecimento acerca do assunto, esteja lá apresentado entendimento do mesmo, esse não era meu, mas sim de onde o fui buscar. O que sei eu? Realmente meu, que não aprendi nem que me ensinaram. Despindo o conhecimento, que sei eu? Bem... Saber não sei (...)
11.Ago.18

Porque faço o que faço e não o que penso ou o que digo?

Francisco
Porque faço o que faço e não o que penso ou o que digo? O que penso e o que digo são um edifício em construção, O que faço são os andares que vou completando.   Então, para não viver escondendo o processo da construção do mesmo, Apresento-me aos poucos, sendo sempre uma ação passada:  Pois enquanto exponho dois tijolos um sobre o outro, Está a minha mente a pousar já o terceiro, com o quarto em expectativa!
10.Ago.18

Qual o meu propósito?

Francisco
«In the landscape of spring, There's nothing superior or nothing inferior, The flowering branches grow naturally, Some short, some long»   Dedicando-me um pouco a um tema mais específico do texto anterior, (Parte I), continuo a minha linha de pensamento onde a deixei um pouco vaga. Dirigindo-me à origem, (da hierarquia), existe na natureza também o que existe na organização da nossa sociedade. Aliás, a necessidade (...)