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Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

Fui. Sou. Serei...

Pensamentos do (meu) mundo.

30.Mar.19

Fará a poesia um homem

Francisco
Fará a poesia um homem Erguer-se nos dois membros E gritar aos sete ventos Os seus sonhos que nas estrelas dormem?   Choverá tristemente o céu Aquando numa relação o amor termina, Ou associa o homem o breu À sua história, contada através de lágrimas derramadas numa infortuna página?   Correrão todos os rios vindos de imaculadas nascentes Por onde bebem os homens o seu engenho e arte? Se não, onde de imaginação se abastecem estes, navegando pujantes  Das (...)
17.Fev.19

Sinto-me caminhar ao lado do mundo, e não nele

Francisco
Sinto-me caminhar ao lado do mundo, e não nele. Os rios que correm, vejo-lhes eu o fundo, a sua eterna queda num abismo de nada: Cascatas infindas de desgostos e vidas. Ah, fosse eu sentir as águas!   Os ventos e as árvores desprezam-me Nas suas danças celestes. Toda a vida acolhem e abraçam E eu nos seus tornados ou espinhos me embaraço. Não me quer a terra!   Aos céus praguejo, e os corvos oiço. - Levem-me daqui! Grito eu. E um chilrear negro ecoa, como resposta. Amed (...)
11.Fev.19

Ser diferente...

Francisco
Vivo um dia inteiro pensando na vida do próximo dia, Em como abordarei alguém na rua, oferecendo um aceno de cumprimento ou um braço estendido. Que direção tomar para alcançar o mesmo local, aquela rua refundida ou entre a algazarra matinal das pessoas pelos cafés, cheios de sorrisos e vozes altas. Pouco realmente muda o dia, mas penso sempre que mudo eu, de algum jeito... Mas sou sempre eu.   Seguro em livros que não leio, imaginando que leria se não fosse eu. Escrevo (...)
24.Nov.18

Sangue

Francisco
Encontro-me em jardins esquecidos, Emaranhando-me entre ervas e espinhos Sujando as botas de lama e salpicando a rosa que levo branca Encostada ao peito, Ouvindo-me pulsar ao abraçar-me o coração.   Os trilhos por onde caminho apresentam-se abandonados, Os canteiros circundantes tombados, as flores transparentes, sem cores... Prevaleceu o selvagem, onde habitara outrora alguém muito próximo A quem hoje me escuta.  - Irei levar-te a casa!   Não te conheceria, flor (...)
24.Nov.18

Pulsar

Francisco
Intriga-me a vida, do quão simplista se revela.   No colosso oceano, a vida que nele não habita? São os cardumes, voando num céu só deles, Os corais oferecendo cor aos seus habitantes, quais flores num jardim encantado E as estrelas, qual mundo invertido, brilhando de baixo para cima!   Na superfície terrena os bosques, que pintados de verde foram pela vida E preenchidos foram com ela! São os esquilos criando abrigos, Os veados elegantemente caminhando, erguendo os (...)
16.Nov.18

Vazio

Francisco
Já não sei mais o que me dizer. Já nem me recordo do que realmente disse, pois a mente fez esquecer.  Questionava-me acerca do ser, do querer e do fazer. De tudo isso deixei de querer saber... Embriaguei-me num vazio e atravesso este limbo, acarretado pelas guias do meu saber, essas que perdi, fazendo-me vaguear onde nada reconheço.  É estranho como tão atrativo se revela, como engodo na ponta de um anzol. Infelizmente vejo-me aprisionado, já ele me encantou e puxa forte... (...)
12.Nov.18

Eterno

Francisco
Hoje observei as árvores, As suas toscas formalidades As suas folhas caídas, as mais resistentes num suspenso cansado, E o pensamento que me atingiu foi o das suas idades.   Anciãs da natureza,  como as nascentes e as pedras, Estas guardam sabedoria. Nas árvores há vida, e há o tempo que a prolonga E elucide que a existência só não predomina.   Num abraço ancestral o novo galho ramifica-se E, das suas raízes, bebe o conhecimento da vida Prologando assim o curso (...)
04.Nov.18

Far away

Francisco
I whisper to the wind, And it carries the words, far away.   I sit down on a rock, And i feel how cold it is, there alone.   I hug a tree And no matter how grasp it never leaves its way.   I'm so far away, from where nature is. So far away from where my hearth was.   Been crossing bridges, and watching those rot, at distance. Been finding myself, as lost for everyone else.   I travel light. I carry only myself since the river divided What was mine of someone else.   Th (...)
24.Out.18

Os milionários

Francisco
Como andam eles, a correr pelos passeios, Evitando as importunas poças de água E guiando-se pelo seu estimado relógio Que lhes apresenta os horários com que regem a vida.   Fosse lá eu, no meu perfeito juízo Ligar os sentimentos ao tempo Vivendo momentos calculados E não a vida em si!    Como vivem eles, na mão um dedo de afeto Nos restantes a habilidade da contabilidade; Regendo a vida no tempo, e o tempo que têm de vida. Eu vivo apenas, e o meu tempo é o tempo (...)
21.Out.18

...

Francisco
Deixei o homem na rua. Abandonei tal ser para ser-me, então, Sem desejos ou ambições, apenas eu E a criança curiosa a quem dei a mão.   O quanto ele puxa, o petiz! De uma energia inesgotável faz-me cansado, E lá me solta e brinca e salta no prado Enquanto eu descanso e lavo a cara num riacho.   Ah, o quanto não nos fomos iludindo Que a juventude seria eterna, pois a vontade de a ter se igualava a tal. O quanto da vida não fiz, para fazer mais tarde E que agora é (...)